Montmartre

Último dia em Paris, último dia de férias, fomos para outro dos bairros mais tradicionais, imortalizado por Amélie Poulain nos cinemas. Aliás: mais conhecido que o bairro é a Basílica de Sacré Coeur – Basílica do Sagrado Coração, que fica em um dos pontos mais altos de Paris, e já li que é o ponto mais visitado, depois da Torre.

Chegando e subindo

Para chegar lá, informações no site oficial. Pegamos o metrô até Abbesses, que sai bem pertinho da escadaria da basílica. Ali você pode subir pela escadaria ou pegar o Funicular, que custa 1 passagem de metrô – claro que fomos com o funicular.

Chegando em Montmartre

Chegando em Montmartre

No final dele, uma surpresa desagradável: deve ser a maior concentração de trombadinhas e aproveitadores de toda Paris. Pela segunda vez em toda a viagem, senti que poderia ser roubado a qualquer momento (a primeira foi dentro da Gare du Nord, na chegada). Tem um monte de gente forçando você a comprar fitinhas estilo ‘senhor do Bonfim’ ou assinar petições para as quais tem que dar dinheiro. Vi até uma senhora ser praticamente cercada por uns 4 ou 5 grandalhões – mas forçando a passagem, saimos daquela muvuca para iniciar a última parte da subida, esta tendo que ser pelas escadas mesmo.

Já em cima, faltam só umas escadinhas

Já em cima, faltam só umas escadinhas

Lá em cima, uma multidão gigantesca, e Paris escondida por um baita nevoeiro – mas ainda assim muito bonita a vista.

Sacré Coeur

A colina de Montmartre tem toda uma história de visitações de gente como Joana D´arc, e foi onde Ignacio de Loyola fundou a ordem dos Jesuitas, em 1534.  A basílica em si é nova (construída entre 1875 e 1919), mas mantem um estilo clássico.

A fila para entrar era grande, porém rápida, e ainda estávamos no meio de uma missa, portanto só dava para passar um pouco por fora. Havia alguém cantando lindamente por lá, o que já valeu a passagem.  Mas é só: rapidamente passamos pelo arredor da parte principal da igreja e já estávamos do lado de fora novamente.

Sacré Coeur

Sacré Coeur

E daí a pergunta: é só isto? Muita gente vê a basílica e já desce novamente. Mas… tem outras coisas para se ver.

Praça do Tertre

Saindo da Basílica, siga para a Place du Tertre – para chegar lá passamos por umas ruas cheias de paralelepípedos, seguindo as casinhas vendendo crepes(claro que comemos, um de nutella que é uma perdição) e pintores vendendo caricaturas(não, não compramos).  A Praça é uma delícia de passear vendo a enorme quantidade de pintores, lembrancinhas de viagem e um monte de coisinhas legais e tentadoras para se comprar.

Mas mesmo que não compre nada, vale passear nesta praça, que lembrou muito a Feira de San Telmo de Buenos Aires (ao menos a de 2007, quando estivemos lá).

Place du Tertre

Place du Tertre

Olha o monte de pintores

Olha o monte de pintores

Para ir embora, dá para ir por dentro do bairro, mas voltamos ao funicular mesmo. Em seguida, conhecer o restante da região.

Rue des Abbesses

Para chegar ao próximo ponto do passeio, tivemos que seguir um bom tempo por esta rua – e é uma rua muito bonita, toda arborizada e com banheiros públicos descentes (e com portas automáticas) em vários lugares. Foi bom para a Isabeli tirar um cochilo no carrinho e quando ela acordou, sentamos em um dos muitos banquinhos para ela ‘almoçar’ e também para a troca.

Já entrando pela Boulevar de Clichy, em direçao a próxima parada, encontramos uma rua cheia de lojinhas…em São Paulo temos a “Rua das noivas”, com uma lojinha do lado da outra, todas cheias de vestido. Mesma coisa aqui, porém com Sex-shops 😉

Umas poucas das lojinhas da região

Umas poucas das lojinhas da região

Moulin Rouge

Este monte de sex-shop pode ser culpa do mais famoso cabaré do mundo, o Moulin Rouge, que já tem seus mais de 100 anos e continua famoso e tendo suas apresentações. Mas… durante o dia, a cara dele é meio decepcionante – de noite deve ser mais interessante mesmo.

