Montmartre

Último dia em Paris, último dia de férias, fomos para outro dos bairros mais tradicionais, imortalizado por Amélie Poulain nos cinemas. Aliás: mais conhecido que o bairro é a Basílica de Sacré Coeur – Basílica do Sagrado Coração, que fica em um dos pontos mais altos de Paris, e já li que é o ponto mais visitado, depois da Torre.

Chegando e subindo

Para chegar lá, informações no site oficial. Pegamos o metrô até Abbesses, que sai bem pertinho da escadaria da basílica. Ali você pode subir pela escadaria ou pegar o Funicular, que custa 1 passagem de metrô – claro que fomos com o funicular.

Chegando em Montmartre

Chegando em Montmartre

No final dele, uma surpresa desagradável: deve ser a maior concentração de trombadinhas e aproveitadores de toda Paris. Pela segunda vez em toda a viagem, senti que poderia ser roubado a qualquer momento (a primeira foi dentro da Gare du Nord, na chegada). Tem um monte de gente forçando você a comprar fitinhas estilo ‘senhor do Bonfim’ ou assinar petições para as quais tem que dar dinheiro. Vi até uma senhora ser praticamente cercada por uns 4 ou 5 grandalhões – mas forçando a passagem, saimos daquela muvuca para iniciar a última parte da subida, esta tendo que ser pelas escadas mesmo.

Já em cima, faltam só umas escadinhas

Já em cima, faltam só umas escadinhas

Lá em cima, uma multidão gigantesca, e Paris escondida por um baita nevoeiro – mas ainda assim muito bonita a vista.

Sacré Coeur

A colina de Montmartre tem toda uma história de visitações de gente como Joana D´arc, e foi onde Ignacio de Loyola fundou a ordem dos Jesuitas, em 1534.  A basílica em si é nova (construída entre 1875 e 1919), mas mantem um estilo clássico.

A fila para entrar era grande, porém rápida, e ainda estávamos no meio de uma missa, portanto só dava para passar um pouco por fora. Havia alguém cantando lindamente por lá, o que já valeu a passagem.  Mas é só: rapidamente passamos pelo arredor da parte principal da igreja e já estávamos do lado de fora novamente.

Sacré Coeur

Sacré Coeur

E daí a pergunta: é só isto? Muita gente vê a basílica e já desce novamente. Mas… tem outras coisas para se ver.

Praça do Tertre

Saindo da Basílica, siga para a Place du Tertre - para chegar lá passamos por umas ruas cheias de paralelepípedos, seguindo as casinhas vendendo crepes(claro que comemos, um de nutella que é uma perdição) e pintores vendendo caricaturas(não, não compramos).  A Praça é uma delícia de passear vendo a enorme quantidade de pintores, lembrancinhas de viagem e um monte de coisinhas legais e tentadoras para se comprar.

Mas mesmo que não compre nada, vale passear nesta praça, que lembrou muito a Feira de San Telmo de Buenos Aires (ao menos a de 2007, quando estivemos lá).

Place du Tertre

Place du Tertre

Olha o monte de pintores

Olha o monte de pintores

Para ir embora, dá para ir por dentro do bairro, mas voltamos ao funicular mesmo. Em seguida, conhecer o restante da região.

Rue des Abbesses

Para chegar ao próximo ponto do passeio, tivemos que seguir um bom tempo por esta rua – e é uma rua muito bonita, toda arborizada e com banheiros públicos descentes (e com portas automáticas) em vários lugares. Foi bom para a Isabeli tirar um cochilo no carrinho e quando ela acordou, sentamos em um dos muitos banquinhos para ela ‘almoçar’ e também para a troca.

Já entrando pela Boulevar de Clichy, em direçao a próxima parada, encontramos uma rua cheia de lojinhas…em São Paulo temos a “Rua das noivas”, com uma lojinha do lado da outra, todas cheias de vestido. Mesma coisa aqui, porém com Sex-shops ;)

Umas poucas das lojinhas da região

Umas poucas das lojinhas da região

Moulin Rouge

Este monte de sex-shop pode ser culpa do mais famoso cabaré do mundo, o Moulin Rouge, que já tem seus mais de 100 anos e continua famoso e tendo suas apresentações. Mas… durante o dia, a cara dele é meio decepcionante – de noite deve ser mais interessante mesmo.

