Chambord, o maior de todos

Depois de três castelos em 1 dia, seguido de um jantar sensacional no ‘nosso’ castelo, fizemos as malas para dar adeus ao Loire. Mas não sem antes visitar o último castelo, claro.

Depois de Chenonceau, este é o mais falado e visitado da região, principalmente por ser o maior de todos.

História

Segundo a wikipedia, o Castelo de Chambord possui 440 salas, 365 lareiras e 84 escadarias. Tudo isto construído por Francis I(ele de novo) para servir de pavilhão de caça. Sua construção durou 20 anos, terminando em 1547 e, dizem, parte dele foi projetada por Leonardo Da Vinci, especialmente as escadarias centrais. E depoois de 20 anos de construção, o rei não passou mais que poucos dias neste castelo. Haja dinheiro de imposto!

Mas para algo serviu: durante a Segunda Guerra, o palácio abrigou as coleções do Louvre e outros museus, inclusive a MonaLisa e a Vênus de Milo.

O Castelo

Por fora, é impressionante. Realmente muito grande e para entrar temos uma boa caminhada. Esta foto é da wikipedia e dá para ter uma ideia da enormidade do castelo.

Que falta faz ter um helicóptero...

Que falta faz ter um helicóptero…

Mas havia lido que por dentro nem valia muito a pena, tanto que pensamos em nem entrar – mas já que estava ali… Não sei se foi a falta de expectativa, mas o fato é que gostei bastante de tudo o que vi.

A escadaria em helicoidal do Da Vinci é bonita mesmo, e como estava em dupla, tinha que descer por ela ao menos 1 vez, para ver se realmente não nos encontramos no caminho.

Chegando ao castelo

Chegando ao castelo

A escadaria de Da vinci

A escadaria de Da vinci

Aposentos do Conde de Chambord

Aposentos do Conde de Chambord

Outro ponto alto é o telhado – dá para subir até do lado de fora do castelo e a vista do próprio castelo, além do enorme parque arredor, é muito bonita.

Em cima do castelo

Em cima do castelo

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E claro: os quartos, as coroas e as relíquias históricas que não poderiam faltar em um lugar deste.

Esta pertencia ao Conde de Chambord

Esta pertencia ao Conde de Chambord

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Quarto de Maria Teresa, rainha da França

Quarto de Maria Teresa, rainha da França

Estacionamento

É bem grande e pago – mas dá para pagar na bilheteria. Entre o estacionamento e a entrada do castelo tem uma caminhadinha, onde passamos por diversas lojinhas e também restaurantes.

Alimentação

Claro que comemos por ali mesmo, em uma creperia qualquer. O crepe estava bom, mas demorou uns 40 minutos para chegar e só consegui pagar a conta quando eu fui até dentro do restaurante e pedi, porque a mocinha atendendo era péssima. Não fosse isto, até poderia recomendar…

Com bebês

Como todos os outros: Carrinhos do lado de fora – ou melhor, aqui até tem um lugar específico para ficar, já dentro do castelo, mas tem que deixar embaixo.

Trocador Dentro do castelo não há. Mas do lado de fora, perto das bilheterias, há banheiros(1 euro para usar) e no feminino havia o trocador.  A Mima falou que ficava praticamente embaixo do secador de mão, então tem que proteger o baby para não se molhar com o povo se secando… definitivamente, não é um castelo baby-friendly… mas qual foi?

Tem lugar melhor pro almoço?

Tem lugar melhor pro almoço?

Informações

Foram 19 euros de entrada + 4 de estacionamento. O Site oficial é este e vou dizer o que? Gostei bastante! Pode não ter a beleza do Chenonceau ou a história de Blois, mas é sem dúvida um castelo muito bonito. Num top, deve ser o 3 ou 4 da lista.

