Charles Bridge

O que uma ponte tem demais? me perguntava antes de ir para lá. Prá que um post sobre uma ponte? eu também me perguntaria… mas o fato é que há tanta história, tanta coisa aconteceu aqui, que não dá para negar sua importância para a cidade.

Construida em 1357, a Karluv Most (Ponte Carlos prá gente) é dos pontos mais turistico da cidade (talvez O mais turistico) e com certeza a maior concentração de pessoas por metro quadrado. Cruzando aquela ponte tão hiper-lotada de gente, de vendedores de um monte de coisa, de gente pintando caricaturas, a gente mal lembra que há 650 anos as pessoas a utilizam para cruzar o Rio Vltava.

BRIDGE TOWER

Para quem vem do castelo, antes de entrar na ponte propriamente, vale subir sua torre, localizada em Malá Strana – do outro lado também há uma torre, mas não estou certo se dá para subir. Detalhe interessante: a torre foi desenhada pelo mesmo arquito de St. vitus Cathedral, na década de 1350. Para subir, preço normal de 70 coroas e a subida não é fácil, não… principalmente se vem de uma boa andança antes 😉

São escadinhas apertadas encostadas na parede – o bom é que a cada 2 andares, você pode parar para ver fotos e documentos sobre a história da ponte. Muita gente(a maioria, na verdade…) passa direto até chegar lá em cima, o que me fazia sentir um lerdo – mas já me acostumei com isto nas minhas andanças no estilo ‘devagar e sempre’. E vai: além de oferecer um bom motivo para descansar um pouco, as fotos e textos são realmente muito bons.

Assim, fica-se conhecendo a quantidade de vezes que Praga sofreu enchentes gigantescas – aliás, isto me reavivou memórias que tinha de algum jornal na infância quando via uma correnteza enorme e falavam em Rep. Tcheca – a ultima enchente destas é próxima a 2001 e quase cobriu a ponte mais uma vez. Aprendemos que aquela ponte, apesar de antiquíssima, já é a segunda no lugar e que a primeira era feita de madeira e foi totalmente destruida numa destas enchentes. Também vemos a gigantesca importância desta ponte em unir 2 regiões de Praga que cresciam meio em separado, mas que a partir dali se tornaram uma só. Por último, vemos que ali ocorreram muitas batalhas e a ponte em si ajudou a rechaçar algumas destas tentativas de invasão.

Mas claro, o que realmente importa no lugar é a vista, e esta compensa e muito a subida:

A ponte, vista da Torre

Vista do Castelo

Mala Strana

Há muitas outras pontes cruzando o Vltava...

 The Bridge

Depois de conhecer um pouco da história, nada como cruzar a ponte, parando para ver os (muitos) produtos a venda, algumas das diversas caricaturas, e obviamente ao menos algumas estátuas. A mais antiga das 30 data de 1683 e é homenagem a St. John of Nepomuk – um padre que foi jogado da ponte pelo rei, amarrado em correntes para que morresse, por se recusar a contar a confissão da rainha.  Quem tiver interesse em saber mais sobre as estátuas, vale dar uma lida aqui

Quando fui, a ponte estava em restauração em parte dela (como tanta coisa nas cidades visitadas…) então a multidão parecia ainda maior – mas não se estressse: aproveite o lugar, atravesse devagar, curtindo bem. Já pertinho da saída em Lesser Town estava a famosa Banda um grupo que está sempre por ali tocando – e que peguei já no finalzinho. Sentar por ali perto de uma das estátuas só vendo a turistada passar pela ponte e embaixo dela nos passeios de barco é show de bola. Só cuidado: dizem que há muito batedor de carteira – não vi nada, mas com aquele monte de gente, é muito possível mesmo, então ficar de olhos abertos.

Entrando na muvuca

 

 

Região próxima

 

Museu da ponte

Me adianto um pouco, para falar de tudo sobre a ponte 😉 Praticamente no ultimo dia em Praga, fiz um passeio de barco pelo rio – o passeio dava direito a visitar o Museu da Ponte, que fica do lado da cidade velha. É legalzinho, interessantezinho e tals, mas se eu tivesse pago a parte, ia ter reclamado – como estava incluído, foi mais um lugar para conhecer. Mas não recomendo muito, não…

Noite

Todo mundo recomenda passar no nascer ou pôr-do-sol. Como quando nasceu eu estava dormindo, e quando se pôs eu estava no “Estates Theater” (chego lá depois), voltei a noite mesmo – lá pelas 23h00, quando achei que não ia estar muito cheio…. ledo engano: no verão europeu, nunca é muito tarde para as ruas estarem lotadas. Mas não importa, que tudo compensa: a visão que se tem da região do castelo, de Malá Strana e do próprio rio são realmente recompensadoras.

Para bater as fotos, foi difícil, mas achei um pedaço de mureta que estava desocupado (cadê o tripé nestas horas?) Tinha que bater umas 10 de cada lugar, com e sem flash, para escolher 1 ou 2 que valessem a pena. Legal que depois de um tempo parou mais gente, que gostou da ideia e começou a fazer igual – quem diria que alguém ia pegar algo de fotografia comigo hehehe

Bom, deixo as últimas fotos da tão famosa ponte.

Lotada de dia e de noite

Karluv Most

Castelo de Praga

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3 Respostas

  1. […] ponte no Sena, numa construção que durou 30 anos e acabou em 1607. Eu esperava algo como a “Charles Bridge, de Praga“, mas ali passa tanto carro e tanta gente que só na segunda vez que passei por ela percebi […]

  2. Muito interessante os posts sobre Praga. Essa é uma cidade que está na minha lista para “turistar” :-). Em tudo que leio sobre Praga, todos que escrevem são categóricos em afirmar que a cidade é linda!! Não vejo a hora de visitá-la. Abraços!!

    • Sandra, vá mesmo que é uma maravilha. Passei lá 6 dias inesquecíveis! Quero voltar algum dia, mas tem tanto lugar prá ir..hehehe

      Abraço,

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