Nové Mesto

No 3º dia, último unicamente em praga, fui passar um pouco na região de Nové Mesto, a “Cidade Nova” – nova em termos, já que data de 1348, mas comparando com o restante da cidade…

NÁRODNÍ MUZEUM

Comecei neste, que é o Museu Nacional. Para chegar lá é pegar o metrô até a estação Muzeum. O prédio onde se localiza foi feito em 1893 para exaltar o nacionalismo. A escadaria e o hall de entrada são realmente muito bonitos, mas infelizmente o interesse termina ali. Subindo o que se tem é um Museu de História Natural, com uma sessão gigantesca de mineralogia (para quem gosta, divirta-se; prá mim, é só uma maneira chique de dizer que tem um monte de pedras :P)  Tem também um monte de animais empalhados e por mais que até curta este tipo de coisa, depois do Museu de História Natural de Washington e NY, esse aqui parece simples demais.

Talvez crianças achem interessante, mas quem não tiver com filhos, ou simplesmente não curtir muito isto, pode passar longe.  De qualquer maneira, somam espantosos 14 milhões de peças. Para quem interessar, www.nm.cz com valor de entrada (na época) de 120 coroas, e ficar de olho que havia uma reforma programada para 2011.

Entrada do Museu Nacional

Václavské námestí (Wenceslas Square)

Aqui sim, o ponto principal da região. É esta praça bem em frente ao Museu Nacional, com uma estátua de St. Wenceslas num cavalo. Além de uma avenida com comércio e restaurantes, ali ocorreram coisas importantíssimas para o país, e de certa forma para o mundo. Ali foi lida a proclamação da Independência, em 1918; a avenida foi usada pelos Nazistas para demonstração de força durante a guerra; em 1969 o estudante Jan Palach ateou fogo em si mesmo após o fim da “Primavera de Praga“, (que havia marcado toda uma geração em 68) em protesto contra a perda de liberdades conquistadas, sendo hoje justamente homenageado no local.

Por fim,  em 1989 partiu ali se reunia a população durante a Revolução de Veludo, que terminou com o domínio soviético no país, depois de décadas. Claro: se não for passar na região, não precisa vir só para ver a praça; mas se estiver por ali, porque não?

Vaclavske Namesti, vista do Museu Nacional

Wenceslas Square

Descendo pela avenida (pode ser de metrô, estação Mustek), lá no final há um lugar onde no verão o pessoal fazia uma baguncinha com um esporte diferente e muita farra – mas acho que só no verão mesmo..ali perto tem-se a Rua Na prikope, e o…

MUSEUM OF COMUNISM

Para mim, o museu mais interesssante de Praga (alguns diriam que este título ficaria entre o Museu do sexo ou o da tortura, mas nestes eu não fui..). Se o Museu do Terror em Budapeste mostrava a face pior do comunismo, aqui temos muito da propaganda: como eles tentavam convencer a população que estes viviam no paraíso, enquanto passavam necessidade e eram perseguidos. Já de inicio, temos estátuas gigantescas de Lenin e Marx, seguidos de motos e as cartilhas de estudo da época.

Ensinando o Comunismo

Meus destaques são o fascinio pelo esporte como demonstração de superioridade, e roupas anti-gás, pois a população era levada a crer que o país seria atacado com armas químicas pelos malvados capitalistas. Com o objetivo de incutir medo nas pessoas, havia até simulação de ataques.

Treinamento contra armas químicas

Assim, a história triste do país é lembrada, com detalhes sobre a Primavera de 68, e depois as lutas dos 40 anos sem liberdade religiosa, politica ou mesmo de pensamento – mas sempre com as pessoas tentando protestar de alguma forma. Ao final, mostra a esperança voltando com a queda do muro de berlim e passa muito rapidamente pela revolução de veludo, quando o povo foi as ruas contra os sovieticos e sem nem precisar se armar, estes se foram.

Representação do Muro de Berlim

A Foice e o Martelo, símbolo de tempos piores

Para terminar, visite a lojinha. Ali você encontra postais e imãs de geladeira com símbolos soviéticos ‘subvertidos’ –  o que mais gostei foi o fofo ursinho Misha, símbolo das Olimpíadas de Moscou, armado com uma metralhadora.

Misha *

Para entrar, 150 coroas muito bem utilizadas (hoje no site, que também vale uma visita, marca 180) Detalhe final irônico: o Museu fica diretamente atrás de um Mcdonalds 😉  Pela tarde fui para Josefov, tema do próximo post.

* Como não tinha foto (e não gostei da ideia de escanear meu imã), esta tirei da lojinha online do museu.
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