Blogagem Coletiva – Umas com tanto, outras com nada…

Semanas atrás, numa tweeting conversation entre a CláudiaNatalieCarinaPatriciaCarmem e Marcie, surgiu a ideia de listar os lugares que cada uma considerava “viu-tá-visto”. Aí a conversa evoluiu e decidiram fazer também uma segunda lista – com cidades ou países para onde voltariam sempre. Como a idéia parecia boa, uma comentou aqui, outra comentou ali… no fim,  a notícia se espalhou e conquistou dezenas de adeptos. Diante disso, decidiu-se fazer uma blogagem coletiva.”

Honestamente? Nem tenho acompanhado tanto assim o twitter, que foi onde se originou tudo. Não conheço nem 1/3 do que a maioria do pessoal destes blogs, mas gostei da brincadeira 😀

Faço minhas listas rapidinho – certeza que se fizesse outra daqui 1 semana teria resultado diferente hehehe

VOLTARIA  UMA, DUAS…, MIL VEZES

Rio de Janeiro

Fui poucas vezes prá lá, mas aqui do lado de Sampa está um dos lugares mais deliciosos do mundo: O Rio é um lugar maravilhoso… só de chegar na cidade parece que muda o sentimento: sai o stress, entra a vida boa, o jeito tranquilo, as praias maravilhosas. Fora a vista do Corcovado, das coisas mais lindas do mundo.

Nova York

Nunca tive vontade de viajar para os EUA, mas como a esposa e a mãe sempre quiseram, acabei indo em 2009 – e o tempo inteiro sonho em voltar prá lá. Que lugar posso ver tantos espetáculos, teatro, cinema, as luzes de times square, 5. avenida e principalmente: tanta gente de tudo que é lado? Mudaria prá NY feliz da vida hehe

Cusco

Antes ou depois da Trilha Inca, Cusco é para ficar muito tempo… Tem o clima totalmente descontraído lotado de mochileiros do mundo todo, tem uma história sangrenta e ao interessantíssima da sucessão de povos que dominaram aquele lugar, todos usando como templos para suas divindades. Tem os vários lugares turísticos em toda a região. E principalmente: tem Machu Picchu e a Trilha inca, que quase morri prá fazer há 7 anos (e hoje nem penso na possibilidade de tentar), mas que ao término é um sentimento de conquista colossal.

Praga

6 dias por lá e saí triste por ter ficado pouco tempo. A história milenar é impressionante e o centro histórico é algo lindo, onde podia passar horas sem fazer nada, só olhando o vai-e-vem de turistas.  Cidade favorita das (poucas, por enquanto) que conheci no velho continente, é magnética e deu dor no coração na hora de voltar.

Copacabana

Não, não é o bairro do Rio de Janeiro, mas a cidade boliviana onde fica o Titicaca. 1 noite na Ilha do Sol é daquelas experiências de mudar a vida. Começa por uma caminhada em meio a ruínas que tem alguns séculos, seguida do pôr-do-sol mais impressionante da vida, num lugar onde estávamos somente 4 pessoas. A noite, quase nenhuma luz, tendo aquela imensidão do lago( que parece mar) e no fundo uma tempestade de raios atingindo o cume de uma das altas montanhas dos Antes. Dos lugares mais impressionantes do mundo…

Salar do Uyuni

Outro daqueles lugares difices de chegar, ou vai pelo Atacama chileno, ou pelo Altiplano Boliviano. Mas os 3 dias no Salar mostra um dos lugares mais dificeis de se viver, mas mais incríveis de se conhecer. Natureza impressionante, de embasbacar e fazer sonhar

Uma vez tá bom demais

La Paz

Primeira cidade que pus os pés fora do Brasil, La Paz é uma cidade que encanta em suas diferenças – o favelão nas montanhas, que na verdade é proposital. A pobreza que faz sentir que somos ricos aqui no Brasil, mas o povo que é encantador e tem maravilhas naturais que, fossem bem exploradas, poderiam levar muitas melhorias para a cidade. Amei La Paz, tenho vontade de voltar, mas não acho que seja necessário mais de 1 vez para conhecê-la

Lima

Em 2004 Lima estava longe de ser uma das principais cidades da América do Sul. É uma cidade grande, que em muitos aspectos lembra São Paulo. Tirando o centro histórico e (nos últimos anos) alguma coisa gastronômica, Lima não tem lá tanta coisa assim para se fazer.