Moulin Rouge.. de dia é meio sem graça

Moulin Rouge.. de dia é meio sem graça

Amélie Poulain

Amélie Poulain trabalhava no café Des Deux Molins e do Moulin Rouge até ele é rapidinho… claro que teria que conhecê-lo. Lá dentro, o cartaz do filme dá o tom.

Cafe Des 2 Moulins

Cafe Des 2 Moulins

Esperava que fosse estar super-lotado, mas conseguimos lugar logo que chegamos e, por incrível que pareça, almoçamos muito, muito bem. A Mima foi de salmão, eu comi um carneiro, ambos ótimos.  Creio que comemos sobremesa também e, para os 2, ficou em 33 euros. Barato e qualidade acima do que eu esperava.

Para quem adora o filme, é imperdível. Quem não gosta (ou nem viu), vale a pena dar uma passada se estiver por ali na hora do almoço.

Papai, tô com fome!

Papai, tô com fome!

Cadê a Amélie?

Cadê a Amélie?

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E assim, após um almoço já depois das 15h00, voltamos para casa fazer as malas e despedir deste lugar sensacional, que só de lembrar dá vontade de voltar.

Com bebês

Carrinho – Se for só subir até a catedral e descer, não vale levar, porque tem uma boa escadaria para carregar. Mas… montmartre não é só a catedral. Tem que conhecer a pracinha, vale a pena andar pelo bairro, e para fazer isto, o carrinho foi uma ‘mão na roda’ prá gente.

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Troca – Lá em cima não trocamos, e embaixo usamos os banquinhos mesmo da Rua des Abbesses para fazer isto, o que foi bem tranquilo.

Para terminar

Pela tarde, uma última volta no Sena e a noite, passada na Torre pela última vez. Paris (e Londres) são maravilhosas e, como disse, a viagem com a Isabeli, com 5 meses na época, foi muito diferente do que estava acostumado – mas não consigo imaginar outra maneira de viajar.

Au revoir

Au revoir

Subindo a Torre Eiffel

Depois de 1 semana, já havíamos visto a Torre de perto, de longe, de barco, de noite e de dia… mas pelo menos na primeira vez por lá (espero que haja outras), tinha que subir na torre Eiffel.

Comprando as entradas

O problema: em todo lugar falam em filas de 2 horas para subir… mais: houve um problema em 2012 com um dos elevadores, então as filas estavam levando ainda mais tempo do que o normal. E se perder 2 a 3 horas em fila durante as férias já é uma baita sacanagem, pior ainda com a filhota chorando no ouvido… Para resolver, a única solução possivel: comprar pela internet

Para variar, o Viaje na Viagem tem um passo a passo bastante útil de como fazer esta compra. Porém, ai tivemos outro problema: o próprio site alertava para comprar com uns 2 meses de antecedência porque, como havia somente 1 elevador, poucos lugares estavam sendo vendidos pela internet. E por poucos, quero dizer umas dezenas por dia e não em todos os horários.

Escolhendo o horário: Ver uma cidade de cima é sempre lindo – e se tiver como vê-la durante o dia E durante a noite, melhor ainda. Assim, pesquisando descobri que o pôr-do-sol em Paris era por volta das 20h30 e mais ou menos 1 hora antes disto eu “tinha que” estar lá em cima.

Pesquisa em um dia, nada… pesquisa outro dia, nada… até que consegui ver um dos dias da viagem com o horário que a gente queria: sexta-feira, 31 de Agosto às 19h30. Comprei na hora! Detalhe: era 19 de Junho. – uns 70 dias antes, mas se não compro logo, ficava sem: olhei uns dias depois e já não tinha mais. Imagino que este ano não esteja tão complicado assim, mas é bom ficar sempre de olho.

Custo total: 28 euros para 2 pessoas até o terceiro andar (a Isabeli ainda não pagava, claro).

