Alugando carro nos EUA

Estes dias nos comentários (de vez em quando aparece algum hehe), me perguntaram sobre o carro, e vi que realmente é um ponto dos mais importantes, e que não havia escrito nada. Assim, vamos ao aluguel do carro!

Antes de chegar

Alugue com antecedência! Esta é a principal regra. Seja lá a empresa que for usar, que seja uns 2 ou 3 meses antes. Cheguei a ler gente que pagou 3 vezes mais no aluguel do mesmo carro, por ter alugado em cima da hora, que outro reservando 90 dias antes. Assim: pesquise bem antes, tenha em mente o que você quer e alugue com pelo menos 2 meses de antecedência!

Que empresa? Tem muuuuuitas. Comece no consolidadores, como SkyscannerHotwire (espetacular para hotel nos EUA), Car Rentals. Vale também usar diretamente as operadoras – desde as mais conceituadas, como Hertz até algumas que são gigantes nos EUA, mas menos conhecidas por aqui, como a Alamo Aliás: mesmo os ‘consolidadores’ dizendo que eram o melhor preço, o melhor preço real que encontrei foi direto no site da Alamo. (tinha outros mais baratos, mas os reviews péssimos da Thrift por exemplo, me assustaram).

Vale ler também aqui para ter ideas.  Mas ao final, usamos a Mobility que eu nunca tinha ouvido falar, mas estava entre os patrocínios do Comandante, então já viu – e ao final ficou o melhor preço de todas na Mobility, alugando carro da Alamo. A surpresa foi que ao pagar convertiam em real primeiro e ainda parcelaram. Não podia ser melhor.

Outra coisa importante: tente fechar a semana inteira. Alugar o carro no domingo e devolver na sexta é o mesmo preço que se devolver no sábado, por exemplo. Já alugar no domingo e devolver na terça ficava quase metade do valor da semana completa.

Documentos: Como a Mobility garantiiu motorista extra gratuitamente, fomos em 2 ‘pilotos’. Ambos somente com a habilitação brasileira, que é o único necessário nos EUA.

GPS: Comprei meu GPS pela internet antes de sair de casa, e ele estava me esperando no hotel quando chegamos. O problema foi chegar no hotel – Mas nada como todos os mapas impressos e parar na rua prá perguntar que resolveu 😉

Começando a dirigir

Chegando lá, fomos ao balcão da Alamo e não havia tantas opções de escolha, já que era noite de sábado. Mas ainda assim pegamos um Dodge bastante bonito.

Carro bom prá começar…

O começo foi fogo! Toda hora metia o pé no freio… ainda bem que não estava indo muito rápido hehe Quem sofreu mais foi minha mãe no banco de trás, que quase perdeu um dente em um freada particularmente forte que dei. Mas é fácil demais: coloca o pé esquerdo prá trás e não tira ele de lá. O carro não vai morrer se parar ‘sem trocar a marcha’. Use somente o direito para acelerar e frear e boa. Embreagem: “D” para dirigir, “R” para ré e “P” para parar. É só o que precisa se lembrar em Miami e Orlando. Tem outros, mas a moça disse que eram para morros.

D, R, P – é só isto que vai usar… e se errar, o carro não morre!

Pegando fogo

Fomos até Key west e aproveitamos muito por lá o carro, mas no caminho da volta começa a sair um cheiro forte de queimado, até que começa a sair fumaça do painel! Paramos na hora e depois de um tempo parou e não voltou mais a fumaça – mas o ar condicionado já era! Chegando em Miami liguei para a Alamo, que me disse para ir assim que pudesse trocar o carro no aeroporto.

Lá chegando, a única real mancada dos caras: como o carro estava meio ruim, nem procurei um posto de gasolina, mas me cobraram a tal taxa mais alta para encher o tanque. Não adiantou argumentar que o carro tava pifado, com medo de pegar fogo, nem nada. “Morri” com 40 dólares, quando o máximo que paguei num tanque completo eram 30. Fazer o que!

Carro 2

Engraçado: mesmo sendo um carro intermediário, aquele dia tinha um monte de opções na área, e poderia ter pego até uma Van se quisesse. Fique tão indeciso que houve um momento que eu tinha a chave de 3 carros diferentes! coisa de doido mesmo hehehe  Mas não adiantou insistir, que a mulherada não queria uma van, então peguei outro dodge, mais novo, maior e mais bonito que o primeiro.