Colônia del Sacramento

Cidade uruguai perto de Buenos Aires que é uma graça em seu centrinho histórico português, mas que 1 visita já é o suficiente para se conhecer.

Filadélfia

Sempre que tem história, gosto do lugar – e aqui não foi diferente… Philly, como centro da independencia americana, tem muita coisa para contar e é cidade obrigatória a partir de Nova York, mas por mais que tenha gostado bastante do lugar, 1 vez é o suficiente.

Nazca

As linhas são realmente impressionantes, o cemitério é algo surreal e mesmo os acuedutos tem seu (alto)interesse, mas me senti numa cidade fantasma de filme de hollywood, onde o pessoal tenta tirar seu dinheiro a qualquer custo. É muito interessante conhecer, mas se mande em seguida para outro lugar.

Mendoza

Famosa pelos vinhos, esta cidade tem no Aconcágua um dos lugares mais lindos, e na fronteira com o Chile uma estrada impressionante. Gostei do lugar, mas ali é para ir 1 vez que está ótimo

Tem muitas mais que poderia citar na lista, mas principalmente: há várias cidades que 1 vez só é suficiente para conhecer (Cracóvia, Varsóvia, Budapeste, Arequipa (PER), Washington DC). Cheguei a pensar em incluí-las na lista, mas só de lembrar delas já fiquei querendo visitá-las novamente, então melhor deixar prá lá, pq 1 vez para elas também, mas que dá vontade de voltar, isso dá  🙂

 

Alguns dos blogs participantes….

Abrindo o Bico

Agora Vai Mesmo

Aprendiz de Viajante

Área de Jogos da Dri

Big Trip

Blog da Nhatinha

Boa Viagem

Caderninho da Tia Helô

Colagem

Cristomasi

Croissant-Land

De uns tempos pra cá

De volta outra vez

Dicas e Roteiros de Viagens

Dividindo a Bagagem

Donde Ando? Por aí.

Dri Everywhere

Filigrana

Flashes por Si

Guardando Memórias

Inquietos Blog

JB Travel

Jr Viajando

Liliane Ferrari

Ladyrasta

Mi Blogito

Mala de Rodinhas e Necessaire

Mauoscar

Mikix 

Olhando o Mundo

O que eu fiz nas Férias

Pela Estrada Afora

Pelo Mundo

Psiulândia

Rezinha Por aí

Rosmarino e Outros Temperos

Sambalelê

Senzatia

Sunday Cooks

Turomaquia 

Uma malla pelo mundo

Uno en cada lugar

Viagem pelo Mundo

Viaggiando

Viajar e Pensar

Viagem e Viagens

Acompanhe discussões e novos posts em tempo real pelo Twitter, usando a hashtag #1tanto1nada

Praga – geral

Mais cara que todo o restante da viagem, exceto Madrid, Praga vale cada centavo investido. Como já disse no começo: foram 6 dias excelentes que poderiam ser todos passados inteiramente na cidade, mas os bate-volta são a “cereja” para completar a festa – principalmente Cesky Krumlov. Penso que um mínimo em Praga seriam 3 dias e outro para Cesky, e seria meio corrido… porque é o tipo de lugar em que você pode ir de dia e depois de noite também nos mesmos pontos que vai valer a pena!