Moulin Rouge.. de dia é meio sem graça

Moulin Rouge.. de dia é meio sem graça

Amélie Poulain

Amélie Poulain trabalhava no café Des Deux Molins e do Moulin Rouge até ele é rapidinho… claro que teria que conhecê-lo. Lá dentro, o cartaz do filme dá o tom.

Cafe Des 2 Moulins

Cafe Des 2 Moulins

Esperava que fosse estar super-lotado, mas conseguimos lugar logo que chegamos e, por incrível que pareça, almoçamos muito, muito bem. A Mima foi de salmão, eu comi um carneiro, ambos ótimos.  Creio que comemos sobremesa também e, para os 2, ficou em 33 euros. Barato e qualidade acima do que eu esperava.

Para quem adora o filme, é imperdível. Quem não gosta (ou nem viu), vale a pena dar uma passada se estiver por ali na hora do almoço.

Papai, tô com fome!

Papai, tô com fome!

Cadê a Amélie?

Cadê a Amélie?

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E assim, após um almoço já depois das 15h00, voltamos para casa fazer as malas e despedir deste lugar sensacional, que só de lembrar dá vontade de voltar.

Com bebês

Carrinho – Se for só subir até a catedral e descer, não vale levar, porque tem uma boa escadaria para carregar. Mas… montmartre não é só a catedral. Tem que conhecer a pracinha, vale a pena andar pelo bairro, e para fazer isto, o carrinho foi uma ‘mão na roda’ prá gente.

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Troca – Lá em cima não trocamos, e embaixo usamos os banquinhos mesmo da Rua des Abbesses para fazer isto, o que foi bem tranquilo.

Para terminar

Pela tarde, uma última volta no Sena e a noite, passada na Torre pela última vez. Paris (e Londres) são maravilhosas e, como disse, a viagem com a Isabeli, com 5 meses na época, foi muito diferente do que estava acostumado – mas não consigo imaginar outra maneira de viajar.

Au revoir

Au revoir

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Marais

O Marais é um dos bairros mais tradicionais de Paris, e um dos mais indicados para um bom passeio a pé. No final não sobrou tanto tempo, mas consegui passar umas horinhas na região – e é realmente uma delícia.

Começaria pesquisando com estes 2 posts: Passeio a pé  e um resumo da região (aliás, este aqui nem existia quando eu fui, mas gostei bastante). No Airbnb também tem um bom texto sobre o bairro.

A Bastilha

Nem sei se já é Marais, mas queria dar uma passada neste lugar de tanta história, que lembrava deste os tempos do colégio com a Queda da Bastilha. Mas hoje não tem praticamente nada por ali: desce do metrô, sobe as escadas e mal dá tempo de tirar foto do marco que ficou, só para deixar registrado que ali ficava a bastilha, mas hoje é um grande cruzamento de carros.

Bastilha

Bastilha

Place des Vosges

Uma das mais famosas(e mais antigas) praças do mundo, a Praça des Vosges data de 1612 e é toda quadrada, sendo circundada por um monte de casinhas iguais, vermelhas, muito bonitas – entre elas, a casa de Victor Hugo(hoje Museu do Victor Hugo) e um monte de outras que já foram muito importantes.

Não esperava tantas árvores e menos ainda tanta gente, mas é justamente este monte de gente sentado em tudo que é lugar que dá um clima bem legal para a praça. Pelo pouco tempo que tinha, não consegui aproveitar tanto quanto a Plaza Mayor ou a Praça Central de Praga, mas gostei bastante e voltando a Paris, certeza que vou dedicar um pouco mais de tempo para a Place des Vosges e região.

Place des Vosges

Place des Vosges

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A criançada também tem seu lugar...

