Feriado em São Paulo

Como a Mima raramente consegue emendas no trabalho, a Páscoa era praticamente o último feriado decente prá viajar este ano – então foi muito dificil, mas precisamos economizar e ficamos em casa. Ainda bem que São Paulo sempre tem alguma coisa interessante prá se fazer 😉

Verdade seja dita: meu planejamento para o feriado foi basicamente exercitar meu outro vício: ver filmes o dia inteiro rsrs. Mas no final saiu bem diferente dos grandes planos no feriadão, prá minha sorte…

Doze homens e uma sentença

O filme de 57 é simplesmente fantástico, um dos melhores já feitos e meu “filme de tribunal” favorito. Assim há tempos queria ver a peça, especialmente porque depois de pouco tempo em cartaz, ganhou críticas excelentes e passou para um teatro bem maior, para ser apreciado por mais gente (e ficou mais caro, claro.. nem tudo é perfeito).

Pois bem: quinta de manhã resolvi tentar achar no site e por sorte consegui 2 ingressos (acompanhei as vendas por curiosidade e 3 horas antes da peça, estava praticamente tudo vendido).

O teatro é o Teatro Imprensa, do grupo Silvio Santos, e é uma boa sala, onde mesmo mais no fundo tem-se uma boa visão do palco e principalmente a acústica – já havia visto peça lá há alguns anos e gosto da sala, além de ter uma localização central e ao mesmo tempo tranquila.

A peça tem basicamente o mesmo enredo do filme (duh), mas para quem não viu: temos um grupo de 12 jurados que saem do julgamento e vão decidir a vida ou morte do acusado (em júris americanos a decisão tem que ser unânime, ou haverá novo julgamento). Vemos então as discussões sobre o que foi colocado pelo promotor – mas muito mais do que isto, o que vemos é um painel da diversidade de pensamento, de cultura e mais ainda: de preconceitos!

Com um texto primoroso e atuações premiadas, a verdade é que eu esperava mais… As atuações de todos são excelentes, e mesmo os que não são tão ‘usados’ na peça, quando aparecem tem participação marcante – meu problema foi o texto mesmo: a adaptação acabou gerando momentos momentos cômicos que não existem no filme, e que diminuíram um pouco de seu impacto.

Mas mesmo assim, o final continua forte em sua tensão, com discussões memoráveis que podem continuar por algum tempo depois do fim da peça

*Fotos do site da Veja

Quem não viu o filme vai gostar bem mais – mas mesmo quem viu o filme, eu recomendo. Até porque em São Paulo temos muitas comédias e musicais – mas são poucos os dramas que vejo nas listas em cartaz (não que eu veja muita coisa, infelizmente). E CORRÃO, porque a peça só está até o dia 12/06/2011

Michael Escher

Se a peça foi ideia minha, para a sexta a Mima quis ir ao CCBB para ver a exposição O mundo mágico de Escher. Nunca tinha ouvido falar no cara, mas sem muito o que fazer, porque não? Como sempre lá para o centro, fomos de trem/metrô mesmo, sem saber nada do que se tratava, exceto que era de gravuras. Pior: feriadão em São Paulo, um monte de gente resolveu fazer a mesma coisa, assim a fila estava de dar medo, o que me diminuiu mais ainda o gosto… mas que supresa agradável. Sem dúvida, uma das melhores exposições que tive a oportunidade de ver.

Pequenas filas do CCBB

Michael Escher trabalhava com a relatividade – as imagens dele são sempre elementos que a primeira vista parecem corretos, mas num segundo olhar mais profundo, percebemos que há algo errado ali – seus desenhos ‘brincam’ com as leis da física de uma maneira sensacional. Como disse a Mima, parece que foi daqui que veio a inspiração para os ambientes labirínticos de A origem.

A ideia é começar lá do terceiro piso e ir descendo até o subsolo, aonde também temos um monte de gravuras. Há também um filme 3D que acabei não vendo. Além das gravuras, destaque para algumas montagens, como um poço onde você olha para baixo e parece que não tem fundo – dá até vertigem.

Ainda há uma fila enorme no térreo para tirar uma foto neste “quarto” das fotos abaixo.

SOCORROOO

Não dá muito para comentar, a única maneira de entender é vendo o que ele fez. Coloco algumas imagens abaixo do que consegui encontrar (só a primeira fui eu quem tirou), mas não dá: é o tipo de exposição que quem for de São Paulo TEM que ver!

Auto-retrato frente a um espelho circular

O mundo mágico de Michael Escher

O melhor de tudo: é gratuito!  Em cartaz no CCBB até o dia 17/07 e para mais algumas amostras da genialidade: google

Voltinha no centro 

Obvio que não ia embora sem uma volta no centro de Sampa, que por mais sujo que ainda esteja em muitos lugares, está sempre melhorando:

Anhangabaú

Teatro Municipal

E para terminar o dia, sempre vale  a pena ir até o Ponto Chic comer aquele Bauru deles que é uma belezinha… o ‘mix de queijo’ é coisa de doido – só não contem prá minha endócrino 😛

Ah sim: alguém realmente achava que não iam ter resposta as ameaças sofridas lá em cima?

Hora da vingança

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