Eurostar

Em 2007 fiz uma viagem de 14 horas pelo Trem da Morte. Estava mais do que na hora de fazer mais uma viagem clássica de trem, agora no Eurostar (quase o mesmo nível de ‘glamour’ e fama hehe). Inclusive, estes dias estava revendo Missão: Impossível (o primeiro, lá de 96) e nem lembrava que o final dele se passa no Eurostar, com um helicóptero dentro do túnel sob o Canal da Mancha…

Mas deixemos disto e vamos ao que interessa.

Comprando a passagem

Deixar para comprar na última hora é um erro grande, pois vai pagar mais caro (acreditem, eu pesquisei). Porém, comprar muito cedo também não dá, que não tem ainda as passagens disponíveis. Assim que 3 meses antes do embarque, comprei as nossas.

No momento de comprar, você escolhe a classe(a minha foi a Standard-Non Flexible e foi de bom tamanho) E em algum momento(não lembro se depois da compra ou antes) você escolhe o assento. É bem detalhado: são 18 vagões, sendo que os das pontas tem trocador. Nos vagões que tem maleiro também há marcas deles na ‘planta’ do trem. Comprando antes, tem também a vantagem de o trem ainda estar meio vazio.

Pegamos os vagões perto dos trocadores(óbvio) e assentos ‘virados para a frente’. O único erro que fiz foi ter pego lugar no último vagão, tanto na ida quanto na volta. Isto porque é uma caminhada pesada chegar até este último vagão, e teria sido muito mais fácil pegar os primeiros.

Claro que isto é relativo, pois o primeiro vagão em Londres é o último em Paris, e vice-versa, então se era muuuuuito longe chegar até o vagão correto na ida, a saída na outra cidade foi tranquila.

O preço de hoje para daqui há algumas semanas no mais barato chega perto das 50 libras o trecho. Com 3 meses, pagamos 37,50 libras cada 1 em cada trecho – parece pouca diferença, mas lembre-se que 15 libras são R$ 50. Total: 150 libras ida e volta para mim e a Mima e obviamente a Isabeli não precisou pagar.

Cuidado com o Check in

Aqui foi onde me compliquei de verdade! Já viajei algumas vezes na Europa e mesmo entre países e mesmo mudando de país, sempre foi chegar, procurar seu assento e entrar. Assim, chegamos em St Pancras International com 30 minutos para a saída… foi quando soube que havia que fazer Check-in, como nos aviões. Óbvio: a Inglaterra não faz parte do tratado de integração – de Londres para Paris tem fronteiras e precisa carimbar o passaporte.

Vendo que estávamos com um bebê e cheios de coisas, o pessoal passou a gente na frente, mas mesmo assim faltava pouco tempo para a saída,  então fomos correndo até o último vagão, numa cena que deve ser totalmente nonsense: a esposa com um carrinho de bebê uma mochilinha nas costas e outra malinha na mão; eu, com uma mochila de 15 kgs nas costas e arrastando uma mala de rodinhas com outros 25, além de uma mochila em cima da mala –  aqui foi onde me arrependi de ter ficado no último e não no primeiro. Cheguei pronto para chamar a ambulância!

As malas

A gente tinha pelo menos 2 malas grandes. Na ida ficaram todas no mesmo carro que fomos, mas na volta o carinha do trem encasquetou e não deixou eu colocar as malonas no mesmo vagão, tendo que colocar no segundo vagão, que tinha maleiro bem maior. Fiquei preocupado, mas ao chegar no destino foi muito fácil pegar as malonas no outro carro. Aliás, é mais fácil colocar no maleiro maior do que ficar espremendo as malas nos maleiros menores.

A viagem

Muito tranquila. A Isabeli foi curtindo a paisagem, cochilando um pouco de tempos em tempos e mamando quando necessário. E claro: o trocador estava ali do lado quando a gente precisou dele 😉  Enfim: muito fácil e sem qualquer problemas no trem. Há uma parada rápida depois de uns 30 minutos e em seguida é direto até Paris…

A Volta

Depois de 13 dias na França, e com as lições da ida aprendidas, chegamos 90 minutos mais cedo na estação, comemos algo ali mesmo e já para o checkin.

Diferente da organizadíssima Londres, a estação de Paris (Gare du Nord, a estação mais movimentada da Europa) é muito bagunçada e não tem muita informação, então foram uns 15 minutos até acharmos a entrada para o Eurostar, que ficava no segundo andar da estação. Passado o check-in, só é liberado para entrarmos no trem faltando poucos minutos para a saída, e não há muita coisa para fazer, no máximo ficar olhando as vitrines. Também não adianta procurar, que só há fila prioritária para a primera classe – a gente fica no ‘bolo’ até abrirem a entrada para a estação.

A organização de Gare du Nord

A organização de Gare du Nord

Carregar as malas não foi fácil...