A criançada também tem seu lugar…

Rue des Rosiers

Saindo dali é claro que me perdi um pouco (aliás: como é gostoso se perder numa cidade desta), mas eventualmente cheguei na lindinha Rue des Rosiers, uma ruazinha bem apertada feita de paralelepípedos que parece um calçadão (mas de vez em quando passa uma moto ou um carro menor, então fique de olho).

Marais - Rue des Roisiers

Marais – Rue des Roisiers

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Ela vale percorrer do começo ao fim, só curtindo a região. É por ali que fica o L´As du Fallafel, restaurante mais famoso do mundo a servir o tal do sanduiche de Fallafel – um bolinho frito do Oriente Médio a base de grã-de-bico que pode ser comido só ou no meio de um lanche bastante interessante.

Justamente naquele dia o  L´As estava fechado – mas tem uma meia dúzia de outros na região, exatamente para aproveitar a fama do lugar. Vale por uma refeição completa o lanche (tanto que dão até garfo para facilitar)- e é bom – vale experimentar. Comprei o meu e sentei no degrau em frente a alguma loja que estava fechada ali perto – dali a pouco mais gente foi seguindo o exemplo 🙂

Depois da janta, fui andando meio sem rumo, até que sem querer cheguei ao…

Centro Georges Pompidou

Desde sempre eu sabia que este não é um lugar para mim: arte moderna é um conceito que não entra na minha cachola – mas por fora este enorme museu é muito, muito curioso, e todos dizem que tem uma bela visão de Paris. Como estava incluído no Paris Pass, entrei.

Positivo: realmente é uma experiência divertida ir subindo aquele monte de escadas rolantes pelo lado de fora – e a vista de Paris é muito bonita mesmo (só é ruim de fotografar através dos vidros bem sujos do lugar).

Centro George Pompidou

Centro George Pompidou

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Curiosa a quantidade enorme de construções…

Montmartre e a Sacré Couer

Montmartre e a Sacré Couer

Já o lado negativo é, como imaginado, o próprio museu. Ou dá para dizer que isto é arte?

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WTF?

Mas mesmo não gostando da temática do museu, só pela parte externa e pela vista já vale o passeio –  e se você curtir arte moderna então, estará no paraíso. Quem não tem passe, a entrada custa 13 euros e por 3 euros dá para ir até o sexto andar, para ver somente a vista.

Cinematéque

Para terminar, um lugar que fica bem longe do Marais, mas um aficcionado tinha que ir, é a Cinemateca francesa. Fica meio longe no metrô, mas a entrada estava incluída no Passe, então lá fui.

E logo de começo, uma gratíssima surpresa. Não sei quem viu A Invenção de Hugo Cabret(recomendadíssimo ver antes de ir a Paris, aliás). Boa prte do filme é dedicada a um dos primeiros cineastas da história: o francês Georges Méliés. Também ‘personagem’ importante da história é um boneco mecânico – um autômato

Pois lá estava ocorrendo uma exposição de Méliés e, entre os objetos expostos, o autômato original. Também tinha figurinos usados em  de “Da Terra a Lua”, filme de 1902 – pena que não dá para tirar fotos, então fica só esta do filme mesmo.

Imagem de Da Terra à Lua

Imagem de Da Terra à Lua

Autômato de Hugo Cabret

Autômato de Hugo Cabret

No mesmo andar tinha máscara usada no Planeta dos macacos (o original, de 68) e alguma coisa de Hitchcok. Terminei o piso em uns 30 minutos e fui procurar o próximo… só que não tinha próximo. O museu é muito, muito pequeno. Assim que terminei com um sentimento misto: adorei o que vi, mas era tão pouco que decepcionou. E deste jeito, nem sei se dá para recomendar a viagem até ali – só para quem gosta muito da sétima arte mesmo.

Está tremida - mas é a robõ de Metrópolis original!!

Está tremida – mas é a robõ de Metrópolis original!!

Para terminar o dia: Champs Elysées, que nada como passar por ali num sábado a noite.