Chegando

Quando ‘todo mundo’ fala sobre algo, normalmente tem razão: nossa chegada na torre foi pelo metrô Trocadéro, e a vista é impressionante. Dá vontade de ir tirando foto desde o metrô até a Torre. É uma caminhadinha, mas a vista vale demais a pena.

Chegando em Trocadero

Chegando em Trocadero

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Festa na torre

Festa na torre

Chegamos quase correndo, umas 19h15, e não deixaram a gente entrar. Só na hora exata! Pelo menos rapidinho a gente subiu no elevador e já estava no Segundo andar (que já é altíssimo!).

A vista dali é linda, linda… e já dá para se contentar só com ele mesmo – ainda que é óbvio que vale subir até o terceiro.

Dica: leve blusa: mesmo nos dias quentes que pegamos, ali em cima venta muito – dá para ‘se esconder’ dentro de uma parte de vendas, cafés e coisas assim, mas a vista para valer tem que ser do lado de fora, totalmente aberta.

Mal educados do mundo, uni-vos

A fila para pegar o elevador do segundo para o terceiro andar era gigante e um tanto lenta. Mas isto não seria problema, não fosse um monte de gente falando uma língua que eu não conheço(mas tinham jeito de europa do leste). Sabe aquele bando de adolescentes brasileiros, que vivemos com vergonha de encontrar por ai? Pois estes eram muito piores – mais ainda porque era um bando de adultos (entre 30 e 50 anos). E ficavam empurrando todo mundo, o tempo inteiro.

Tinha uma mulher atrás da gente que nem a menina no colo respeitou – chegou ao ponto de eu começar a cortar a mulher quando ela empurrava a gente para furar a fila – depois de um tempo, encostamos em um canto, deixamos aquele bando passar e só depois seguimos – não vale a pena deixar os mal-educados atrapalharem seu passeio!

Pequena fila para o elevador

Pequena fila para o elevador

Terceiro andar

Lá de cima a vista segue impressionante, mas é muita gente espremida em pouco espaço, então diminui um pouco o barato. De qualquer jeito, foi legal ver a cidade tão do alto assim. Além do mais, é divertido ver monte de gente brindando (dá para comprar sua taça de champanhe) e mesmo 1 casal estava se casando lá em cima :D

Claro: se no segundo já ventava, no terceiro o negócio atingia um nível mais alto – e eu sem blusa! haha Mas não precisa se desesperar: em cima também tem um pedacinho que fica protegido para quem não tem tanto ânimo. De qualquer jeito, não fiquei mais que 30 minutos por lá e já desci, mais do que satisfeito.

Arco do Triunfo

Arco do Triunfo

Paris vista de cima da Torre

Paris vista de cima da Torre

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A Descida

Na volta, a cidade já estava toda escura e nada como dar uma volta por toda a extensão da torre, agora com menos gente um pouco. A vista era maravilhosa e mesmo com muito vento, a gente protegeu ao máximo a Isabeli e seguimos. Também foi divertido foi ver a torre piscando, agora por dentro.

Quando fomos se arrumar para descer, vimos que a fila era uma coisa gigante – e claro: não havia fila preferencial. Assim, comemos alguma besteira por ali (menos caro do que esperado) e deixamos baixar a poeira um pouco, saindo já depois das 22h00.

Torre vista do segundo andar

Torre vista do segundo andar

Tá frio, mas tô me divertindo muito

Tá frio, mas tô me divertindo muito

Preparando para Um lobisomem Americano em Paris

Preparando para Um lobisomem Americano em Paris

Quando finalmente chegamos lá embaixo, a vista da torre a partir de Trocadéro é fantástica novamente.

Torre Eiffel com bebês

Preparação: A Isabeli não gostava de dormir muito tarde (aliás, até hoje: deu 19h00, já está resmungando para dormir – a menos que esteja em um shopping, onde pode ficar até as 22h00 sem problemas – a mulherada começa cedo…). Assim, enquanto eu via uns museus que só interessavam a mim (Rodin e Invalides), a Mima e a filhota ficaram descansando em casa. No final, ela só chorou quando a gente já estava quase no elevador para voltar, que ela acordou assustada e já era muito tarde… mas rapidamente se acalmou e ficou tranquila o resto do tempo, observando tudo.