Ficamos umas 2 horas percorrendo o castelo com tranquilidade e, não fosse a demora no almoço, teria sido um último dia perfeito no Loire. Aliás, creio que deixar Chenonceau e Chambord para o final foi uma ótima ideia, pois são os 2 maiores e os outros poderiam empalidecer perto destes (problema que tive em Blois, por exemplo).

Show noturno

Como vários outros, este aqui tem shows noturnos – mas o show de Chambord é o mais famoso, então creio que se for para escolher 1 show para ir, sugiro este mesmo.

Terminando o Loire

Ir para o Loire tem que saber que vai para conhecer a região… Buckingham, Versailles e os palácios de Viena são muito mais cheios de pompa. O que realmente vale aqui é a região em si, muito bonita e gostosa de se passear.

Outra coisa a se pensar: depois de 4 dias, já estava começando a cansar. Creio que os 4 dias foram suficiente, mas mais do que isto dá uma overdose – mas 1 dia só vai deixar com um gosto muito grande de quero mais 😉

E claro: tente se hospedar em um castelo. É caro, mas vai tornar a experiência ainda mais fantástica. A única maneira de não ficar mais triste ainda ao sair do castelo era saber que a próxima parada era Paris.

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Blois, morada de reis

Adoro viajar acompanhado, mas tem momentos que estar sozinho também vale a pena – especialmente para fazer minhas loucuras e excessos! Assim, saindo de Cheverny, peguei o carro e fui o mais rápido possível para o Castelo de Blois

História

Blois não é o castelo mais bonito e fica localizado no meio de uma cidade razoavelmente grande (a maior do Loire, junto com Tours), não sendo um castelo prioritário. Porém, a história dele é impressionante.

 O castelo foi comprado pelo rei Luis XII em 1391, virando morada permanente do rei. De lá Joana D´Arc partiu para sua campanha nos anos 1400, e até 1840 foi morada de outros 3 ou 4 reis, além de última morada da Rainha Catarina de Médici e lar de outros membros da corte.  Aliás, esta rainha teve 10 filhos, sendo que 3 deles viraram reis da França. Outro motivo de ser conhecida é por ser tida como responsável pelo Massacre de São Bartolomeu.

Assim, se há um castelo que realmente foi usado pelas famílias reais, este é Blois – e só isto já vale para chamar atenção… ao menos a minha.

O Castelo

Tenho que ser sincero: a primeira impressão não é das melhores. Provavelmente por causa da beleza dos outros lugares, ao entrar no que mais foi usado pelos reis, esperava algo a altura, mas ele é o menos bonito de todos os que visitamos. Na verdade, parecem prédios interligados com um plano central para irem de um lugar a outro. Me lembra mais o Palácio de Madrid que os outros castelos do Loire.

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Adorei estas escadarias

Adorei estas escadarias

Chateau de Blois

Chateau de Blois

Por dentro ele é dividido em áreas, representando os diversos períodos arquitetônicos que passou através dos séculos, e justamente a primeira (e mais antiga) é a menos interessante, porque guarda mais pedaços arqueológicos que qualquer coisa – mas as/os gárgulas são impressionantes.

Gárgulas

Gárgulas

Algo que já havia notado e que aqui é revisto é que os tronos na verdade eram até simples, se imaginarmos o poder que tinham na sua época.

Salão do Rei: Lareira de 1515, pinturas nas paredes do séc 19

Salão do Rei: Lareira de 1515, pinturas nas paredes do séc 19

Trono de Francois I

Trono de Francois I

Conforme vai se avançando nos séculos, vamos vendo que o povo foi realmente melhorando o padrão de vida, e o mesmo valia para os reis. Os lugares vão ficando mais bonitos e mais bem preservados – e por mais novos quero dizer 1500, no máximo 1600. Aliás, sempre me impressiona que enquanto no Brasil estávamos apenas iniciando como nação, este povo já tinha construções gigantescas e todo um sistema de governo já estabelecido. Os 500 anos de Brasil não parecem nada perto da Europa.

