Alugando carro nos EUA

Estes dias nos comentários (de vez em quando aparece algum hehe), me perguntaram sobre o carro, e vi que realmente é um ponto dos mais importantes, e que não havia escrito nada. Assim, vamos ao aluguel do carro!

Antes de chegar

Alugue com antecedência! Esta é a principal regra. Seja lá a empresa que for usar, que seja uns 2 ou 3 meses antes. Cheguei a ler gente que pagou 3 vezes mais no aluguel do mesmo carro, por ter alugado em cima da hora, que outro reservando 90 dias antes. Assim: pesquise bem antes, tenha em mente o que você quer e alugue com pelo menos 2 meses de antecedência!

Que empresa? Tem muuuuuitas. Comece no consolidadores, como SkyscannerHotwire (espetacular para hotel nos EUA), Car Rentals. Vale também usar diretamente as operadoras – desde as mais conceituadas, como Hertz até algumas que são gigantes nos EUA, mas menos conhecidas por aqui, como a Alamo Aliás: mesmo os ‘consolidadores’ dizendo que eram o melhor preço, o melhor preço real que encontrei foi direto no site da Alamo. (tinha outros mais baratos, mas os reviews péssimos da Thrift por exemplo, me assustaram).

Vale ler também aqui para ter ideas.  Mas ao final, usamos a Mobility que eu nunca tinha ouvido falar, mas estava entre os patrocínios do Comandante, então já viu – e ao final ficou o melhor preço de todas na Mobility, alugando carro da Alamo. A surpresa foi que ao pagar convertiam em real primeiro e ainda parcelaram. Não podia ser melhor.

Outra coisa importante: tente fechar a semana inteira. Alugar o carro no domingo e devolver na sexta é o mesmo preço que se devolver no sábado, por exemplo. Já alugar no domingo e devolver na terça ficava quase metade do valor da semana completa.

Documentos: Como a Mobility garantiiu motorista extra gratuitamente, fomos em 2 ‘pilotos’. Ambos somente com a habilitação brasileira, que é o único necessário nos EUA.

GPS: Comprei meu GPS pela internet antes de sair de casa, e ele estava me esperando no hotel quando chegamos. O problema foi chegar no hotel – Mas nada como todos os mapas impressos e parar na rua prá perguntar que resolveu 😉

Começando a dirigir

Chegando lá, fomos ao balcão da Alamo e não havia tantas opções de escolha, já que era noite de sábado. Mas ainda assim pegamos um Dodge bastante bonito.

Carro bom prá começar…

O começo foi fogo! Toda hora metia o pé no freio… ainda bem que não estava indo muito rápido hehe Quem sofreu mais foi minha mãe no banco de trás, que quase perdeu um dente em um freada particularmente forte que dei. Mas é fácil demais: coloca o pé esquerdo prá trás e não tira ele de lá. O carro não vai morrer se parar ‘sem trocar a marcha’. Use somente o direito para acelerar e frear e boa. Embreagem: “D” para dirigir, “R” para ré e “P” para parar. É só o que precisa se lembrar em Miami e Orlando. Tem outros, mas a moça disse que eram para morros.

D, R, P – é só isto que vai usar… e se errar, o carro não morre!

Pegando fogo

Fomos até Key west e aproveitamos muito por lá o carro, mas no caminho da volta começa a sair um cheiro forte de queimado, até que começa a sair fumaça do painel! Paramos na hora e depois de um tempo parou e não voltou mais a fumaça – mas o ar condicionado já era! Chegando em Miami liguei para a Alamo, que me disse para ir assim que pudesse trocar o carro no aeroporto.

Lá chegando, a única real mancada dos caras: como o carro estava meio ruim, nem procurei um posto de gasolina, mas me cobraram a tal taxa mais alta para encher o tanque. Não adiantou argumentar que o carro tava pifado, com medo de pegar fogo, nem nada. “Morri” com 40 dólares, quando o máximo que paguei num tanque completo eram 30. Fazer o que!