Carrinho: No elevador, tem que dobrar. Lá em cima, com aquela aglomeração enorme, seria difícil usar… até sentimos falta na hora que ela dormiu, mas fica mais quentinho colada na gente. Assim, foi uma sábia decisão ter deixado o carrinho em casa

Troca: Tem trocador no segundo andar, mas só a mãe pode entrar.

Temperatura: Já falei que venta? Pois é… vá preparado: dentro da parte de compras tem calefação e tudo, então é bem quentinho – mas toda hora tem gente abrindo alguma porta. De qualquer jeito, para aproveitar tem que sair do quentinho, então leve bastante agasalho.

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Finalizando

Muita gente fala que é bobeira, que não precisa e tals… acho que se fosse para enfrentar 2 ou 3 horas de fila, concordaria plenamente e não teria ido – assim, compre antes pela internet. O preço é praticamente o mesmo e, mesmo que nem haja filas no dia que vc for, vai ficar mais seguro.

E curta muito: gostei mais das vistas de Montparnasse e até do Arco do Triunfo (principalmente porque dá para ver a Torre estando neles),  mas nada se compara com estar ali. Vale demais!

Saída por Trocadero novamente,

Saída por Trocadero novamente,

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Versailles

Depois de um bom tempo pensando tanto em Virada Cultural a ponto de sonhar com ela, vamos voltar a sonhar com Paris :) Assim, chegamos a Versailles

Chegando

Versailles não fica exatamente em Paris, e para chegar até ele você deve tomar o trem – no caso, o RER C. Este não está contemplado nas passagens ‘comuns’, assim que a aventura começa já ao comprar a passagem. Para quem estava comprando avulso, é uma passagem do metrô comum + RER para ida e outro RER para a volta – total ida e volta = 13 euros para 2 pessoas.

Comprar isto nas máquinas é razoavelmente tranquilo, mas pedi informação para um atendente na bilheteria do mesmo jeito. O que ele fez? Saiu de seu posto de trabalho, foi até a máquina e ele mesmo foi comprando a passagem que eu queria. Totalmente inesperado e muito decente da parte do rapaz.

Ir até lá é tranquilo, apessar do trem bem cheio, e ainda andei no meu primeiro trem de 2 andares. Só lembre-se de descer em Versailles-Rive Gauche, que tem outra estação com o nome “Versailles” mas é longe. Chegando lá, siga o fluxo que é tranquilo chegar no castelo.

Havia lido que as filas ali são monumentais, assim chegamos bem cedo. Mas, apesar de bastante grande, não estavam tão absurdas as filas – de qualquer jeito, com o Paris Museum Pass, não precisamos pegar é fila nenhuma (só a da segurança)

Chegando em Versailles

Chegando em Versailles

O Palácio

Sem duvida o ponto alto da visita, e o primeiro lugar a ser conhecido. Há um áudio-guide bastante útil incluído no ticket para se conhecer o palácio… e o que dizer?São diversos salões gigantescos, sendo o dos espelhos o mais impressionante de todos. Foram uns bons 90 minutos por ali.

Tá vazio o lugar...

Tá vazio o lugar…

Até os tetos são verdadeiras obras

Até os tetos são verdadeiras obras

O salão dos espelhos

O salão dos espelhos

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Jardins vistos do palácio

Jardins vistos do palácio

Quarto da rainha

Quarto da rainha

O único problema foi quando precisou trocar a Isabeli – o único trocador ficava lá no final de tudo e a gente estava no meio, então corremos por todos os aposentos, trocamos a fralda, já demos uma mamadeira rápida e voltamos tudo, para ver as coisas com mais tempo – vida de pai não é fácil, não… nem nas férias :-P.

Onde não almoçar

Entre ver as coisas, trocar Isabeli, voltar.. já estava ficando tarde e resolvemos almoçar. Dentro do próprio palácio há uma lanchonete com preços ok. Porém, no dia anterior tínhamos experimentado docinhos na Angelina, e (como todos já haviam dito) eram maravilhosos… imagino então como deve ser o almoço deles!