Agora, mais algumas fotos desta história.

The Queen Gallery

The Queen Gallery

O Quarto da rainha - aqui faleceu Catarina de Médici em 1589

O Quarto da rainha – aqui faleceu Catarina de Médici em 1589

Cama do rei Henry III - detalhes em ouro e desenho de anjos segurando guirlandas de flores.

Cama do rei Henry III – detalhes em ouro e desenho de anjos segurando guirlandas de flores.

Gabinete de Ébano - século 17

Gabinete de Ébano – século 17

Estacionamento

Foi uma dificuldade! Por ser no meio da cidade, não foi fácil achar onde parar. Paguei uns 2 euros em um estacionamento público, e o sofrimento foi na hora de pagar – é tudo automático e sem ajuda em inglês… mas nada como ver números e colocar as moedinhas.

Mais que pagar, difícil foi me achar na chegada e na saída – havia dado tantas voltas de carro pelo castelo que na hora de ir embora nem sabia mais por onde ir! Nada como um susto para apimentar a viagem.

Informações

Paguei 9,50 euros para entrar e o preço e horário estão no site oficial Corri tudo em 1 hora porque quando ia começar um museu que eles tem ali, avisaram que já estava fechando – aliás, fui dos 5 ultimos a saírem, praticamente expulsos pelos seguranças.

A vista do castelo para o Loire é muito bonita, mas não é um castelo que marca pela beleza – mas a história dele é sem impressionante e, se tiver tempo, vale a pena ser conhecido. O sentimento de efemeridade perto de tantos e tantos séculos é indescritível. Fiquei 1 hora, mas poderia ter passado 2 ou 3 tranquilamente.

O Vale do Loire

O Vale do Loire

Cheverny e o segredo do Licorne

As aventuras de Tintin, dirigido por Steven Spielberg em 2011 é baseado em Tintin e o Segredo do Licorne – mal sabia eu que  iria conhecer o Moulinsart, castelo do capitão bêbado do filme.Mas antes…

Depois de Chenonceau, a esposa estava cansada e quis ir para ‘nosso’ castelo dormir um pouco. Deixei as 2 ali e resolvi acelerar para ver mais um castelo, quem sabe dois. O mais próximo era o de Cheverny, então fui para ele direto.

O castelo

O Castelo de Cheverny foi construído em 1624 por Phillipe Hurault, vendido, passado por diversas pessoas e 200 anos depois, em 1824, comprado novamente pela famíla Hurault, que abriu o castelo ao público em 1914. É o único castelo do Loire que ainda é habitado, e por isto parte do castelo não é visitável.

Como quase todos, o lado externo de Cheverny é muito bonito. Um grande gramado com altas árvores a direita e a esquerda do castelo. Mas além do externo, neste aqui as instalações internas também estão muito bonitas, bem organizadas e seguem um caminho bem especificado.

Cheverny

Cheverny

Sala de Jantar

Sala de Jantar

Quarto do bebê... igualzinho o da Isabeli

Quarto do bebê… igualzinho o da Isabeli

Brinquedinhos de época

Brinquedinhos de época

Tapeçaria

Tapeçaria

O quarto do rei - somente usado quando ele aparecia visitar

O quarto do rei – somente usado quando ele aparecia visitar

O Grande Salão

O Grande Salão

Talvez mantenham-se em melhor estado porque é proibido entrar na maioria dos quartos – nós temos que ver pelas portas… isto gera um aumento na fila, mas fica melhor conservado.

Os segredos do Moulinsart

Parte da fama de Cheverny se deve ao belga Hergé, que baseou o Moulinsart neste castelo. A única referência minha de Tintin é o desenho do Spielberg, mas ele tem muita história. Tintin é um detetive belga – ou melhor, uma HQ de um jovem detetive belga. É a mais famosa hq da região e há museus sobre ele, livros e muitos filmes que levam o estilo do personagem Tintin – por exemplo: Indiana Jones. Assim, junto com o castelo há também um pequeno museu chamado “Les secrets de Moulinsart’.