De noite, no Arco do Triunfo

De noite, no Arco do Triunfo

Louxemburg e o Pantheon

Aquário

Sábado resolvemos começar com um programa mais infantil, e fomos para o “Aquarium Tropical de la Porte Dorée“, simplesmente porque estava no Paris Museum Pass (mas parece que não está mais). Mesmo sendo um pouco longe, imaginamos que seria bom para a Isabeli.

O resultado: Continuo achando que um aquário poderia ser um ótimo passeio para ela, mas não quando era tão pequena assim… talvez agora que ela já tem mais de 1 ano, curtisse melhor.

Sobre o aquário: é pequeno e em 1 hora já havíamos visto tudo. O preço é 5 euros e, como falei, estava no Passe – mas realmente é bem básico. Aquário por aquário, me parece que o de Trocadéro é muito mais interessante (e também muito mais caro). Mais ainda: quem for de Sampa, vá ao Aquário do Guarujá, que este sim é muito bom (não fui ainda no de São Paulo)

Isabeli curtindo muito o aquário

Isabeli curtindo muito o aquário

Com bebês: tem bastante escada, o que acaba sendo ruim para o carrinho. Mas do metrô até o aquário é uma caminhada, e como ela dormiu boa parte do tempo, o carrinho acabou sendo bastante útil. Para trocar: desce uma escadaria e lá embaixo tem o trocador. Enfim – dá para perceber que não curti muito… é legal, mas sei lá: deixe para a próxima 😉

Jardin du Luxembourg

O maior parque de Paris, o Jardim de Luxembourg é ótimo para um passeio no sábado, quando está megalotado de gente aproveitando, curtindo o lago central ou simplesmente sentando nas cadeirinhas, esperando o tempo passar.  Pegamos algumas destas cadeiras, demos de mamar para a Isabeli e ficamos curtindo o sábado.

O lugar é uma delícia… perfeito para um picnic debaixo das árvores, alugar um barquinho para brincar no lago ou ainda curtir o Teatro de Marionetes, que é apresentado as quartas e fins de semana. No verão, há diversas apresentações de orquestras, jazz, teatro… tudo gratuito – tem que pesquisar para ver o que vai ocorrer em que dia, mas deve valer a pena.

Enfim: é um ótimo lugar para passar o tempo e se não estivesse tão forte o sol, poderia ter ficado horas por ali. Como o sol era muito forte, ficamos só 1 hora e depois saímos comer um lanche na região mesmo.

Jardim de Luxemburgo

Jardim de Luxemburgo

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Quer melhor maneira de passar o tempo?

Quer melhor maneira de passar o tempo?

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Barquinhos para alugar

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Por último: com criança muito pequena, carrinho é bastante útil por ali.

Pantheon

Saindo do jardim, uma caminhada de uns 20 minutos é o suficiente para chegar até o Quartier Latin e o Panteão.

O Panteão é famoso pelos diversos túmulos dos heróis franceses, como Alexandre Dumas (Os Três Mosqueteiros, O conde de Monte Cristo), Victor Hugo(O Corcunda de Notre Damme, Os Miseráveis), Voltaire, Marie Curie(primeira pessoa a receber o Nobel 2 vezes), Louis Braile e mais um monte de gente importante na história da França e também nossa.

O Panteão

O Panteão

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Mas… além de ser muito bonito e ter esta história toda, o que realmente me motivou foi o Pêndulo de Foucault. Vale ler um pouco, mas em resumo:

Foi ali, no domo do Panteão, que o físico Léon Foucault, conseguiu provar a existência do movimento de rotação da Terra – este é o movimento da Terra girar sobre si mesma num período de 24 horas. Tem até um relógio sobre o qual uma réplica do pêndulo fica ‘circulando’.

Achei fantástico e no tempo que ficamos ali, passamos algumas vezes para ver a hora mudando.

Pêndulo de Foucault

Pêndulo de Foucault

Voltaire e Russeau

Além de tudo, havia uma exposição sobre Jean Jacques Russeau e Voltaire no Pantheon que me fizeram lembrar um trabalho de história dos  tempos de colégio. E que deu uma boa história:

A filhota já estava cansada e com fome, então sentei em uma das escadas por ali e ela começou a mamar, enquanto a Mima ia ver a exposição – a Isabeli caiu em um sono tão pesado que foi impressionante… deu tempo de a Mima ver a exposição, voltar, e eu ver a exposição toda e ela continuava dormindo. Só uns minutos depois que acordou para a gente continuar o passeio. Deu gosto de ver!