Câmbio

Hoje está R$ 1,00 = CZk 10.56 – (Coroa tcheca , ou Koruna)  Durange a viagem, era mais fácil dividir tudo por 10 que dá mais ou menos o valor correto

Hospedagem

Comentei laaaaaa no início dos posts sobre Praga, mas relembro: como ia ficar bastante tempo, preferi ficar sozinho – e hostel sozinho no centro da cidade é praticamente impossível, ou caríssimo. Assim, depois de muito procurar, encontrei no http://www.hrs.de  este hotel em que fiquei por 19 euros a diária, quarto só prá mim com banheiro, café da manhã (ok, este não gostei muito) e até televisão. Não ficava exatamente no centro, mas o tram era na frente do hotel, e em 20 minutos estava lá no centro. Além do mais, tem um shopping bastante próximo, que podia servir para alguma emergência (como comprar outra mochila pequena, mais barata e bem melhor que a minha, quando a que levei rasgou na última semana) e também para um lanche a noite.

Transporte

O transporte é bem decente:  são 3 linhas de metrô que cobrem uma boa região e todas interligadas, mas o principal são os trams, que levam a absolutamente todo lugar. Dentro destes bondes você tem os mapas de todas as paradas dele, e em cada uma das paradas há uma tabela com todas as linhas que passam ali, e todos os horários de cada uma destas linhas – aqui não são tão absurdamente pontuais quanto em Viena, mas também foram poquíssimos os atrasos e nunca deve ter passado de 2 ou 3 minutos. O que precisa cuidar é que há linhas que só funcionam entre 10 e 17 horas.

O site de transporte público é muito bom e acessando http://idos.dpp.cz/idos/connform.aspx?tt=pid&cl=E5 você coloca sua origem e destino e tem até mesmo qual o próximo horário em que é esperando bonde ou metrô, dando as várias alternativas.

Uma história divertida foi quando estava esperando a noite no ponto e ao abrir a porta sai um cachorro enorme (parecia um cavalo) completamente sozinho – uns 2 ou 3 segundos depois saiu o que devia ser o dono, o que foi uma situação bastante divertida (e pensando agora, meio irresponsável também hehe)

O unico problema é a parte de tickets: assim como nos outros países, você compra seus próprios tickets com moedas em máquinas perto dos pontos. Tem tickets para viagem de até 30 minutos, até 75 e  ticket de 24 horas, que raramente valem. Tem uma explicação detalhada aqui e como sempre: compre o tal do ticket. Em 6 dias lá somente 1 vez chegou um agente me pedindo para ver o bilhete, e achei o máximo quando uma menina do meu lado sacou o smartphone onde o guardinha pôde ver o aplicativo com a validade do bilhete(e vejam no link acima que comprando por sms o ticket vale por mais tempo). Detalhes: 1) O carinha que via os tickets surgiu do nada, totalmente a paisana e quase escondido… ele chegava do seu lado, mostrava o ‘distintivo’ bem discretamente e vc só tinha que mostrar o ticket – isto para ninguém saber que ele estava no bonde; 2) logo depois que viu o meu, tinha um lá que não estava com o ticket.. conversa vai, conversa vem e logo chega outro agente, um grandalhão nada discreto, e os 3 descem para ‘conversar’; ou seja: vai usar transporte público, compre o bilhete.

O bilhete turístico só vale se você for usar muito: o de 24 horas precisa usar transporte pelo menos 4 vezes para valer a pena, e o de 3 dias é mais caro que comprar 3 de 1 dia (vai entender…). Além do mais, se você ficar hospedado ali no centro só vai usar transporte publico para ir até o Castelo (isto se não for a pé, já que do centro não é tão longe assim) e para as estações de trem para bate-e-volta.

Táxi é um problema sério em Praga e todo mundo fala que é melhor manter distância…

Estação de Metrô

Alimentação

Muito da comida alemã (ou austríaca) e um tanto de húngaro, o prato que mais gostei foi o svícková: rosbife com um creme adocicado, normalmente com uns pãezinhos brancos bem gostosos. É um pouco diferente, mas vale a pena. No geral a comida tcheca é boa e se come bem em Praga sem pagar absurdos por isto (média de 250 a 300 CKz) . Obviamente, quando mais perto de pontos turísticos mais caro fica… e Praga é mais cara que outras cidades.