Carro 2

Engraçado: mesmo sendo um carro intermediário, aquele dia tinha um monte de opções na área, e poderia ter pego até uma Van se quisesse. Fique tão indeciso que houve um momento que eu tinha a chave de 3 carros diferentes! coisa de doido mesmo hehehe  Mas não adiantou insistir, que a mulherada não queria uma van, então peguei outro dodge, mais novo, maior e mais bonito que o primeiro.

O carrinho foi excelente para os 4 dias de Miami, a ida até Orlando e as 2 semanas que ficamos por lá. No final, o primeiro carro ‘pegar fogo’ nem foi tão ruim assim.

De dodge na Disney

License and registration!

Estava eu tirando um belo cochilo no caminho Miami-Orlando quando minha mãe me acorda apavarada: “Alex, tem um carro da polícia atrás da gente!” Olhei prá trás e na hora imaginei o policial me pedindo os documentos “License and registration, please”. Falo prá ela encostar, claro.

– Bom dia, seu guarda. Ela não fala inglês, então fale comigo, por favor! – e a primeira resposta foi:

– Ok, mas antes de tudo: não se preocupe que não há nada errado (ufa!). É que o capô de vocês está um pouquinho fora de lugar e é perigoso, assim preferi pará-los. Posso fechar para você?

Pois é…. isto sim é policial! Ele avisou que o capô naquele carro abria por um pedal no chão, então alguém sem querer deve ter apertado sem querer, por isto estava um pouco aberto. Extremamente educado, fechou o capô, nos desejou boa viagem e  foi embora. Sensacional!  Depois minha mãe comentou que, como não entendia nada do que falamos, quase teve um ataque cardíaco, mas até aí… heheheh

Nosso SUV

Depois de 20 dias de estrada/compras, sabia que íamos chegar ao final super lotados. Assim, tinha reservado uma troca de carro em Orlando. Deixamos nosso Intermediário e peguei uma SUV intermediária, que iria de Orlando até Miami. O bom é que não houve diferença nenhuma de preço por devolver em cidades diferentes. O lado ruim é que, como reservei em loja de rua(na verdade, num hotel), não tinha opção de escolher o carro, e tivemos que aceitar o que nos deram. Ainda bem que estava bom.

E a primeira SUV a gente nunca esquece 🙂  Quero um carro grande daqueles prá mim! Nem preciso, mas quero! Falando sério: esta troca de carro foi das melhores coisas que fizemos. Se tivesse pego ele desde o começo, teria saído pelo menos o dobro do aluguel: o intermediário por 20 dias ficou em 700 dólares, enquanto a SUV por 3 ficou em 200 – aí dá para ter uma noção da diferença (e a falta da semana completa também encarece, claro).

Escapade – O terceiro carro da viagem

Mas o pior é que, por maior que fosse o carro, quase não couberam as coisas. Impressionante a dificuldade que tivemos para colocar tudo dentro do carro, mas aperta de um lado, aperta de outro, tira um pouco da visão do motorista, que dá prá ir sem problemas.

Outros

Combustível: Só consegui pagar 1 vez com cartão. No geral o que tinha que fazer é parar na bomba, ir até o caixa, e dizer que vai de 15 dólares – volta para o carro e enche o tanque você mesmo. Se for completar, entrega uns 40 dólares pro caixa, enche o tanque e volta pegar o troco. Prá gente, acostumado com frentista, parece complicado – mas é tranquilíssimo! E use o combustível mais barato mesmo que serve

Pedágio: Em outros estados é diferente, mas na Flórida todos os pedágios são automáticos. Pergunte na locadora como será o “Toll”, mas no geral o que fazíamos era só passar normal, sem nem diminuir a velocidade, que depois chega a conta no seu cartão de crédito. Só teve uma vez, no caminho Orlando-Miami, que errei e peguei o pedágio normal. O que precisamos fazer foi ir passando sem pagar mais pedágio até o anterior a minha saída e paguei lá pelo trecho percorrido.  Se pegar o manual, pague antes de sair, senão a multa vem depois… e saiba que o manual é (um pouquinho) mais caro que o automático.

