Não fui a Bratislava

 De vez em quando numa viagem a gente tem daqueles dias em que nada dá certo – pior: diferente do dia do seguro, este aqui foi culpa minha mesmo! O que fazer? Aproveitar o restante da cidade ora esta 😉

Este era o dia que reservei para Bratislava – há 3 maneiras de se chegar lá a partir de Viena: a mais divertida (e mais cara) deve ser de barco – leva 1h45 e fica em 33 euros ida-e-volta. Dá para ir de trem, o qual não estudei o suficiente (e este foi um erro) e de ônibus, a opção escolhida.

No hostel peguei informação sobre a saída do ônibus (perto de uma estação de metro) e lá fui: como havia saido um  há 30 minutos, comprei passagem de ida e volta (11 euros), e tinha quase 2 horas para andar àtoa. Com o passe de transporte publico, fui para o mercado Karlsplatz – entre um bom tempo perdido nas ruas e depois me divertindo vendo as coisas no mercado, cheguei de volta ao terminal com 5 minutos de atraso. Se fosse a Polônia, tudo bem… mas ali até ônibus de linha chega na hora marcada nos pontos! É impressionante: placa marcando minutos de espera para ônibus de linha em alguns pontos, e depois a gente fala da pontualidade britânica…

Retomando: fiquei um tempão esperando, mas é claro que tinha perdido o ônibus. Fui então para a parada onde esperava ser a saída de trem, e estava em reforma 😦 Dei uma volta no centro e ainda pensei em pegar o próximo ônibus, mas não teve jeito: já era o passeio a Bratislava – e como disse lá no começo, por erro meu. O que fazer então? Pegar a lista de lugares ‘para ver se der tempo’. Viena tem coisa demais para se fazer sem precisar ficar triste. Assim, metrô outra vez.

THE PRATER

Desde que li sobre a Riesenrad que fiquei com vontade de ir ao Prater. O Prater é um parque de diversões a céu aberto e a Riesenrad é uma roda gigante de madeira – que foi construida em 1897, tem 65 m. de altura, o que garante uma vista bastante bonita da cidade, e foi uma das principais personagens das cenas finais de “O Terceiro Homem“, fimaço dos anos 50 – se não me engano, aparece também em “Antes do amanhecer“, romance muito bonito que deve ser visto antes de ir a Viena – e também para quem não vai prá lá. 

The Prater

A volta na roda gigante é meio cara, mas gostei bastante do passeio – mesmo com o dia nublado (o que foi uma maravilha depois de tanto sol), tinha uma vista bastante bonita de Viena.

Tá aí um bom lugar prá jantar 😉

 Dei uma volta ainda pelo parque, que tem uns brinquedos divertidos, mas não entrei em nenhum. Para terminar, tinha uma orquestra tocando na entrada, pedindo dinheiro para uma instituição beneficiente – mostrando mais uma vez como é que se pede dinheiro. Tocaram várias músicas populares e de filmes, a ponto de ficar ali um bom tempo ouvindo, comendo uma torte no café do parque (é ‘cortesia’ da roda-gigante)

Orquestra beneficente

DANAUINSEL

Segui para esta ilha no Danubio,  que é um lugar para o pessoal se reunir, com diversos barzinhos e deve ser muito gostoso, mas não sei se o tempo fechado ou se por ser meio cedo para um sábado, mas não havia quase ninguem ali e estava tudo fechado. Lógico que dei umas voltas, mas por ali já estava bom. De noite deve ser uma beleza!

Ponte para a ilha no Danubio

RINGERSTRASSE

Fui então para um passeio que todo guia de viagem diz que vale e não tinha feito ainda: pegar o Tram 2 para contornar a ringerstrasse. Mas lógico que, num dia com tanta coisa errada, este aqui também tinha que ser 🙂 Peguei o tram no ponto ‘final’ dentro do ring – e conforme fui andando, mais perdido ficava, até o ponto final num bairro distante do centro. Dei uma volta por ali, tomei um sorvete (mesmo distante da parte turística, atendente falando inglês) e voltei com o próximo tram no mesmo ponto, agora sim contornando direito o lugar. Realmente vale a pena dar uma volta por ali, mas fazendo este passeio, se depois de Rauthaus você parar numa faculdade, desça por ali que está no sentido errado…

Para terminar o dia, resolvi pegar um cineminha. Perguntei se não era dublado e para minha surpresa, quando o filme começou ele não só não era dublado, como também não era legendado – não que eu fosse entender a legenda, mas achei isso divertido. Como no caminho para o hostel começou a chover, dei por encerrada a estadia em Viena – que foi um tanto atribulada, mas nem por isto deixou de ser maravilhosa. 

Adorei demais a cidade, acho que 3 dias inteiros é o mínimo para ficar aqui, melhor ainda se forem 4 (e outro para Bratislava). No próximo post faço minha geral.

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