Mont Saint Michel, parte 1

Finalmente! Depois de algumas horas na estrada, chegamos ao Mont Saint-Michel, e logo de cara tivemos uma série incrível de problemas que nos fizeram ficar por mais de 2 horas rodando de um lado para outro, tudo graças ao hotel – mas isto vai ficar para outro post, porque primeiro quero falar do lugar, que é simplesmente deslumbrante.

As marés do Monte Saint-Michel.

Eu já tinha ouvido falar, mas estudar faz parte da viagem, e só estudando sobre o Mont consegui entender mais do fascínio dele. Rapidamente: O monte é uma pequena ilha ligada ao continente por uma estreitíssima faixa de terra (faixa criada por homens, não pela natureza). No monte tem-se uma das mais rápidas mudanças de marés do mundo – se não a maior. São 14 metros de diferença entre a maré baixa e a maré alta, numa mudança que ocorre em mais ou menos 2 horas.

O que isto quer dizer: se você chegar ao Monte no início da subida da maré e olhar ao redor, estará tudo seco, somente com um pouco de água em alguns lugares ou próximo a represa que esta sendo feita. De repente, você começa a perceber que rapidamente a faixa seca vai diminuindo, até que em pouco tempo o monte vira praticamente uma ilha. E em questão de 2 horas, tudo o que estava totalmente seco, já está não só molhado, como com boa profundidade. Até chegar ao pico, quando volta a diminuir e dali a pouco não tem mais tanta água novamente. Mas mais do que falar, melhor ver. Não tenho várias fotos tiradas do mesmo lugar, mas tentei montar algo para dar uma ideia.

A maré esta começando a subir - 9h50

A maré esta começando a subir – 9h50

O entorno do Mont

O entorno do Mont

A força da água, 9h55

A força da água, 9h55

Cadê a parte seca daqui? 10h40

Cadê a parte seca daqui? 10h40

Já do lado de fora, não há espaço seco em lugar algum - 11h15

Já do lado de fora, não há espaço seco em lugar algum – 11h15

\\\\\\\\\\fcorri
Vendo de longe, da represa, a maré começa a baixar – 11h55
2 horas depois, a maré já se foi - 13h30.

2 horas depois, a maré já se foi – 13h30.

Por causa desta maré tão forte, o Monte logo se tornou importante estrategicamente, tendo utilidade desde o século 6, com um mosteiro construído no século 8 e até hoje a Abadia é um dos principais pontos de visitação da ilha.

Quando fomos havia muitos tratores, pois estão terminando uma represa e também melhorando a estrada até o monte. Por isto, também há algumas barragens no caminho – mas por mais que eles estraguem um pouco a paisagem, ainda se aproveita muito o lugar.

Quando ir

Muita gente faz passeios bate-e-volta a partir de Paris. O problema é que Paris fica quase 4 horas de distância..sai de madrugada, curte durante o dia e vai embora ainda com o sol alto. Parece cansativo demais, corrido demais… e o Monte é algo totalmente diferente a noite. Assim, o melhor é tentar dormir ali pelo menos 1 noite – hoje eu pensaria até em 2.

Tábua das marés

Aqui planejamento é fundamental. Como a maré varia com a lua, e como a subida dela é o melhor momento no lugar, é necessário observar a tábua das marés para ir quando efetivamente estiver ocorrendo a subida das marés (não é sempre que se vê o fenômeno com intensidade). No site tem informação de praticamente 1 ano, então é fácil se programar. O que fizemos foi pegar um dia que desse para ver a maré de noite e também de dia, antes de sairmos.

Mais: no site explica bem – aquele é o horário do pico da maré. O melhor é tentar ver umas 2 horas antes, para ver o percurso todo da subida – infelizmente isto não conseguimos fazer, mas sempre haverá novas oportunidades 😉

Chegando no monte

Para chegar até o monte, há uma boa caminhada por uma estradinha de uns 2 kms. Esta estradinha também é servida por ônibus que ficam indo e voltando o tempo inteiro, inclusive até bem tarde da noite. Estes ônibus tem ponto bem definido de parada em ambos os lados e tem entrada rebaixada, para quem estiver de carrinho.

Muita gente vai andando pela estrada, mas nós usamos os ônibus tanto de noite quanto na manhã do dia seguinte. Até porque foram sempre gratuitos.

Mont Saint-Michel noturno

Minha ideia era chegar com o sol alto, ver o pôr-do-sol e seguir para o Monte, já que o pico da maré era lá pelas 23h00 – na hora a gente chegou, mas só consegui ver algo quase 21h00, o que atrapalhou muito os planos. Só depois disso fomos nos acomodar no hotel, e bem a noitão resolvemos sair, com a Isabeli dormindo e tudo. No final, este foi 1 dos únicos dias que a Isabeli foi pra cama bem mais tarde .

Chegando ao Mont Saint-Michel

Chegando ao Mont Saint-Michel

Isabeli bem agasalhada para um passeio...

Isabeli bem agasalhada para um passeio…

Foi meio complicado achar o ponto do ônibus naquele escuro, mas lá fomos nós. O que a gente não esperava era taaanto vento. Assim, apesar da vontade de ir até o Monte, mesmo com a filhota super-agasalhada e dormindo muito bem no colinho, achamos melhor voltar logo.

De qualquer jeito, já valeu para começar. Mesmo com todos os problemas que tivemos, mesmo com o vento fortíssimo, aqueles poucos minutos que conseguimos ficar lá já valeram. O lugar é impressionante: “Mágico” foi o que mais lia quando me planejava e foi justamente isto o que sentimos. No próximo post falo do Monte durante o dia, para não ficar coisa demais aqui.

A distância

A distância

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Em poucos minutos, já valeu a pena a viagem

Em poucos minutos, já valeu a pena a viagem

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