Acho que é isto: Se NY, Boston e outros lugares, carro mais atrapalha que ajuda, em Miami e Orlando eles são praticamente indispensáveis- e por isto mesmo muito baratos. Escolha o seu e se divirta.

Em algum lugar no caminho a Key West.

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Miami – geral

Como sempre, antes de passar para a próxima página, alguns tópicos mais básicos, e gerais:

Transporte

Carro é imprescindível! Sim, até daria para se virar de transporte público se a viagem ficasse somente em South Beach, mais algum city tour – mas para ir até o outlet vai precisar de veiculo próprio, nem que seja para carregar as malas.

Também o transporte público, que sempre foi tão útil em outras viagens, em Miami é bem complicado (o Frommer´s se referem ao MetroRail deles como MetroFail). Para ter uma ideia, a ida do hotel até Bayside Marketplace de carro foi 30 minutos, enquanto pelo google de transporte publico seria bem mais de 1 hora – assim fica dificil…

Para estacionar, em vários lugares há parquímetros – nos mais modernos, podendo usar mesmo o cartão de crédito (muito bom para não ter que ficar carregando moedas). Perto de South Beach havia mesmo o que parecia ser um estacionamento, mas todas as vagas dentro dele tinham cada uma seu parquímetro também.

Paradas de 1 ou 2 horas, penso que o parquimetro é ideal – mas não são tantas vagas assim. Quando não achar vaga, ou também para estacionar por mais tempo, vale procurar estacionamentos públicos – há vários de até 2 dólares, e mais uma vez o Falando de viagem tem uma lista legal de lugares para estacionar.

Hospedagem

Hospedar em Miami é complicado… lugares perto da praia são um tanto mais caros, e mais tem que pagar uma taxa extra(e geralmente bem pesada) para deixar o carro. Se ficar um pouco mais longe você consegue melhores preços, mas continua a taxa de estacionamento. E esta tarifa é complicada mesmo -encontrei alguns hoteis com bom preço, mas com o estacionamento ficava meio complicado.

Ao fim, mesmo sem gostar tanto da ideia, resolvemos ficar longe da parte turística, mas onde dava prá bancar sem ir a falência. Ficamos perto do aeroporto – e posso dizer que por mais que pareça ruim a primeira vista, valeu a pena!  Não pela região, claro… já que normalmente não há nada por ali e até para sair a noite tem que pegar o carro, mas ao menos estávamos bem centralizados, não paguei tão caro assim, e apesar do medo do barulho, nem ouvi avião nenhum por lá.

Como viajamos durante do dia tanto na ida quanto na volta, chegamos de noite e a volta seria pela manhã. Assim, teríamos que usar 3 hospedagens, então aproveitei para ficar em 3 hotéis diferentes. Aqui vão, valores já com os impostos, e nenhum deles cobrando extra pelo estacionamento:

*Holiday Inn Miami Doral Area

Holiday Inn (assim como Hostelling International) é uma rede básica e muita gente foge deles, mas os que fiquei sempre foram de bom nível – talvez estar acostumado a dividir o quarto com um monte de gente em albergues ajude a achar tudo ótimo também 😉 O fato é que o HI Doral  é um bom hotel, ficou em U$85 o quarto para 3 pessoas, pelo www.hotwire.com (já falei como gosto deste site?). Pelo google maps parecia ser muito mais perto do aeroporto do que realmente era, mas dirigir pela primeira vez um carro automático, sem gps, num lugar totalmente desconhecido, de noite, pode ter feito parecer uma viagem bem mais longa.

Como chegamos tarde e saímos cedo no dia seguinte, só posso avaliar o quarto em si, que era muito bom e bastante espaçoso… Também o pessoal da recepção, que sofreu comigo procurando minhas encomendas. Isto porque, como mencionei em algum post anterior, já tinha programado para chegar minha primeira compra da Amazon, com a máquina de fotografia e o GPS (e sem gps em Miami, dá para ficar doido). Demoraram um pouco para achar, mas acharam.. ufa! Mas foi um susto esta demora hehe

Café da manhã não tem do hotel, mas há um restaurante ali mesmo que tem bastante opção e nem sai muito caro. Enfim: é um bom hotel.

*Hostelling International Miami Springs Airport

Este HI Miami Springs foi de longe o melhor dos 3 em Miami, e por sorte foi o que ficamos 5 noites.

Como ia ficar bastante tempo, não arrisquei o hotwire e peguei pelo www.hoteis.com ficou em 99 dolares cada quarto bastante espaçosos, com wi-fi no quarto (aliás, wifi já é bem mais importante que café da manhã – mas é impressionante como no Brasil é dificil) e um café da manhã bastante decente incluído.

Para a janta, ficava ao lado de um iHop e para os saudosos, tinha McDonalds também pertinho (aliás, fui uma noite nele e só tinha brasileiro). Se voltar a Miami algum dia novamente, é grande a possibilidade de ficar neste aqui.. gostei mesmo!

*Hampton Inn

Pela primeira vez, tive problemas com algo reservado no hotwire – chegamos ao Hampton Inn numa chuva animal, depois de uma viagem bem longa de Orlando (com parada no Sawgrass, não podemos esquecer), e ao ver a reserva, eles tinham marcado somente 2 pessoas – a cama extra só chegou umas 2 horas depois que já estávamos hospedadados.

Mas muito pior: era quarto para fumante (nem sabia que isto ainda existe) e aquele cheiro horrível foi péssimo para conseguir dormir – fora que só o fato de termos dormido naquela cama já impregnou as roupas. No hotwire realmente não especificava que tipo de quarto seria, mas a falta de vontade para  sequer tentar trocar de quarto para não fumante era enorme – sempre citando que era reservado pelo hotwire, como se negativo. Se fosse ficar ali mais tempo, ia ter arrumado bagunça, mas como foi só 1 noite acabei deixando. Foram 88 dólares(contra 230 no site) que não valeram a pena, e podiam ter sido usados em qualquer dos outros 2 de Miami.

O ponto positivo: 6h00 da matina estávamos começando a arrumar as coisas no carro, e já estavam preparando o café da manhã, então ao menos não tivemos que comer nada no aeroporto(o que, graças as quase 3 horas só na fila do checkin da TAM, teria sido impossível – mas isto é outra história)

Para um monte de hoteis, Viaje na Viagem

Outros

Os passeios de Miami já falei – eu faria de novo com certeza Everglades, e a passada em South Beach é imprescindível – principalmente pelo clima (minha esposa não concorda – ela achou a beach linda, e acha que a praia já vale por si só). Mas mesmo Miami sendo usada pelos brasileiros principalmente para compras, ainda há muito mais coisas a fazer.

Por exemplo, tinha planejado passar no Zoológico – pode parecer bobo, mas o Zoo de Miami é muito bem cotado em todo lugar, e parece ser realmente muito bom. Outro lugar no mesmo nível é o Seaquarium  Claro, em Orlando tem SeaWorld e DiscoveryCove, mas se ficar só em Miami, creio que vale muito a pena.

Mantendo ainda nos animais, Jungle Island também parece fantástico. E ainda há um monte de museus (reclamei com a Mima que foi das pouquíssimas viagens em que não fui em Museu… é muito triste isto :P).

Enfim: eu particularmente não fiquei apaixonado por Miami, não é um lugar que voltaria para tirar férias (já compras, é outro papo), mas uma passada no Trip Advisor faz a gente ver que tem muita coisa para se fazer por lá além de usar o cartão de crédito

Everglades

Já  tinha ouvido falar em Everglades, mas era só mais um lugar até ler a palavra mágica: Airboat e já imaginei um monte de filme e seriado com aquelas perseguições… lógico que tinha que ir – e tivemos um dos dias mais divertidos da viagem toda.