Pois é, devia ter ficado só na imaginação.. primeiro a ‘oignon gratinée’ decepcionante(especialmente comparada a maravilha que havia provado perto do Louvre), depois o prato principal bom e a sobremesa sensacional (claro: os doces deles são demais). Tivemos um almoço bom, mas que em hipóstese alguma poderia custar 50 euros/pessoa. Assim, experimentem os doces da Angelina, que são ótimos, mas do almoço deles, pode manter distância – pelo menos em Versailles.

Esta andança tod adeu uma fominha...

Esta andança toda deu uma fominha…

Os Jardins

Ok… talvez os jardins sejam o ponto alto da visita, mais do que o palácio. Na verdade, jardins é maneira de dizer, porque aquilo é uma verdadeira floresta com a quantidade de árvores que a gente vê.

Destaque para o lago central, lindíssimo, especialmente num dia ensolarado como aquele.

Jardins

Jardins

Isabeli se sentindo em casa...

Isabeli se sentindo em casa…

O lago mais de perto

O lago mais de perto

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Gran Trianon e Petit Trianon

Dentro dos domínios de Versailles ficam outros palácios menores, que serviram de casa para Maria Antonieta, dormitório para visitantes ilustres e outras coisas assim. São bem menores, mas pelo menos o Grand trianon valeu conhecer.

Só que são bem distantes. Assim, ou você faz uma baita caminhada, ou paga um extra e vai de trenzinho. O trem dá para pagar por trecho ou um ticket circular, que para em 3 ou 4 pontos estratégicos para ir conhecendo tudo e pelo qual pagamos 6 euros cada.

Nós vimos o Grand Trianon, trocamos a Isabeli novamente (tem trocador no banheiro feminino por ali) e estava pronto para descer perto do lago quando começou a chover. Era uma chuva até forte… e como a gente já estava mesmo bem cansado, simplesmente fomos de trem até a ‘entrada’ e demos o passeio por terminado.

Grand Trianon

Grand Trianon

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Informações

Os preços estão aqui. Tem ticket só para o Palácio, para o Grand e Petit trianon e também para outros passeios especiais – mas é o melhor lugar que existe para você usar o Paris Museum Pass. Ele só não dá entrada para os shows das fontes de águas que acontecem aos domingos entre Março e Outubro – assim basta evitar o domingo e boa (aliás, evitar domingo ali é barbada:se já estava cheio numa quarta-feira, dá medo de pensar o que será de domingo). O palácio fecha de segunda.

No verão tem o espetáculo diurno das águas e também shows de luzes noturnos (deve ser maravilhoso), mas no próprio jardim dá para fazer um passeio bastante interessante a pé. Também existem workshops para crianças e mais uma série de outras atividades, várias delas comentadas aqui.

Com bebê

Carrinho: Logo na entrada o pessoal pega o carrinho e só devolve na saída – ou seja, é proibido usar o carrinho de bebê em qualquer lugar de Versailles – palácio, jardins, pequenos palácios… se soubesse disto antes, teria deixado o carrinho em casa, já que ali não serviu para nada,exceto dar trabalho no trem.

Trocas:  Como já comentei, no Palácio tem o trocador ao final de tudo. Em Grand Trianon tem um trocador no banheiro feminino do lado de fora. Agora.. importante mesmo é proteção – a fila para o trem foi bastante demorada e não tem qualquer sombra, então é importante ter um guarda-chuva e bastante protetor solar, que o sol estava bem forte quando fomos.

Por último, para aproveitar bem, tem que ser o dia todo! Nós chegamos cedo, saimos tarde e mal deu tempo de ver os jardins – tudo bem, com criança tudo leva mais tempo – mas o fato continua: reserve o dia inteiro, que ter que fazer Versailles correndo é sacanagem!