Carregar as malas não foi fácil…

Mas claro que, depois de vários dias com gente super bem educada em Paris (falo sério: os que encontrei foram sempre ótimos), não podia ir embora sem enfrentar o clichê do francês sem-noção: depois que tinha colocado as malas grandes no segundo vagão, peguei uma das mochilas menores e coloquei no maleiro acima da minha poltrona – pois um francês(funcionário do trem) chegou lá e sem falar nada pegou a mala, me xingou de alguma coisa e jogou ela no maleiro da frente. Depois disto ainda mandou: “Tá vendo como não é dificil?” Ô dificuldade de controlar a boca nestas horas. Ainda bem que já estava no final da viagem, não no começo.

Mas tirando este aí, foi tudo tranquilo na volta também. Inclusive, na volta tivemos companhia nos bancos (são sempre 4 lugares) e apesar de não falar nada, o casal na nossa frente também não achou ruim ter um baby junto. Mais ainda: antes de chegar em Londres, a Isabeli tinha até feito amizade com uma criançada que estava por lá no vagão 🙂

Resumindo: tudo ótimo no eurostar… de longe, a melhor maneira de viajar entre Londres a Paris.

Voltando prá casa...

Voltando prá casa…

Fazendo alogamento, para melhorar a circulação...

Fazendo alogamento, para melhorar a circulação…

No próximo post devo falar sobre o aluguel do carro na França, para começar nosso tour de 4 dias pelo Vale do Loire.

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6 Respostas

  1. Douglas, em Paris eu aluguei apartamento. Devo escrever algo completo, mas como vc viu aqui é devagar hehe

    Paguei pouco mais de 100 euros por dia, pertinho do Louvre, num apartamento com quarto e sala, máquina de lavar e cozinha. Foi muito bom e só não recomendo porque simplesmente não encontro ele mais para locação no site (acho que o dono desistiu, mas não tenho como saber).
    Para encontrar o AP, fui pelo http://www.parisattitude.com/ que atendeu bem do começo ao fim.

    Como fiquei 10 dias, acho que valeu muito a pena e faria novamente – no mesmo lugar, se estivesse disponível.

    • Alex,

      recebi sua resposta..valeu pela dica, estou mesmo pensando em alugar um apto!!!

      Estou vendo pela Airbnb, eles tem escritorio aqui em SP.

      Porem vi tbm no que vc alugou, entao foi tranquilo?? Como vc pega as chaves do apto.? Como faz o pagamento dele? Antes? Depois? Meio a meio? Paga de que maneira?

      rs, muitas duvidas!!!!

      Valeu pela ajuda

      Ps, se vc puder me mandar seu e-mail para conversarmos, agradeço!!

      abç!

      • Douglas, sei que é meio assustador no começo, mas acho que vale.

        Pagamento é cada empresa de um jeito. Em Londres, tive que pagar 50% ‘no ato’ via e o restante 20 dias antes da minha estadia, ambos no cartão de crédito.
        Este em Paris tive que pagar um sinal de 20 %+ taxa da operadora no momento da reserva, pelo cartão. Depois tive que pagar diretamente ao dono do AP o restante, em dinheiro, no dia da chegada. Por úlitmo, tive que deixar 500 euros em dinheiro de ‘caução’, que me foi devolvido no final da estadia.

        A chave, marquei um lugar e hora com o dono do ap diretamente – eu me atrasei e nos perdemos, mas havia o telefone dele. Até conseguir comprar um cartão, aprender a usar e falar com o cara, foi 1 hora em que estava em panico. Conseguindo falar com ele (em ingles mesmo), em 10 minutos estava dentro do AP.

        Tinha alugado também em NY no passado e aquele eu tive que transferir 50% do valor via paypal + 50% na hora em dinheiro.
        Em Orlando, foi pagamento completo somente no checkout… cada um é de um jeito.
        O que li é que se te pedirem transferência bancária, não faça que é risco – mas paypal e cartão de crédito é mais fácil reaver o dinheiro se houver problemas.

        Claro: sempre há um certo risco, mas dá para deixar no mínimo possível – Nunca usei o airbnb (apesar de ter pesquisado nele), assim vale ler http://www.viajenaviagem.com/2012/08/dicas-airbnb-aluguel-apartamento/ – leia também os comentários, que tem um ali do dia 05 de fevereiro de dar calafrios, pq pode acontecer com qualquer um.

        Sobre o ap: você tem que procurar seu próprio café da manhã, pode ser complicado achar supermercado (o de Paris era super-bem localizado, mas só tinha minimercado nas redondezas), você tem que arrumar sua cama… mas não precisava me preocupar com as malas quando saía nem com as compras durante a viagem (aqui foram poucas, mas em Orlando foram muuuitas), e no final do dia me sentia ‘voltando prá casa’, o que é um ótimo sentimento em cidades como estas!

        Meu email é olemxela@gmail.com

        Abraço,

  2. post na hora certa!!!! Comprando minha passagem de Londres – Paris daqui alguns meses!!!
    Valeu pelas dicas!!!

    • Legal 🙂 Tomara que consiga aproveitar e curta muito a viagem, que aquela região é demais!
      Abraço,

      • Alex,

        me fala uma coisa, ficou em qual hotel em Paris?? Tbm vou com bebe (a minha ja tem 1 e 5 meses) e queria alguma dica de Paris com criança!!!
        Conheço Paris, mas quando fui era so eu e esposa, agora com bebe, fico mais preocupado com estadia, localização, etc!!!

        Valeu

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