Mas o Parque é gigantesco – ocupa um espaço muito grande da Flórida, tendo 3 entradas principais e várias fazendas com passeios para Jacaré, então há muita coisa para se escolher. Dá para acampar, fazer caminhada pesada e alguns passeios mais leves. Acabei pegando 2 dos principais, que ficam em uma linha praticamente reta a partir de Miami, ambos na  US Highways 41

Shark Valley

Apesar do nome, não há tubarões em Everglades. O nome Sharkvalley  é por causa do “Shark River” e foi o melhor lugar para ver Jacarés. Ali tem um caminho pavimentado que é chamado simplesmente de “O Loop” e tem 15 milhas. Quem estiver muito animado, pode fazer este caminho andando, mas não sem antes pegar um monte de material de segurança na entrada do local. Os que querem fazer alguma atividade, mas não tão pesada, podem fazer o caminho de bicicleta mesmo, que deve ser bem divertido.

Shark Valley

Mas a maioria faz como nós e usa o Tram Ele é um carrinho aberto que leva um monte de gente, como uma excursão mesmo. O passeio dura 2 horas e o melhor de tudo é que temos um guia, que nada mais é que um ‘Ranger’ do próprio parque. Ele e o motorista vão parando sempre que veem alguma coisa – e o povo tem olho ninja, viu! É impressionante como conseguiram achar um monte de filhotes tomando banho de sol, ou os adultos só com os olhos do lado de fora.

Nada como um bom banho de sol...

Só de olho..

No meio do loop, parada para subir num mirante – a vista lá de cima é excelente para dar uma ideia melhor da dimensão lugar, e também para encontrarmos outros bichos: logo no começo encontramos uma cobra que deixou todo mundo assustado – mas acho que ela era a mais assustada de todos.

E lá de cima foi interessante ver um encontro quase fatal entre uma tartaruga e um jacaré – fatal porque jacaré come tartatuga (sua mordida tem força prá quebrar o casco delas). Mas no último minuto ela acabou mudando de direção, e o jacaré não devia estar lá com muita fome hehe

Caminhar faz bem prá saúde

Pedacinho de everglades

A entrada foi de U$ 19,00 cada e para entrar no Parque, pagamos mais uma tarifa de U$ 10 por veículo. Vale muito a pena o passeio – e mesmo que for fazer de bicicleta ou de outra maneira, ainda vale fazer o de TRAM, para poder aprender um monte de coisa com o guia. Por último: cuidado com os horários – na baixa temporada são somente 4 saídas por dia e na alta umas 3 ou 4 mais, mas são limitadas.

Nem só de jacaré vive o Shark Valley

Mais filhotes..

Safari Park

Voltando em direção a Miami, chegamos ao Safari Park. Almoçamos por ali mesmo – podíamos comer jacaré, rã ou peixe-gato, mas preferi ficar no ‘normal’ mesmo. Gastamos uma média de 20 dólares cada, com sobremesa e gorjeta. Depois, ao passeio propriamente dito – e neste tem saída o tempo inteiro.

Airboat

Porém, antes de chegar ao AirBoat, alguns jacarés pareciam posar para fotos! Já no barco, nos dão protetores de ouvido, porque o negócio realmente é muito barulhento!

A ideia do Airboat é porque ali é uma região muito alagada, porém em muitos lugar são apenas uns poucos centímetros de água – sendo impossível um barco a motor. Assim, criaram estes com uma grande turbina que usa o próprio vento como fonte de energia.

Primeiro vamos devagar até sair dos canais mais próximos, mas o divertido mesmo é  quando ele acelera e vai como se estivesse deslizando pela água – a velocidade parece muito alta, e para virar ele primeiro começa a deslizar de lado, para só depois virar totalmente o barco. Foi tão legal que nem a chuva que caiu atrapalhou este passeio de uns 40 minutos. Acabamos não encontrando nenhum jacaré neste passeio, mas como já tínhamos visto um monte no Shark Valley, nem fez falta.

Posando para fotos

Dentro do barco

Nosso comandante

Em alta velocidade

Depois do barco, um palco para acompanhar um treinador e um monte de jacarés grandões. Foi interessante ele mostrar como funciona a mandíbula do bicho, e mais um pouco de histórias sobre eles. Como o próprio treinador disse: se não conhecesse todos desde pequenos, de jeito nenhum ele ficava por ali!

