Montmartre

Último dia em Paris, último dia de férias, fomos para outro dos bairros mais tradicionais, imortalizado por Amélie Poulain nos cinemas. Aliás: mais conhecido que o bairro é a Basílica de Sacré Coeur – Basílica do Sagrado Coração, que fica em um dos pontos mais altos de Paris, e já li que é o ponto mais visitado, depois da Torre.

Chegando e subindo

Para chegar lá, informações no site oficial. Pegamos o metrô até Abbesses, que sai bem pertinho da escadaria da basílica. Ali você pode subir pela escadaria ou pegar o Funicular, que custa 1 passagem de metrô – claro que fomos com o funicular.

Chegando em Montmartre

Chegando em Montmartre

No final dele, uma surpresa desagradável: deve ser a maior concentração de trombadinhas e aproveitadores de toda Paris. Pela segunda vez em toda a viagem, senti que poderia ser roubado a qualquer momento (a primeira foi dentro da Gare du Nord, na chegada). Tem um monte de gente forçando você a comprar fitinhas estilo ‘senhor do Bonfim’ ou assinar petições para as quais tem que dar dinheiro. Vi até uma senhora ser praticamente cercada por uns 4 ou 5 grandalhões – mas forçando a passagem, saimos daquela muvuca para iniciar a última parte da subida, esta tendo que ser pelas escadas mesmo.

Já em cima, faltam só umas escadinhas

Já em cima, faltam só umas escadinhas

Lá em cima, uma multidão gigantesca, e Paris escondida por um baita nevoeiro – mas ainda assim muito bonita a vista.

Sacré Coeur

A colina de Montmartre tem toda uma história de visitações de gente como Joana D´arc, e foi onde Ignacio de Loyola fundou a ordem dos Jesuitas, em 1534.  A basílica em si é nova (construída entre 1875 e 1919), mas mantem um estilo clássico.

A fila para entrar era grande, porém rápida, e ainda estávamos no meio de uma missa, portanto só dava para passar um pouco por fora. Havia alguém cantando lindamente por lá, o que já valeu a passagem.  Mas é só: rapidamente passamos pelo arredor da parte principal da igreja e já estávamos do lado de fora novamente.

Sacré Coeur

Sacré Coeur

E daí a pergunta: é só isto? Muita gente vê a basílica e já desce novamente. Mas… tem outras coisas para se ver.

Praça do Tertre

Saindo da Basílica, siga para a Place du Tertre – para chegar lá passamos por umas ruas cheias de paralelepípedos, seguindo as casinhas vendendo crepes(claro que comemos, um de nutella que é uma perdição) e pintores vendendo caricaturas(não, não compramos).  A Praça é uma delícia de passear vendo a enorme quantidade de pintores, lembrancinhas de viagem e um monte de coisinhas legais e tentadoras para se comprar.

Mas mesmo que não compre nada, vale passear nesta praça, que lembrou muito a Feira de San Telmo de Buenos Aires (ao menos a de 2007, quando estivemos lá).

Place du Tertre

Place du Tertre

Olha o monte de pintores

Olha o monte de pintores

Para ir embora, dá para ir por dentro do bairro, mas voltamos ao funicular mesmo. Em seguida, conhecer o restante da região.

Rue des Abbesses

Para chegar ao próximo ponto do passeio, tivemos que seguir um bom tempo por esta rua – e é uma rua muito bonita, toda arborizada e com banheiros públicos descentes (e com portas automáticas) em vários lugares. Foi bom para a Isabeli tirar um cochilo no carrinho e quando ela acordou, sentamos em um dos muitos banquinhos para ela ‘almoçar’ e também para a troca.

Já entrando pela Boulevar de Clichy, em direçao a próxima parada, encontramos uma rua cheia de lojinhas…em São Paulo temos a “Rua das noivas”, com uma lojinha do lado da outra, todas cheias de vestido. Mesma coisa aqui, porém com Sex-shops 😉

Umas poucas das lojinhas da região

Umas poucas das lojinhas da região

Moulin Rouge

Este monte de sex-shop pode ser culpa do mais famoso cabaré do mundo, o Moulin Rouge, que já tem seus mais de 100 anos e continua famoso e tendo suas apresentações. Mas… durante o dia, a cara dele é meio decepcionante – de noite deve ser mais interessante mesmo.

Moulin Rouge.. de dia é meio sem graça

Moulin Rouge.. de dia é meio sem graça

Amélie Poulain

Amélie Poulain trabalhava no café Des Deux Molins e do Moulin Rouge até ele é rapidinho… claro que teria que conhecê-lo. Lá dentro, o cartaz do filme dá o tom.

Cafe Des 2 Moulins

Cafe Des 2 Moulins

Esperava que fosse estar super-lotado, mas conseguimos lugar logo que chegamos e, por incrível que pareça, almoçamos muito, muito bem. A Mima foi de salmão, eu comi um carneiro, ambos ótimos.  Creio que comemos sobremesa também e, para os 2, ficou em 33 euros. Barato e qualidade acima do que eu esperava.

Para quem adora o filme, é imperdível. Quem não gosta (ou nem viu), vale a pena dar uma passada se estiver por ali na hora do almoço.

Papai, tô com fome!

Papai, tô com fome!

Cadê a Amélie?

Cadê a Amélie?

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

E assim, após um almoço já depois das 15h00, voltamos para casa fazer as malas e despedir deste lugar sensacional, que só de lembrar dá vontade de voltar.

Com bebês

Carrinho – Se for só subir até a catedral e descer, não vale levar, porque tem uma boa escadaria para carregar. Mas… montmartre não é só a catedral. Tem que conhecer a pracinha, vale a pena andar pelo bairro, e para fazer isto, o carrinho foi uma ‘mão na roda’ prá gente.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

Troca – Lá em cima não trocamos, e embaixo usamos os banquinhos mesmo da Rua des Abbesses para fazer isto, o que foi bem tranquilo.

Para terminar

Pela tarde, uma última volta no Sena e a noite, passada na Torre pela última vez. Paris (e Londres) são maravilhosas e, como disse, a viagem com a Isabeli, com 5 meses na época, foi muito diferente do que estava acostumado – mas não consigo imaginar outra maneira de viajar.

Au revoir

Au revoir

Anúncios

2 Respostas

  1. Obrigado 🙂

  2. Você se parece com a Amelie!! Lindo o post!!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: