Cracóvia

De Varsóvia para Cracóvia são somente 2h30 de trem (reservas abertas somente 30 dias antes) e apesar da fama, o trem era bastante confortável e chegou poucos minutos atrasado. Como o hostel era perto, fui caminhando até lá, só tomar um banho e sair comer algo. Acabou que sem querer, cheguei até a parte histórica de Cracóvia – o que foi muito legal, por não esperar ver nada neste dia.

OLD TOWN

Nada como começar a conhecer o centro histórico pelos seus portões – assim, fui para Barbican, o lugar que guardava a cidade desde 1498, e onde hoje há encenações de lutas medievais com gente vestida a caráter.

Barbican

Barbican

Não muito longe fica o Colegium Maius, uma das mais antigas universidades européias, tendo Nicolau Copérnico seu mais conhecido estudante, nos anos 1490. Muita gente vai lá nas horas inteiras somente para ver as imagens passando pelo relógico (algo parecido com o relógio de Praga) – pois vale  a pena pegar o tour – ali dentro você vê, além de instrumentos usados por Copérnico, diversos relatos e até mesmo o manuscrito original onde ele escreveu suas teorias que revolucionaram a astronomia. Há muitas salas interessantes, a que mais gostei foi uma com uma pedra lunar, o primeiro Globo Terrestre que incluia a América do norte, e alguns prêmios recebidos por poloneses e doados para o colégio, como Nobel e de cinema (alma de Cannes, Urso de Berlim e Oscar, de Andrzej Wajda). Até hoje, em ocasiões muito especiais, há sessões realizadas na antiga sala de formaturas. Pena que são pouquissimas as salas onde pode tirar fotos, e a tentação de ter a do Oscar foi vencida pelo segurança, que não nos deixou sozinhos em momento algum.

Colegium Maius

Colegium Maius

Neste centro histórico há também várias igrejas (a Polonia é um dos países mais católicos do mundo). A principal é a St Mary´s Church, do sec.14 – a visita ali é paga, mas vale o preço, pois é linda. A igreja fica em Rynek Glówny, a maior praça medieval da Europa, junto a diversos outros pontos que valem muito a visita, como o Sukiennice, onde hoje é o mercado de souvenirs, que esta ali desde o sec. 16. Há muitos outros pontos ali que valem a visita, datando desde o século 11.

St Mary´s Church

St Mary´s Church

De noite, vale aproveitar algum dos concertos que tem principalmente nas igrejas, entre os diversos folhetos, resolvi ouvir algumas musicas de cinema tocadas por um quinteto – e poucas coisas emocionaram tanto quanto ouvir a trilha sonora de A Lista de Schindler na terra de Schindler!

WAWEL HILL

Subindo o centro histórico, chega-se ao Wawel Hill, principal ponto turistico na cidade e onde ficam o Castle e Wawel Cathedral. São diversos lugares que foram erguidos em diferentes séculos e podem ser conhecidos através de um complicado esquema de ingressos. Se quiser conhecer os Private Apartments chegue cedo – cheguei perto do meio-dia e só havia ingresso para o dia seguinte. Assim, me contentei com o State Rooms e as salas do Tesouro. Também entrei na Catedral, que é simplesmente magnífica e totalmente muvucada – ali eram feitos os casamentos e também enterros dos reis poloneses, com vários destes ainda hoje ali. Só depois de sair que descobri que tinha que pagar para tirar fotos, mas a bagunça era tão grande que já tinha tirado 😉

Wawel Castle e Cathedral

Wawel Castle e Cathedral

Para voltar ao centro, nada como a Dragon´s Cave – a Caverna do Dragão, que não é o desenho dos anos 80, mas sim a que deu origem ao lendário dragão que atormentava a região. A caverna é meio besta e não tem nada – valeu para descer rapidamente e porque é bem fresquinha, algo ótimo num dia absurdamente quente como quando estive lá.

Todos estes lugares eu conheci no 1º dia, pois os dias estavam bastante longos. Pode valer ir primeiro para o Wawel Hill, para conseguir assim ver os Quartos, que é o ponto alto do Castelo – mas… não senti falta de não vê-los, assim vai de cada pessoa.

Wawel Cathedral

Wawel Cathedral

No 2º dia, fui para Auschwitz, mas este precisa de um post próprio. Assim, vamos a correria que foi meu 3º (e último) dia ali:

WIELICZKA – A mina de sal

 No último dia, tinha ônibus saindo no começo da tarde para Budapeste – mas eu queria muito ver a tal da mina. Assim, contrariando todos os meus instintos, fui. E a melhor decisão que tomei no dia foi me juntar a algum tour. Sim, tour para a mina de sal é muito mais caro do que ir sozinho – mas tive dificuldade para achar o ônibus para ir lá, o que se revelou ótimo porque o pessoal dos tours parece ter prioridade. Assim, chegando na mina haviam filas imensas para entrar, mas nós chegamos e seguimos quase diretamente para dentro – isto porque tínhamos guia, não precisando esperar que algum dos guias deles estivesse livre.

A mina é interessante, mas longe de imperdível (e claustrofóbicos devem sofrer). O tour começa descendo 900 degraus até o 1º (de 3) andar que visitamos, e vamos vendo como era o trabalho dos mineiros e as câmaras que eles construiram. A mais impressionante é realmente a Chapel of Blessed Kinga, uma capela enorme onde até hoje pode-se fazer casamento (deve ser pouco caro). O passeio dura umas 2 horas e vale por ser diferente, mas não precisa de consciência pesada se não tiver tempo.

Capela Blessed Kinga

Capela Blessed Kinga

Quase perdendo o ônibus: Outra coisam muito boa do tour guiado é que, como a fila para sair da mina era muito grande, fomos por um elevador mais antigo, mas que pulou na frente de todo mundo. Assim, cheguei na agência com 20 min. para a hora do ônibus – corri até o hostel (que era perto), peguei a mochila pesada e me mandei para o terminal de ônibus – que também não era longe. Mas por mais rápido que eu fosse, com aquele peso todo nas costas e um calor escaldante, cheguei uns 5 minutos atrasado! Para minha sorte/alegria total, estava na Polônia, onde as coisas não são tão pontuais – quase chorei de alegria enquanto tomava bronca gigantesca do motorista antes dele colocar minha mala no bagageiro e ao mesmo tempo tentava tirar um pouco do rio de suor que eu tinha na cara – era algo bem nojento, admito.

Ficou menos pior quando, já sentadinho, chegaram os 2 últimos passageiros, ainda mais atrasados que eu – e só aí partimos! Não aconselho isto para ninguém – emoção assim não vale a pena, não hehe

 

OUTROS

Quem tiver mais tempo em Cracóvia, aproveite para conhecer a parte judia (Kazimierz), ou fazer algum dos tour temáticos – os principais são os relacionados a Schindler e João Paulo II(que era arcebisbo aqui quando foi eleito Papa). Vale a pena estudar sobre a Old Town – ali parece bastante interessante o Czartoryski Museum, que tem obra até de DaVinci – mas estava fechado quando estive lá. Quem tiver ânimo, suba a torre do relógio…

Enfim, Cracóvia é uma cidade com uma história impressionante, que vale muito conhecer – e se não puder ver as 2 e tiver que escolher entre Cracóvia e Varsóvia, fique com esta aqui.

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