Bicharada com fome

Tem que ser muito doido prá trabalhar nisso

No final, por mais U$ 3,00 ainda pudemos tirar foto segurando um filhote – pode parecer muito, mas são poucas as vezes que vamos encontrar um destes por aí para carregar. O legal é a cara de tédio do bichinho enquanto todo mundo ia morrendo de medo tirando as fotos 🙂

Meu novo amiguinho...

Com  o Cupom de desconto ficou em U$ 20 por pessoa o passeio completo – e creio que ficou perfeito o passeio do Shark Valley+Airboat! Foi bom porque são lugares bem diferentes, e complementares – e se acontece de não encontrar jacaré em um, com certeza encontra no outro

Gator Park

Por ultimo: um lugar que sempre aparece nas pesquisas, e que tem o melhor site, é o Gator Park  O passeio ali é parecido com o que fizemos no Safari, só que é mais famoso, pois é para este que vai a maior parte das excursões. Porém, no Trip Advisor há muitas reclamações sobre a extrema insistência na gorjeta – e se até os americanos ficam incomodados, é porque está realmente feio. Claro que no Safari também pediram, mas não era nada exagerado como falam que é no Gator.

De qualquer jeito, há cupons muito interessantes lá – tentei usar um que se chegar antes das 10h00 vão 2 pessoas pelo preço de 1, mas acabei perdendo a entrada. Assim, se conseguir usar um cupom destes ótimo – caso contrário, vá para o Safari que me parece muito melhor

Compras em Miami

Longe de ser um expert, só vou comentar nossa experiência na área de compras – ficamos 4 dias em Miami e somente 1 deles foi para isto… como muita gente fica este tempo inteiro só em shopping, com certeza tem mais coisa por aí 😉

Comunicação

Minha mãe é uma perdida – não pode deixar 10 minutos sozinha que desaparece – num lugar como os parques da Disney, isto muito me preocupava. Assim, tinha pensado em um walkie-talkie para poder ficar tranquilo. Até ler estes dois tópicos muito interessantes: O primeiro fala sobre o NET10 e o segundo tem outras opções de comunicação Com isto, desde o começo eu ficava procurando nos walmart algum celular descartável, mas foi dificil…

Estava já a ponto de encomendar para entrega, quando finalmente consegui encontrar numa Best Buy, na primeira noite de loja em Miami. Compramos 3 celulares de 15 dólares da Verizon que vinham com U$ 15 de crédito, e comprei mais 1 cartão de recarga de U$ 10 cada. Ali mesmo ligaram o celular, e já deixaram carregados os 25 doletas. O plano era de 0,99 por dia de uso,com ligação ilimitada entre celulares Verizon, então ficou perfeito.

E no final, usamos pouquíssimo no parque, mas nos shoppings e outlets foi crucial ter o tal celular – só assim para todo mundo ter liberdade nas compras, sem se preocupar muito com onde estava todo mundo em todas as lojas.

Dadeland Mall

Shopping em Miami fomos somente ao Dadeland. Tem uma parte que parece bastante com os shoppings aqui de Sampa, mas ele tem também umas lojas bastante grandes, que ficam espalhadas pela região – como uma Macy´s  e a Century 21enormes ali dentro, que pareciam um shopping dentro do shopping. Ali também comprei meu primeiro vestido infantil (para a Isabeli, claro…), numa loja chamada Gymboree – foi até emocionante 😀

O shopping é bom, especialmente depois que paramos de nos perde nestas lojas maiores. Bom também que ali do lado tem uma Best Buy muito grande, que foi onde finalmente compramos o tal celular

Sawgrass

Impossível falar de compras em Miami sem falar em Sawgrass Mills  O outlet fica na verdade em Fort Lauderdale, então leva uns 40 minutos para chegar lá – mas aqui é que é outlet, não este negócio que chamam de outlet e fica perto do Hopi Hari, mas que é caríssimo.