Castelo visto dos jardins

Castelo visto dos jardins

Blois, morada de reis

Adoro viajar acompanhado, mas tem momentos que estar sozinho também vale a pena – especialmente para fazer minhas loucuras e excessos! Assim, saindo de Cheverny, peguei o carro e fui o mais rápido possível para o Castelo de Blois

História

Blois não é o castelo mais bonito e fica localizado no meio de uma cidade razoavelmente grande (a maior do Loire, junto com Tours), não sendo um castelo prioritário. Porém, a história dele é impressionante.

 O castelo foi comprado pelo rei Luis XII em 1391, virando morada permanente do rei. De lá Joana D´Arc partiu para sua campanha nos anos 1400, e até 1840 foi morada de outros 3 ou 4 reis, além de última morada da Rainha Catarina de Médici e lar de outros membros da corte.  Aliás, esta rainha teve 10 filhos, sendo que 3 deles viraram reis da França. Outro motivo de ser conhecida é por ser tida como responsável pelo Massacre de São Bartolomeu.

Assim, se há um castelo que realmente foi usado pelas famílias reais, este é Blois – e só isto já vale para chamar atenção… ao menos a minha.

O Castelo

Tenho que ser sincero: a primeira impressão não é das melhores. Provavelmente por causa da beleza dos outros lugares, ao entrar no que mais foi usado pelos reis, esperava algo a altura, mas ele é o menos bonito de todos os que visitamos. Na verdade, parecem prédios interligados com um plano central para irem de um lugar a outro. Me lembra mais o Palácio de Madrid que os outros castelos do Loire.

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Adorei estas escadarias

Adorei estas escadarias

Chateau de Blois

Chateau de Blois

Por dentro ele é dividido em áreas, representando os diversos períodos arquitetônicos que passou através dos séculos, e justamente a primeira (e mais antiga) é a menos interessante, porque guarda mais pedaços arqueológicos que qualquer coisa – mas as/os gárgulas são impressionantes.

Gárgulas

Gárgulas

Algo que já havia notado e que aqui é revisto é que os tronos na verdade eram até simples, se imaginarmos o poder que tinham na sua época.

Salão do Rei: Lareira de 1515, pinturas nas paredes do séc 19

Salão do Rei: Lareira de 1515, pinturas nas paredes do séc 19

Trono de Francois I

Trono de Francois I

Conforme vai se avançando nos séculos, vamos vendo que o povo foi realmente melhorando o padrão de vida, e o mesmo valia para os reis. Os lugares vão ficando mais bonitos e mais bem preservados – e por mais novos quero dizer 1500, no máximo 1600. Aliás, sempre me impressiona que enquanto no Brasil estávamos apenas iniciando como nação, este povo já tinha construções gigantescas e todo um sistema de governo já estabelecido. Os 500 anos de Brasil não parecem nada perto da Europa.

Agora, mais algumas fotos desta história.

The Queen Gallery

The Queen Gallery

O Quarto da rainha - aqui faleceu Catarina de Médici em 1589

O Quarto da rainha – aqui faleceu Catarina de Médici em 1589

Cama do rei Henry III - detalhes em ouro e desenho de anjos segurando guirlandas de flores.

Cama do rei Henry III – detalhes em ouro e desenho de anjos segurando guirlandas de flores.

Gabinete de Ébano - século 17

Gabinete de Ébano – século 17

Estacionamento

Foi uma dificuldade! Por ser no meio da cidade, não foi fácil achar onde parar. Paguei uns 2 euros em um estacionamento público, e o sofrimento foi na hora de pagar – é tudo automático e sem ajuda em inglês… mas nada como ver números e colocar as moedinhas.

Mais que pagar, difícil foi me achar na chegada e na saída – havia dado tantas voltas de carro pelo castelo que na hora de ir embora nem sabia mais por onde ir! Nada como um susto para apimentar a viagem.

Informações

Paguei 9,50 euros para entrar e o preço e horário estão no site oficial Corri tudo em 1 hora porque quando ia começar um museu que eles tem ali, avisaram que já estava fechando – aliás, fui dos 5 ultimos a saírem, praticamente expulsos pelos seguranças.