Com bebês

O carrinho é proibido do lado de dentro, tendo um lugar para deixar logo na entrada. Mas como já vinha do jardim e depois seguimos passeando, foi bem útil na região.

Trocar ali é muito ruim. Fica num lugar descendo umas escadas e lá o banheiro estava sempre ocupado… acabamos achando um cantinho meio gelado, ao lado do banheiro, e trocamos ali mesmo – mas foi meio complicado.

Fora isto, a entrada fica em 7 euros e está incluída no Paris Museum Pass e que deu para perceber que gostamos bastante: recomendo muito esta dupla Jardim de Luxemburgo + Panteão – e quem quiser, estará perto da Universidade de Sorbonne (só não sei ali é permitido visita).

Subindo a Torre Eiffel

Depois de 1 semana, já havíamos visto a Torre de perto, de longe, de barco, de noite e de dia… mas pelo menos na primeira vez por lá (espero que haja outras), tinha que subir na torre Eiffel.

Comprando as entradas

O problema: em todo lugar falam em filas de 2 horas para subir… mais: houve um problema em 2012 com um dos elevadores, então as filas estavam levando ainda mais tempo do que o normal. E se perder 2 a 3 horas em fila durante as férias já é uma baita sacanagem, pior ainda com a filhota chorando no ouvido… Para resolver, a única solução possivel: comprar pela internet

Para variar, o Viaje na Viagem tem um passo a passo bastante útil de como fazer esta compra. Porém, ai tivemos outro problema: o próprio site alertava para comprar com uns 2 meses de antecedência porque, como havia somente 1 elevador, poucos lugares estavam sendo vendidos pela internet. E por poucos, quero dizer umas dezenas por dia e não em todos os horários.

Escolhendo o horário: Ver uma cidade de cima é sempre lindo – e se tiver como vê-la durante o dia E durante a noite, melhor ainda. Assim, pesquisando descobri que o pôr-do-sol em Paris era por volta das 20h30 e mais ou menos 1 hora antes disto eu “tinha que” estar lá em cima.

Pesquisa em um dia, nada… pesquisa outro dia, nada… até que consegui ver um dos dias da viagem com o horário que a gente queria: sexta-feira, 31 de Agosto às 19h30. Comprei na hora! Detalhe: era 19 de Junho. – uns 70 dias antes, mas se não compro logo, ficava sem: olhei uns dias depois e já não tinha mais. Imagino que este ano não esteja tão complicado assim, mas é bom ficar sempre de olho.

Custo total: 28 euros para 2 pessoas até o terceiro andar (a Isabeli ainda não pagava, claro).

Chegando

Quando ‘todo mundo’ fala sobre algo, normalmente tem razão: nossa chegada na torre foi pelo metrô Trocadéro, e a vista é impressionante. Dá vontade de ir tirando foto desde o metrô até a Torre. É uma caminhadinha, mas a vista vale demais a pena.

Chegando em Trocadero

Chegando em Trocadero

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Festa na torre

Festa na torre

Chegamos quase correndo, umas 19h15, e não deixaram a gente entrar. Só na hora exata! Pelo menos rapidinho a gente subiu no elevador e já estava no Segundo andar (que já é altíssimo!).

A vista dali é linda, linda… e já dá para se contentar só com ele mesmo – ainda que é óbvio que vale subir até o terceiro.

Dica: leve blusa: mesmo nos dias quentes que pegamos, ali em cima venta muito – dá para ‘se esconder’ dentro de uma parte de vendas, cafés e coisas assim, mas a vista para valer tem que ser do lado de fora, totalmente aberta.