É bem curioso, porém tudo em francês, e com meu conhecimento do personagem sendo nulo, não entendi quase nada do que tinha lá de interessante – mas quem conhece/curte a história, vai se esbaldar.

Hadock e Tintin fugindo

Hadock e Tintin fugindo

Quarto de Tintin - olha ele lá no espelho.

Quarto de Tintin – olha ele lá no espelho.

O Licorne

O Licorne

Para terminar, há um jardim bem mais ou menos e um ‘pequeno’ canil.

Canil

Canil

Informações

O estacionamento é, como sempre, gratuito e bastante grande.

Entre ver o castelo, o museu e o canil, levei exatamente 1 hora. Mas eu estava com pressa, então dá para aproveitar mais tempo para conhecer o Parque atrás do castelo, entre outras coisas.

O castelo em si vale bastante a pena, principalmente por ser mais moderno e diferente dos outros, a ponto de achá-lo com o interior mais bonito de todos os que visitei – mas mesmo assim, acho que só se tiver tempo disponível.

Já o museu.. não digo que me arrependi porque foi muito rápido e até divertido, mas com certeza só vale se tiver tempo sobrando, ou se conhecer o personagem.

A entrada para o Castelo + Museu custou 13,50 euros. Mas somente o castelo, no site oficial marca 8,70. Também no site fala de shows de jazz noturnos, o que deve ser no mínimo interessante.

Castelo de Cheverny, fundos

Castelo de Cheverny, fundos

Chenonceau

Castelo dos castelos, o mais famoso de todos, o lugar mais comentado, fotografado e propagandeado do Loire. Este é o Castelo de Chenonceau

História

Também conhecido como O castelo das Sete Damas, Havia uma construção feita no século IX, que foi queimada em 1411, quando construíram o que hoje é o Chenonceau. Com um nome destes, obviamente está ligado a vida de 7 mulheres, sendo a mais famosa, a rainha Catarina de Médicis Diz-se que ela deu uma festa em 1560 para a rainha da Escócia para mais de 1000 convidados, durando vários dias.

Enfim: assim como outros, este castelo já foi lar de amantes reais e rainhas verdadeiras, sendo vendido e revendido. Na Primeira Guerra Mundial, chegou a ser uma enfermaria hospitalar, até que em 1951 foi restaurado e hoje é o Segundo castelo mais visitado da França, atrás somente de Versailles.

O Castelo

Mas e para o visitante? Posso dizer que por fora, o castelo é realmente lindíssimo. Já na chegada, caminha-se pelo meio de árvores altas e que dão todo um ‘clima’ ao lugar.

Chegando...

Chegando…

Castelo de Chenonceau

Castelo de Chenonceau

A vista dele para quem chega é de uma grande torre redonda e o castelo sedo protegido por ela.

Por dentro, temos alguns quartos que já foram habitados pelos reis, as sempre muito bonitas lareiras, a (enorme) cozinha e o grande salão que é a ponte sobre o rio Cher. Além disto, há várias obras que podem ser apreciadas, inclusive de gente como Tintoreto. Mas bonito mesmo é tirar fotos de dentro para fora, do rio e do pedaço do castelo que aparecer nestas fotos.

Dentro do castelo

Dentro do castelo

O Quarto das cinco Rainhas

O Quarto das cinco Rainhas

Vista do castelo

Vista do castelo

Saindo de lá, os jardins. Para quem sai, vá pela direita, que é o jardim mais bonito. Este é o Jardim de Diane de Poitiers, amante de Henry II, que viveu no palácio por um tempo. Vale a pena passear por ele, mas o que realmente vale é pela vista que se tem do castelo a partir do jardim.