O carrinho foi excelente para os 4 dias de Miami, a ida até Orlando e as 2 semanas que ficamos por lá. No final, o primeiro carro ‘pegar fogo’ nem foi tão ruim assim.

De dodge na Disney

License and registration!

Estava eu tirando um belo cochilo no caminho Miami-Orlando quando minha mãe me acorda apavarada: “Alex, tem um carro da polícia atrás da gente!” Olhei prá trás e na hora imaginei o policial me pedindo os documentos “License and registration, please”. Falo prá ela encostar, claro.

– Bom dia, seu guarda. Ela não fala inglês, então fale comigo, por favor! – e a primeira resposta foi:

– Ok, mas antes de tudo: não se preocupe que não há nada errado (ufa!). É que o capô de vocês está um pouquinho fora de lugar e é perigoso, assim preferi pará-los. Posso fechar para você?

Pois é…. isto sim é policial! Ele avisou que o capô naquele carro abria por um pedal no chão, então alguém sem querer deve ter apertado sem querer, por isto estava um pouco aberto. Extremamente educado, fechou o capô, nos desejou boa viagem e  foi embora. Sensacional!  Depois minha mãe comentou que, como não entendia nada do que falamos, quase teve um ataque cardíaco, mas até aí… heheheh

Nosso SUV

Depois de 20 dias de estrada/compras, sabia que íamos chegar ao final super lotados. Assim, tinha reservado uma troca de carro em Orlando. Deixamos nosso Intermediário e peguei uma SUV intermediária, que iria de Orlando até Miami. O bom é que não houve diferença nenhuma de preço por devolver em cidades diferentes. O lado ruim é que, como reservei em loja de rua(na verdade, num hotel), não tinha opção de escolher o carro, e tivemos que aceitar o que nos deram. Ainda bem que estava bom.

E a primeira SUV a gente nunca esquece 🙂  Quero um carro grande daqueles prá mim! Nem preciso, mas quero! Falando sério: esta troca de carro foi das melhores coisas que fizemos. Se tivesse pego ele desde o começo, teria saído pelo menos o dobro do aluguel: o intermediário por 20 dias ficou em 700 dólares, enquanto a SUV por 3 ficou em 200 – aí dá para ter uma noção da diferença (e a falta da semana completa também encarece, claro).

Escapade – O terceiro carro da viagem

Mas o pior é que, por maior que fosse o carro, quase não couberam as coisas. Impressionante a dificuldade que tivemos para colocar tudo dentro do carro, mas aperta de um lado, aperta de outro, tira um pouco da visão do motorista, que dá prá ir sem problemas.

Outros

Combustível: Só consegui pagar 1 vez com cartão. No geral o que tinha que fazer é parar na bomba, ir até o caixa, e dizer que vai de 15 dólares – volta para o carro e enche o tanque você mesmo. Se for completar, entrega uns 40 dólares pro caixa, enche o tanque e volta pegar o troco. Prá gente, acostumado com frentista, parece complicado – mas é tranquilíssimo! E use o combustível mais barato mesmo que serve

Pedágio: Em outros estados é diferente, mas na Flórida todos os pedágios são automáticos. Pergunte na locadora como será o “Toll”, mas no geral o que fazíamos era só passar normal, sem nem diminuir a velocidade, que depois chega a conta no seu cartão de crédito. Só teve uma vez, no caminho Orlando-Miami, que errei e peguei o pedágio normal. O que precisamos fazer foi ir passando sem pagar mais pedágio até o anterior a minha saída e paguei lá pelo trecho percorrido.  Se pegar o manual, pague antes de sair, senão a multa vem depois… e saiba que o manual é (um pouquinho) mais caro que o automático.

Acho que é isto: Se NY, Boston e outros lugares, carro mais atrapalha que ajuda, em Miami e Orlando eles são praticamente indispensáveis- e por isto mesmo muito baratos. Escolha o seu e se divirta.

Em algum lugar no caminho a Key West.

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Uma resposta

  1. […] como havia ocorrido nos EUA, aqui também a polícia me parou. Pior: eu não devia estar nem há 1 hora de Paris quando fomos […]

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