A vista do castelo para o Loire é muito bonita, mas não é um castelo que marca pela beleza – mas a história dele é sem impressionante e, se tiver tempo, vale a pena ser conhecido. O sentimento de efemeridade perto de tantos e tantos séculos é indescritível. Fiquei 1 hora, mas poderia ter passado 2 ou 3 tranquilamente.

O Vale do Loire

O Vale do Loire

Cheverny e o segredo do Licorne

As aventuras de Tintin, dirigido por Steven Spielberg em 2011 é baseado em Tintin e o Segredo do Licorne – mal sabia eu que  iria conhecer o Moulinsart, castelo do capitão bêbado do filme.Mas antes…

Depois de Chenonceau, a esposa estava cansada e quis ir para ‘nosso’ castelo dormir um pouco. Deixei as 2 ali e resolvi acelerar para ver mais um castelo, quem sabe dois. O mais próximo era o de Cheverny, então fui para ele direto.

O castelo

O Castelo de Cheverny foi construído em 1624 por Phillipe Hurault, vendido, passado por diversas pessoas e 200 anos depois, em 1824, comprado novamente pela famíla Hurault, que abriu o castelo ao público em 1914. É o único castelo do Loire que ainda é habitado, e por isto parte do castelo não é visitável.

Como quase todos, o lado externo de Cheverny é muito bonito. Um grande gramado com altas árvores a direita e a esquerda do castelo. Mas além do externo, neste aqui as instalações internas também estão muito bonitas, bem organizadas e seguem um caminho bem especificado.

Cheverny

Cheverny

Sala de Jantar

Sala de Jantar

Quarto do bebê... igualzinho o da Isabeli

Quarto do bebê… igualzinho o da Isabeli

Brinquedinhos de época

Brinquedinhos de época

Tapeçaria

Tapeçaria

O quarto do rei - somente usado quando ele aparecia visitar

O quarto do rei – somente usado quando ele aparecia visitar

O Grande Salão

O Grande Salão

Talvez mantenham-se em melhor estado porque é proibido entrar na maioria dos quartos – nós temos que ver pelas portas… isto gera um aumento na fila, mas fica melhor conservado.

Os segredos do Moulinsart

Parte da fama de Cheverny se deve ao belga Hergé, que baseou o Moulinsart neste castelo. A única referência minha de Tintin é o desenho do Spielberg, mas ele tem muita história. Tintin é um detetive belga - ou melhor, uma HQ de um jovem detetive belga. É a mais famosa hq da região e há museus sobre ele, livros e muitos filmes que levam o estilo do personagem Tintin – por exemplo: Indiana Jones. Assim, junto com o castelo há também um pequeno museu chamado “Les secrets de Moulinsart’.

É bem curioso, porém tudo em francês, e com meu conhecimento do personagem sendo nulo, não entendi quase nada do que tinha lá de interessante – mas quem conhece/curte a história, vai se esbaldar.

Hadock e Tintin fugindo

Hadock e Tintin fugindo

Quarto de Tintin - olha ele lá no espelho.

Quarto de Tintin – olha ele lá no espelho.

O Licorne

O Licorne

Para terminar, há um jardim bem mais ou menos e um ‘pequeno’ canil.

Canil

Canil

Informações

O estacionamento é, como sempre, gratuito e bastante grande.

Entre ver o castelo, o museu e o canil, levei exatamente 1 hora. Mas eu estava com pressa, então dá para aproveitar mais tempo para conhecer o Parque atrás do castelo, entre outras coisas.

O castelo em si vale bastante a pena, principalmente por ser mais moderno e diferente dos outros, a ponto de achá-lo com o interior mais bonito de todos os que visitei – mas mesmo assim, acho que só se tiver tempo disponível.

Já o museu.. não digo que me arrependi porque foi muito rápido e até divertido, mas com certeza só vale se tiver tempo sobrando, ou se conhecer o personagem.

A entrada para o Castelo + Museu custou 13,50 euros. Mas somente o castelo, no site oficial marca 8,70. Também no site fala de shows de jazz noturnos, o que deve ser no mínimo interessante.

Castelo de Cheverny, fundos

Castelo de Cheverny, fundos

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