Svícková

Também há bastante goulash (uma que pedi particularmente acebolada.. .deu até medo) e muita linguiça, de tudo que é tipo – a ponto de em pouco tempo dar enjoo só de ver; e quem bebe basta só lembrar que está ao lado da cidade de Pilsen, onde foi inventada esta cerveja 😉

O prato mais acebolado que já vi...

Quem gosta de chocolate, há dezenas de tipos diferentes de Milka, que comprei num supermercado prá trazer prá casa até dizer chega…  e tem um doce um pouco diferente (foto abaixo) mas que vale experimentar, que encontrei somente nas escadarias do castelo em Cesky Krumlov e em Karlstejn – mas imagino que haja em outros lugares.

Do doce só sobrou o cartaz…

Seguindo viagem

Para chegar ao aeroporto, creio que o mais recomendado é pedir um shutle, que não é assim tão caro – há um post bem detalhado lá no viajenaviagem, como sempre 😉 Como eu estava próximo ao tram, usei transporte público mesmo até uma das saídas do Airport Express (sai de albumas estações do metrô), que foi até rápido.

A viagem sairia de Praga às 11h30, chegando em Madrid 14h35 e custou 1621 czk + 1213 Czk de taxas. Total = 116 euros (sim, é um pouco cara…) pela Wizzair.  Se for pegar este voo, compre a passagem logo e chegue cedo ao aeroporto: são poucos voos por semana, então lota bastante.

Mais uma vez o voo atrasou bastante (prá mostrar que não somos os únicos) e como havia aprendido, entrei praticamente por ultimo, para pegar lugar na primeira fileira (não entendo porque o povo não gosta dela…). Voo tranquilo, no meio do caminho o piloto nos avisa que estamos passando por Mont Blanc (que não estava branco) e seguida direto para Madrid, onde ia ficar pouco mais de 24 horas antes de voltar prá casa… e assim acaba a festa no Leste europeu.

 Upgrade: Fotos de Praga aqui

Praga by night

Antes que se empolguem, não lembro de ter escrito nada sobre baladas por aqui, então quem procura isto eu sinto muitom mas o caso é que nunca fui baladeiro, então não é bem esta a ideia… Prá não falar que não pensei, em Budapeste há um cargueiro ucraniano que virou discoteca ou algo do gênero, e é famosíssimo – este eu pensei seriamente em ir, mas faltou coragem hehe

O que ocorre é que Praga tem ainda mais opções de programas culturais noturnos que Viena, a capital da música clássica. São programas que dificilmente faria em casa, mas estando numa terra que respira clássicos, onde Mozart também viveu e fez diversas apresentações, onde a ópera e a música são parte vital da história; não tem como escapar de algum programa destes, então passo aos que acabei escolhendo:

ESTATES THEATRE

O que mais eu queria era o show de marionetes, particularmente Don Giovani. Assim, quando vi que este teria ‘The Best of Mozart’ citando Don Giovani, comprei a entrada. Haviam 3 preços e comprei o mais barato.  Mas lendo mais sobre o lugar, percebi que não era bem aquele o programa que eu queria ver… tinha comprado é para a Ópera Nacional. Mas como diria o filósofo : “Quem está na chuva é prá se queimar“, então lá fomos.

O Teatro é gigantesco.. as Óperas de Viena e Budapeste são muito mais suntuosas, e o Estates Theatre de Praga tem estofados gastos e tals, mas a história do lugar é sempre facinante. Esta sala inclusive tem participação no filme “Amadeus”, pois quando Mozart teve problemas em Viena, foi convidado a estrear algumas de suas peças em Praga  – nesta aqui mesmo ele estreou sua peça Don Giovanni em 1787.