Jardins vistos do castelo

Jardins vistos do castelo

A partir do Jardim de Diane de Poitiers

A partir do Jardim de Diane de Poitiers

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Pela esquerda, temos o jardim de Catarina de Médicis a esposa de Henry II que, quando ele morreu, expulsou sua amante Diane dali. Achei o jardim menos bonito, mas a vista do castelo também é excelente.

Vista do Jardim de Catarina de Medicis

Vista do Jardim de Catarina de Medicis

Estacionamento

O estacionamento do castelo é bastante grande e gratuito, e fica praticamente na entrada do castelo.

Alimentação

No próprio castelo há alguns restaurantes – e com preço não muito alto. Porém, as filas estavam enoooormes. Do lado de fora há um monte de barraquinhas vendendo sanduíches na baguete e crepes. Compre seu almoço e coma em um banquinho embaixo das árvores dali que vale como um ótimo picnic!

Com bebês

Assim com nos outros castelos, há várias escadarias aqui, portanto o carrinho é deixado do lado de fora. E cuidado ali, hein! Venta muito (ou ventava quando fomos) e vi uns 2 carrinhos sendo levados pelo vento – por isto desmontei o meu e deixei só apoiado, mas protegido do vento.

Mas não descarte o carrinho: a estradinha para entrar no castelo, e também seus jardins, são razoavelmente grandes e pode valer levá-lo, mesmo não podendo usar dentro do castelo propriamente.

Informações

Os Jardins do Villandry são ainda mais impressionantes, mas como castelo mesmo, concordo com todos: este é  “O” castelo a ser visitado. Para conhecer por dentro, vale de 1 a 2 horas, pois são vários aposentos cheios de história. E se tiver tempo, mais pelo menos 1 hora nos jardins. E há outras coisas que não vi, como um labirinto e outros jardins; quem puder ir, deve valer a pena.

Enfim: por dentro é muito bonito, com destaque para o “Quarto das cinco Rainhas” – mas bonito mesmo é olhar o castelo de fora. Isso sim vale a visita.

A página de preços no site oficial está fora do ar, mas pagamos 11 euros/pessoa. E este vai ser um ano especial para o castelo, que está comemorando os ‘500 anos de Chenonceau’. Aproveite, que deve ser inesquecível

Chenonceau - 500 anos de história

Chenonceau – 500 anos de história

No Loire com Grace Kelly

Estando no vale dos castelos, com uma concentração de grandes e pequenos castelos que só deve ter paralelo na Alemanha, não há como não ficar em um castelo por alguns dias.

O problema é que há muitos castelos que oferecem disponibilidade, dos mais diversos tamanhos e preços, e é bastante difícil escolher qual ficar. Para falar a verdade, este foi o último lugar que reservei de hospedagem, porque pelo valor a ser pago, tem que ser muito bom.  E por sorte, foi ainda melhor do que esperado. Ficamos no Le Chateau du Portail

Chateau du Portail

Chateau du Portail

Chateau du Portail

Quando for para um castelo, não espere aqueles gigantescos que você viu nos desenhos da Disney… este aqui tem somente 5 quartos, o estacionamento fica do lado de fora e é bem longe de qualquer coisa. Enfim, é um castelo ‘intimista’ – mas a média de 9,5 no booking, após 78 avaliações, dá uma ideia da qualidade.

Na verdade, o que faz realmente a diferença é o atendimento. O proprietário é um francês que ganhou dinheiro no ramo de joalheria, mas cansou um pouco da cidade e comprou este chateau há alguns anos. Como vem de uma família grande e viajante, ele mesmo decorou as diversas salas e quartos com coisas que comprou em suas viagens, ou que acabou ganhando de herança.

Estacionamento

Estacionamento

Uma das salas.

Uma das salas.

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Outra das salas

Outra das salas

O cara recebe pessoalmente todos os hóspedes, leva as malas pelas (muitas) escadarias e tem muitas histórias legais para contar.