Mal educados do mundo, uni-vos

A fila para pegar o elevador do segundo para o terceiro andar era gigante e um tanto lenta. Mas isto não seria problema, não fosse um monte de gente falando uma língua que eu não conheço(mas tinham jeito de europa do leste). Sabe aquele bando de adolescentes brasileiros, que vivemos com vergonha de encontrar por ai? Pois estes eram muito piores – mais ainda porque era um bando de adultos (entre 30 e 50 anos). E ficavam empurrando todo mundo, o tempo inteiro.

Tinha uma mulher atrás da gente que nem a menina no colo respeitou – chegou ao ponto de eu começar a cortar a mulher quando ela empurrava a gente para furar a fila – depois de um tempo, encostamos em um canto, deixamos aquele bando passar e só depois seguimos – não vale a pena deixar os mal-educados atrapalharem seu passeio!

Pequena fila para o elevador

Pequena fila para o elevador

Terceiro andar

Lá de cima a vista segue impressionante, mas é muita gente espremida em pouco espaço, então diminui um pouco o barato. De qualquer jeito, foi legal ver a cidade tão do alto assim. Além do mais, é divertido ver monte de gente brindando (dá para comprar sua taça de champanhe) e mesmo 1 casal estava se casando lá em cima 😀

Claro: se no segundo já ventava, no terceiro o negócio atingia um nível mais alto – e eu sem blusa! haha Mas não precisa se desesperar: em cima também tem um pedacinho que fica protegido para quem não tem tanto ânimo. De qualquer jeito, não fiquei mais que 30 minutos por lá e já desci, mais do que satisfeito.

Arco do Triunfo

Arco do Triunfo

Paris vista de cima da Torre

Paris vista de cima da Torre

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A Descida

Na volta, a cidade já estava toda escura e nada como dar uma volta por toda a extensão da torre, agora com menos gente um pouco. A vista era maravilhosa e mesmo com muito vento, a gente protegeu ao máximo a Isabeli e seguimos. Também foi divertido foi ver a torre piscando, agora por dentro.

Quando fomos se arrumar para descer, vimos que a fila era uma coisa gigante – e claro: não havia fila preferencial. Assim, comemos alguma besteira por ali (menos caro do que esperado) e deixamos baixar a poeira um pouco, saindo já depois das 22h00.

Torre vista do segundo andar

Torre vista do segundo andar

Tá frio, mas tô me divertindo muito

Tá frio, mas tô me divertindo muito

Preparando para Um lobisomem Americano em Paris

Preparando para Um lobisomem Americano em Paris

Quando finalmente chegamos lá embaixo, a vista da torre a partir de Trocadéro é fantástica novamente.

Torre Eiffel com bebês

Preparação: A Isabeli não gostava de dormir muito tarde (aliás, até hoje: deu 19h00, já está resmungando para dormir – a menos que esteja em um shopping, onde pode ficar até as 22h00 sem problemas – a mulherada começa cedo…). Assim, enquanto eu via uns museus que só interessavam a mim (Rodin e Invalides), a Mima e a filhota ficaram descansando em casa. No final, ela só chorou quando a gente já estava quase no elevador para voltar, que ela acordou assustada e já era muito tarde… mas rapidamente se acalmou e ficou tranquila o resto do tempo, observando tudo.

Carrinho: No elevador, tem que dobrar. Lá em cima, com aquela aglomeração enorme, seria difícil usar… até sentimos falta na hora que ela dormiu, mas fica mais quentinho colada na gente. Assim, foi uma sábia decisão ter deixado o carrinho em casa

Troca: Tem trocador no segundo andar, mas só a mãe pode entrar.

Temperatura: Já falei que venta? Pois é… vá preparado: dentro da parte de compras tem calefação e tudo, então é bem quentinho – mas toda hora tem gente abrindo alguma porta. De qualquer jeito, para aproveitar tem que sair do quentinho, então leve bastante agasalho.

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Finalizando

Muita gente fala que é bobeira, que não precisa e tals… acho que se fosse para enfrentar 2 ou 3 horas de fila, concordaria plenamente e não teria ido – assim, compre antes pela internet. O preço é praticamente o mesmo e, mesmo que nem haja filas no dia que vc for, vai ficar mais seguro.