Antes de sair, acesse e imprima o guia de promoções do momento – mas não adianta imprimir muito cedo porque está sempre mudando, então acesse uns 2 dias antes de viajar para imprimir os descontos. No final mal usei estes descontos, mas sempre pode econtrar algo que valha a pena

Nosso objetivo neste dia era apenas olhar: muita gente fala que Orlando é ainda melhor que Miami, então a gente foi mais para ver preço que qualquer coisa – mas e quem aguenta? Acabou sendo o dia em que mais compramos! Por sorte, nem vi diferença de preço para Orlando – ao menos não no que precisamos.

Para criança, a ‘festa’ realmente foi na Carter´s, só lembrando das ressalvas que fiz neste post, em “Roupinhas”. Também a Polo Kids tem muita coisa boa – e se parece cara ao comparar com a Carters, ainda é ridiculamente barata se pensarmos em Brasil.

Só eletrônicos que ali fica em falta – a Best Buy é minúscula, então só sobra a Brandsmart, mas não dependa do Sawgrass para eletrônicos. Para comer, a praça de alimentação é muito lotada mas tem algumas opções que valem a pena (eu sempre aproveito uns chineses que vendem tudo que é tipo de frango que só acho por lá). Algo melhor tem a Cheesecake Factory, que é lotadíssima, mas que valeu muito pegar um cheesecake ‘prá levar’ e comer nos banquinhos do shopping mesmo, sem ter que esperar 1 hora prá conseguir lugar – eles também servem comida e os pratos são enormes, mas a gente ficou só na sobremesa mesmo.

Em resumo: chegamos lá umas 10h00 e fomos embora umas 19h00 com as pernas arrebentadas de tanto andar, mas pela primeira vez na vida até eu estava feliz depois de um dia de compras. Foi tanto que no final da viagem, quando a gente estava voltando de Orlando, demos uma nova passadinha ali – afinal não é todo dia que se pode pagar 60 REAIS em um reebok 🙂

Lincoln Road

Esta foi das grandes decepções da Viagem. Fomos conhecer a Lincoln Road no dia de South Beach – mas ali só andamos um pouco e, não sei se pelo cansaço ou pelo calor, mas não achei nada demais deste calçadão cheio de lojas hiper-caras… definitivamente, não foi pro meu gosto.

Outros

Ta Florida é muito bom para Miami – tanto a parte turística quanto (e talvez principalmente)a parte de compras. Quem for para Miami com esta ideia, vale muito passar no site e ver os posts sobre cada Mall, além de várias lojas de rua que ela comenta.

Outros shoppings de Miami que falam muito são Dolphin Mall e o  Aventura Mall que pelo li, é ainda maior que o Sawgrass, porém ali os preços já são mais carinhos…e acabamos não indo em nenhum deles.

No próximo post, volto as viagens prá falar um pouco sobre Everglades.

Miami Tour

Começando na super badalada South Beach, passando pela região de Art-Déco, até o Bayside Marketplace, Miami tem muita coisa para se ver além dos outlets – assim vamos aproveitar a primeira semana do ano prá voltar a falar dos lugares…

O problema: é tudo bastante espalhado, e mesmo com o carro só vai conseguir ver tudo com bastante tempo; assim apelamos a bom e velho “City Tour”. São muitas as companhias que fazem algum tour em Miami, então vale pesquisar bem em reviews e no http://www.tripadvisor.com.br/ antes de fechar em definitivo. Uma das mais bem avaliadas  é a Miami Beach 411 e como ainda por cima tem fones em Português, foi com eles mesmo que ficamos. Fizemos este aqui, de dia inteiro, com um city tour pela manhã e passeio na Baía de Miami pela tarde. (U$ 66 na época)

Como ficamos próximos do aeroporto, o pessoal das agências não passava lá perto, então fomos de carro até Bayside Marketplace – que já vale um passeio por si só.

City Tour

Ok, tem gente que odeia isto, mas este nem é o primeiro a aparecer no blog, então já deu prá perceber que não tenho nada contra 😉 Chegamos cedo no bayside e até pegar o pessoal em outros hotéis, já vamos conhecendo um pouco do skyline – que se não é tão interessante como de Nova York, ainda tem sua beleza.