Sendo sincero: quando cheguei, até estranhei o lugar tão pequeno, mas era tudo tão bonito, tão organizado, tão bem tratado que foi simplesmente perfeito. Tivesse condições, poderia ter ficado ali bem mais tempo. E se tivesse marcado somente 1 noite por ali, teria me arrependido amargamente.

Passeando pelo lugar há muita mobília antiga, um boneco chinês, vários potes de sal de diferentes partes do mundo (compramos um de sal do Chipre, que depois descobri ser considerado ‘sal gourmet’.. faz quase 1 ano e ainda temos uns 3/4 aqui), além de alguns quadros – incluindo 2 desenhos de Picasso e outros de gente menos famosa.

Nós ficamos num quarto construído numa torre do século 14. Dormir em um lugar construído há 600/700 anos… só isto já é motivo suficiente para se hospedar em um lugar deste 🙂

Quartinho do século XIV

Quartinho do século XIV

Vista do quarto

Vista do quarto

Grace Kelly

Como todo hotel, no castelo também há um monte de folhetos falando sobre a região – e num destes folhetos fiquei sabendo que aquele castelo em que ficamos era o “Castelo de verão” de Grace Kelly e Príncipe Rainier. Perguntei para o Claude(o dono) e ele confirmou. Se o castelo estava bom prá gente acostumada com estas coisas, acho que servia prá gente também hehe

Jardins do castelo

Jardins do castelo

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Piscina que a gente nem teve tempo de entrar

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Jantar

O café da manhã ali é muito, muito bom – e incluído na diária. Mas você pode também reservar a janta, por 100 euros o casal – é caro, mas ‘quem está na chuva’ – reservamos e não nos arrependemos.

Os produtos são da própria chácara que o cara possui, inclusive a carne. Uma refeição de 3 pratos + sobremesa que começa com caviar belga sem dúvida não pode dar errado. (aliás: foi somente a segunda vez que comi caviar, e como não havia gostado na primeira, me surpreendi gostando tanto deste).

Eu odeio vagem, e o prato principal foi frango com… vagem(com um nome todo pomposo para isto). Sei que o tempero estava tão bom que praticamente rapei o prato 🙂 Algo a base de champignon que estava ali ajudou também. Sem dúvida, a melhor refeição da viagem toda – pena que as fotos tiradas ficaram todas tremidas..

Prontos para jantar

Prontos para jantar

Com bebês

Tivemos um bercinho no quarto para a Isabeli. Para banho havia uma banheira enorme prá gente… e ela ainda conheceu seu primeiro cachorrinho por lá. Achei curioso que um dia fiquei mais de hora conversando com o Claude e ela ficou quietinha no colo, só ouvindo a gente falar 🙂

A única desvantagem

Ok, tudo perfeito.. nada de errado? O chateau fica há uns 30 minutos de Chenonceau ou Chambord, mas ele é um tanto afastado de tudo. Assim, para sair de noite por exemplo, pode ser um pouco complicado(mais um motivo para jantar ao menos 1 noite por ali mesmo).

Além disto, sem carro acho que fica bem difícil, mas no dia que estávamos saindo, o pessoal estava indo buscar na estação de trem um casal que ia ficar ali e não tinha carro, então para tudo se dá um jeito 🙂

Preço

E quanto ficou cada noite em uma torre de 600 anos em um castelo no Loire? 189 euros/dia, o que deu pouco mais de 400 reais a diária. Pode parecer caro, mas… qualquer hotel mais ou menos em São Paulo ou no Rio de janeiro cobra mais do que isto (o Hilton passa dos 800)!  Assim, para completar foi um excelente cust0-benefício.

Há muitos castelos por ali, mas se algum dia voltar para a região, este será sem dúvida a primeira opção. O site oficial é este e estes dias recebi um email com fotos dele totalmente coberto de neve – lindo demais também.

A janela do nosso quarto...torre protegida pelas plantas.

A janela do nosso quarto…torre protegida pelas plantas.

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