Um dia de Mozart

Mais uma vez o planejamento é importante para ajudar a sair do planejado 😉 Graças aos dias maravilhosamente longos do verão europeu, consegui fazer o que tinha planejado ainda ceo, então pude ir para lugares que não achei que ia conhecer nesta viagem, aproveitando para aprender mais sobre a música vienense – que está entre o que há de melhor na música mundial.

Um monte de gente que estava no hostel vinha para um curso de música, então já me deixaram com vontade… depois, em todo lugar que você anda tem gente vendendo entrada para concertos, sempre vestidos a caráter: como Mozart em Amadeus*. Com tudo isto, a vontade é se esbaldar em música clássica – e isto deve ser feito com gosto!

STAATSOPER

Primeiramente, famosíssima Opera de Viena, perto dos metros Karlplatz e Opera. Como não há apresentações em Julho e Agosto, só pude fazer o tour mesmo (para apresentações, veja a agenda aqui e compre uma entrada no ‘last minute’ quando estiver lá). E mesmo que você vá para uma apresentação, pode ser interessante fazer o tour – isto porque vai até os fundos, vendo por trás do palco, e também passa nos camarotes vips e outros. É um passeio de 1 hora mais ou menos que vale ser feito. Agora: gostei mais da Ópera de Budapeste – podem jogar as pedras hehe.Detalhe: acho que foi o passeio em que mais vi brasileiros na viagem inteira, tá doido…

Opera de Viena

Opera de Viena

Visão da área VIP

Açúcar na veia

Ali pertinho fica o Café Sacher, para provar um dos pontos turísticos da cidade, a Torta Sacher – da qual fui mais um dos que saiu decepcionados…. não entendam errado: a tortinha é boazinha, bastante chocolate e uma geléia, mas não sei se vale 200 anos de fama! Ainda assim, é o tipo de coisa que se você está em Viena, tem que experimentar. Logicamente, tem o preço – uma tortinha desta mais um capuccino ficou uma fortuna – mas enquanto estava ali, me sentia um rei 😀

Um pouco de glicose faz bem…

BELVEDERE

Tram D até a parada Schloss Belvedere, que é um palácio de verão construido em 1736 para o Principe de Savoy, que já foi também residência de Francisco Ferdinando (para quem lembrar de história do ginásio, foi o assassinato dele que iniciou a Primeira Guerra) e se divide principalmente em Upper Belvedere e Lower Belvedere e para entrar nos dois, existe o combined ticket, por 14 euros.

O principal é o Oberes Belvedere (Upper) – infelizmente, mais uma vez não dá para se tirar fotos. O hall de entrada é lindo, assim como os diversos salões que você percorre, todos muito bonitos, com muito mármore e que devem ser vistos até o teto que é muitas vezes adornado.  Mas no final, o que temos de principal aqui é uma grande exposição de quadros, sendo o mais famoso “O Beijo” de Gustav Klint (só não falo que nem achei o quadro muita coisa para não perder leitores hehe). Além de diversas outras obras de Klint, temos vários outros pintores austríacos. Já estava meio cansado de tanta obra de arte quando fui ali, então talvez por isto tenha me decepcionado um pouco; o que realmente gostei foram dos salões e da vista que se tem dos jardins – esta sim impressionante (e para fora ainda dava para tirar fotos 🙂 ).

Vista do Lower Belvedere

Vista do Lower Belvedere

Jardins

O Unteres Belvedere(Lower) apresenta exibições temporárias em seus também lindos salões  e mais uma vez, gostei mais dos salões que da exibição – principalmente Marble e Golden Rooms. Também existe a Orangery com outra exibição temporária e vista para os jardins privados de Principe Eugene. Mas como falei, o mais bonito de tudo no palácio foram os jardins. Acima coloquei uma foto que tirei no verão, mas no site(http://www.belvedere.at ) achei esta foto do inverno que gostei a ponto de colocar aqui também.

Jardim de Belvedere

Upper Belvedere

Upper Belvedere

 Falando com os mortos

Não sabia, mas passando o Lower Belvedere havia outro ponto de parada de tram. Peguei para ir ao centro quando, lendo o nome das estações, vi que passava em Zentralfriedhof, um dos maiores cemitérios da Europa e ultima morada de alguns dos maiores da música. Não pretendia passar lá, mas sabia que existia – e já que estava perto, porque não? Assim, peguei o tram, descei em um Mac no meio do caminho (pois é, de vez em quando a gente apela hehe) e depois do almoço me mandei prá lá.

A parada é a Tor 2 (Portão 2), visto que é tão grande que há várias paradas por ali. Eu não fazia ideia de como chegar até os músicos, então fiquei andando por um tempo sem rumo, mas é fácil: vá direto após passar o portão, seguindo até a sessão 32 A. Ali você tem, todos juntos: Beethoven, Brahms, Schubert e Strauss  (há vários da família strauss por lá), além de um memorial a Mozart, que na verdade está enterrado em uma vala comum em outro cemitério, mas recebe sua homenagem com os outros gigantes. Quem se interessar, vale acessar.

Beethoven, RIP

Cemitério pode parecer um passeio meio estranho (tá bom, não parece… é mesmo), mas acho interessante por nos colocar no nosso lugar, mostrando o quanto a gente não é nada. E também por lembrar quanta gente incrível já passou por este nosso planeta, quanta gente já esteve aqui há tanto tempo, para estarmos onde estamos hoje.

Para mim, os mortos não sabem nada, não entendem nada e sei que ali existem somente ossos de grandes homens do passado, com bonitos memoriais em homenagem, mas não tive como não me emocionar um pouco, pensando em como Viena teve tanta gente com este talento absurdo em tão curto espaço de tempo. Gênios, que nos ajudaram a chegar onde estamos.

Continua no próximo..

*Além dos filmes de Sissi, vale muito a pena assistir a Amadeus, de Milos Forman – na verdade, vale assistir ao filme independente de Viena, porque é ótimo. Na Casa de Mozart (próximo post) há diversas menções a Salieri, o grande rival de Mozart no filme

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