Estates Theatre

O programa eram 3 pessoas tocando instrumentos de sopro, e um casal cantando diversas músicas. Algumas eram somente tocadas, outras solos e as melhores envolviam todos. Como era “The Best of Mozart” creio que valeu bastante o ingresso – ainda que por ser lááááááá em cima (quem mandou pegar o mais barato) tinha que se debruçar para ver as performances.  O bom é que foi só chegar lá e comprar o ingresso; os lugares são por ordem de chegada e vc escolhe onde quer ficar, desde que dentro do seu andar.

O melhor de Mozart

Imagine Mozart dirigindo suas peças...

Não era exatamente o que eu pensava em ver, mas foi muito bom. 690 CZk Detalhe divertido é uma estátua do lado de fora – não sei bem o que é, mas depois de pensar em Dementadores (de Harry Potter), outro mochileiro que passava lá encontrou o certo: é um Nazgul!

Nazgul

SPANISH SYNAGOGUE

Como disse neste post, nada como terminar o dia de caminhada em Josefov indo ver uma apresentação dentro da Sinagoga Espanhola. O tempo entre o fim do seu passeio e a apresentação pode ser aproveitado ali mesmo, ou passeando no centro que é perto.

Para a apresentação eles colocam as cadeiras todas, tiram alguns temas de museu e temos ali um grupo de gente tocando. A programação esta em http://www.jewishmuseum.cz/en/acultsp.php e eu peguei o “Best of Gershwin”, que contém vários de seus temas usados em musicais da broadway ou filmes de Hollywood. É 1 hora de uma apresentação que poderia ser mais empolgante, mas creio que valeu a pena. Só pena que daqui não houve como tirar fotosFicou em 700 coroas.

A FLAUTA MÁGICA

Como escrevi, o teatro de marionetes é o mais famoso dos diversos ‘shows’ que há em Praga, sendo o mais famoso a apresentação de “Don Giovanni” pelo National Marionethe Theater, cujo site fica aqui. Desde 1991 já apresentaram mais de 6000 vezes a peça. Porém, toda quarta feira é encenada outra famosa ópera de Mozart: “The Magic Flute“. Como encontrei o teatro justamente na quarta feira, já comprei meu ingresso na hora, por 690 CZk

Eu não sei o que esperava quando lia “Teatro de marionetes”. Provavelmente algo nos moldes de uma caixinha com alguém puxando os fios, ou aqueles bonecos de pano nas mãos das pessoas… o que eu não esperava é a grandiosidade do que é apresentado. A ópera é tocada em alemão mesmo e os atores que puxam os bonecos (que são grandes) participam ativamente da peça andando, fazendo gesticulações, brincando com os personagens de uma maneira singela que faz tudo ficar simplesmente maravilhoso.

A história que eu imaginava, depois vi que não tinha entendido lá muito bem – mas mesmo não entendendo tudo o que se passava, os 90 minutos ali foram muito especiais. Tenho poucas fotos, então as 2 primeiras são minhas e as restantes tirei do próprio site deles. Também encontrei este video no youtube

The Magic Flute

Bye marionetes...

 

As próximas são sempre do site deles...

Infelizmente, não vi Don Giovanni porque o único dia que tive para isto deu uma preguiça lascada no fim do dia (era o último dia no país, estava meio preocupado pela alergia ter voltado e tals), mas não ter ido ver é um dos maiores (ok, provavelmente o maior) arrependimento da viagem. A Flauta foi simplesmente ótima e imagino então como seria com o principal ‘produto’ deles.

OUTROS

Há diversas outras apresentações, como o Black Light Theater, que falam ser também bastante interessante, mas não deu para ir. Vale acessar http://www.theaterinfo.gr/theater/pressrelease/2/index.html e ver as muitas propagandas de genéricos disto quando estiver por lá.