O bom do Tour é ir até lugares que muita gente não conhece, como o belo e trágico Holocaust Memorial

Holocaust Memorial

Como é do lado, uma volta pela parte de Art Déco que realmente é uma arquitetura marcante, ainda que prá mim o mais legal foi passar pelo prédio do banho de sangue de Scarface (aliás, taí um filmaço que ainda não tenho…)

The Cavalier

Dos lugares mais fotografados de Miami: aqui morreu Versace

Cena inesquecível de Scarface...

Pode parecer meio besta passar em South Beach de ônibus, e mais ainda sem poder descer – mas aproveite pra aprender um pouco sobre as coisas, se localizar na cidade, e volte com mais tempo outro dia.

Depois de uma rapidissima parada para almoço, vamos para Coral Gables e Coconut Grove, duas regiões muito bonitas em Miami, onde podemos simplesmente ver uma vizinhança com casas clássicas, muitas ruas arborizadas, e quem curte ainda tem casas de Stallone, Madonna e afins. Eu achei mais ‘divertido’ foi o cemitério onde filmaram Thriller, do Michael Jackson.

Thriller

Coral Gables

Parada para descer no impressionante Biltmore Hotel que se pudesse bancar, ficava sem pensar muito  É lindíssimo.

Biltmore Hotel

Biltmore Hotel

Outra parada muito legal é na Venetian Pool que se tiver mais tempo, com certeza vale deixar a praia um pouco e passar umas horas por ali.

Venetian Pool

Para finalizar, Little Havana, que na verdade me decepcionou um pouco. Além de não ter nada demais (exceto o café fortíssimo que experimentamos por ali), a tal Calle Ocho parecia ‘engana-turista’ – é como o Caminito em Buenos Aires: você tem que ir, mas vai se arrepender 😉

Imagem clássica de Little Havana

Passeio de barco

Já no começo da tarde, voltamos para Bayside pegar o Boat Tour – é um passeio de 90 minutos pelas ilhas da região, onde basicamente passa na frente de um monte de casa de ricaço e/ou famoso… sim, tem casas sensacionais e algumas vistas são bastante legais, mas pode ser um pouco decepcionante para alguns.

Ao contrário do passeio terrestre, este aqui tem só inglês e espanhol, e acho que vale a pena porque o preço em separado é um tanto mais caro, e já aproveita para ver Miami de um jeito um pouco diferente, mas não é algo que seja imperdível. Ao final, acabei gostando mais da vista da própria Miami a partir do mar que das casas.

Casinha simples...

Miami vista do mar

Em resumo: acho que o City Tour é muito válido por ali, especialmente se você quiser conhecer um pouco mais que somente as praias e compras e não tiver muito tempo – Até porque, se dependesse unicamente do carro, eu dificilmente teria ido à maioria dos lugares que fomos no tour. Já o Boat Tour, compre só se for no pacote dos dois, ou se quiser conhecer uma das casas de Will Smith, entre outros.

South Beach

O city tour a gente fez na Quarta, mas não podia ir embora sem passar na praia, então lá fomos nós no Sábado. Deixei o carro num estacionamento publico (mais barato que a média) e ficamos caminhando pela praia… como chegamos cedo, fomos vendo o povo chegar, ainda com a praia vazia.

Apesar de muito legal com a areia clarinha, os coqueiros no fundo e os enormes prédios para completar a paisagem, não acho que tenha praia para fazer  jus a tanta fama (especialmente depois de Key West). Claro: a fama dali se deve muito mais as pessoas que a praia propriamente, mas ai vale mais a pena andar pela Ocean Drive que na praia diretamente.

Miami Beach

Miami beach

Coisa que fizemos, fingindo que tinha grana e almoçando no hotelão Art-deco Cardozo Hotel. Pagamos 10 dólares no prato do dia e, apesar de ser minúsculo, era tão bom que até valia o preço.

Prá terminar, uma última passada em Ocean Drive e Collins Avenue depois da chuva, que aquela região é sem dúvida o lugar mais interessante da cidade.

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