E curta muito: gostei mais das vistas de Montparnasse e até do Arco do Triunfo (principalmente porque dá para ver a Torre estando neles),  mas nada se compara com estar ali. Vale demais!

Saída por Trocadero novamente,

Saída por Trocadero novamente,

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Outros lugares em Paris

Há museus para todos os gostos em Paris, então mesmo não indo em alguns grandes(como D´orsay), passamos rapidamente em alguns outros, mas estes vão em 1 post só:

Museu des Arts Decoratiffs

Muita gente adora este museu que fica ao lado do Louvre e tem como tema Decoração – são vários andares dedicados a decoração através dos séculos, perfazendo uns 7 andares de museu! :-O  Mas não precisa se assustar, a partir do terceiro andar, só um pedaço pequenino é usado para o museu mesmo..

Mas a verdade é que fomos nele por um motivo bem diferente e muito ligado à Mima: Estava ocorrendo uma exposição especial sobre Louis Vuitton(o homem, não a empresa) e Marc Jacobs. E uma temática desta há poucas quadras de casa… ela não ia me deixar escapar de jeito nenhum hehe

A Exposição especial vimos em uns 40 minutos e o restante do museu mais uns 90 minutos. É legal se tiver tempo e principalmente, se houver alguma exposição interessante. E tenho que confessar: a história do Vuitton é bastante interessante e foi o ponto alto do museu.

Com bebês: A gente deixou o carrinho em casa neste dia, mas ali é daqueles que há espaço mais que suficiente para usar o carrinho sem problemas, e ainda tem muito elevador para ajudar. Para trocar, tem que ir até o subsolo.

Exposição Louis Vuitton

Exposição Louis Vuitton

As malas que ele usava para vender roupas

As malas que ele usava para vender roupas

Museu de Artes Decorativas

Museu de Artes Decorativas

Museu Rodin

Gosto bastante de esculturas, e Rodin é dos que eu mais gosto (ou melhor, dos poucos que eu sei nome), então não tinha como não ir.  Para chegar, Metrô Varennes ou Invalides, entrada em 9 euros para o museu ou 1 euro para o jardim, e está incluído no Museum Pass.

O jardim é lindo! Além de todo arborizado, você vai caminhando e de repente encontra uma escultura (ok, tem um mapinha…). O principal é “O Pensador”, claro, mas a que me impressionou mais foi “Porta do inferno“. Dá para ficar muito tempo ali no jardim e lá no fundo ainda tem uns banquinhos para dar uma pausa (cheguei a cochilar em um deles hehe).

O Pensador visto de longe

O Pensador visto de longe

The gates of Hell

The gates of Hell

Jardim do museu Rodin

Jardim do museu Rodin

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O museu em si também é muito bom, mas este já não é ‘obrigatório’ – iria somente se estivesse com o passe. Já o jardim, este vale demais a pena e é muito barato, então vá!

O Beijo

O Beijo

Les Invalides

Há umas 2 quadras do Rodin, chegamos ao Hotel Les Invalides, que tem um monte de coisa. A entrada fica em 9,50 euros e o principal é a Tumba de Napoleão, que é impressionante e fica no Domo des Invalides. A tumba é gigantesca e pelo que entendi, são 7 pedras até chegar ao Imperador propriamente.

Domo de Les Invalides

Domo de Les Invalides

Além da Tumba, faz parte do complexto o “Musée de l´Armée”, o Museu das Armas, que conta toda a história militar da França, dividida em diversos períodos – eu fiquei só no pedaço das 2 Grandes Guerras e só neste pedaço fiquei mais de 1 hora… e olha que passei rápido.

Desde criança eu gostava de ler sobre as guerras e a política que levou até elas, então este tipo de museu eu sempre gosto – mas quem não é fã disto, no máximo vai curtir o Domo e a gigantesca tumba de Napoleão.

Aqui jaz Napoleão Bonaparte

Aqui jaz Napoleão Bonaparte

Depois desta enxurrada de museus, fomos passar o pôr-do-sol na Torre Eiffel

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