INCEPTION

Ao contrário dos programas anteriores, cinema tem em todo lugar – mas onde mais eu poderia dizer que vi cinema com legenda em tcheco? Tudo bem que um filme rápido e não tão simples quanto “A Origem” talvez não seja o mais recomendado prá gente ver sem entender a legenda, mas ainda assim sempre tento passar no cinema, que prá mim é a soma do agradável (o filme) com o mais agradável ainda (em outro país). Assim, como bom cinéfilo eu tinha que ver algum filme, ainda mais com um multiplex bem pertinho do hotel – valeu pelo filmaço (meu favorito de 2010) e também pelas revistinhas  do cinema, onde a gente se sente criança, por não entender nada e ter que se contentar com as figurinhas 🙂   Entrada no cinema: 160 Czk.

Esta última foto não tem nada a ver, mas o lugar é meio assustador quando se está passando sozinho – creio que está do outro lado da Town Hall e passar ali com pouca gente me fez pensar em Blade com mais um pouco de cinema…

Esperando pelo vampiro...

KARLSTEJN

Já havia comentado, mas foi no dia anterior  que voltou a complicar por causa daqueles bichinhos de Cracóvia – os braços começaram a coçar, e a noite lá no hotel foi terrível, a ponto de achar que havia algum inseto na cama (o que óbviamente não era o caso).

Tudo isto me fez repensar muito nos planos para o último dia em Praga, mas de manhã reli um pouco,  olhei fotos e depois de pensar, ficou a pergunta: quando terei outra oportunidade desta?  Por mais que esteja meio complicad, tem que ir, né! Assim, reuni um pouco de coragem para ir até um dos castelos da redondeza, o de Karlstejn

CHEGANDO

Para ir até o castelo, pode pegar o trem tanto da estação principal quanto de Smichov. Foi dificil me entender com a tiazinha do caixa, mas colocando números num papel e falando o nome do lugar várias vezes, acabou saindo. O trem estava em cima da hora (sai de hora em hora), mas nada que uma corrida não resolvesse 😉 O trem você pega até Beroun, e parece trem de linha com gente subindo e descendo toda hora – são somente 45 minutos até lá e a passagem ida-e-volta ficou em 73 coroas.

Chegando na cidade, vá seguindo o povo, porque você está a uma distância razoável do castelo. Somente depois de atravessar uma ponte sobre o rio aparecem placas para indicar que está seguindo no caminho certo. Pouco depois destas placas chega-se à cidade, que na verdade é uma vilazinha.

E esta pequena vila é uma graça: 1 rua central, diversas casinhas bonitas e de tempos em tempos passa alguma charrete, que você pode pegar para subir até o castelo (a subida é bem pesadinha…). Nas casas, repare nas ‘pontes’ que servem para entrar em casa e também de garagem, pelas quais passa uma canaleta com a água, que segue até o rio. Mas logicamente, o mais bonito é o Castelo, lá em cima vigiando tudo.

 

A enorme cidade

 

Detalhe das pontes/garagem

A melhor visão do castelo é a de baixo

KARLSTEJN

A subida até o castelo é razoável, mas mesmo cansando vale muito a pena. Lá em cima, passe por todos os lugares e veja a beleza que é o vale, pensando na visão perfeita de torre de vigia que tem-se ali, que explica perfeitamente porque este lugar foi construido, em 1348, com o único objetivo de guardar os tesouros reais, principalmente relíquias religiosas e as jóias da coroa.

Há 3 tours diferentes no castelo e vale pesquisar sobre todos eles, que podem ser reservados com antecedência no site. Eu, como não estava querendo enfrentar a fila (como é muito perto de Praga, é bem cheio), fiquei só dando voltas por ali que já foi o suficiente. Sem o tour, uns 30 minutos já dá para começar a descer.

 

Vista a partir do Castelo

Estava meio sem vontade pela manhã e ainda bem que mudei de ideia, porque valeu muito.

 

Voltando...

“CRUZEIRO NO VLTAVA”

Como não fiz passeio no Danubio, queria aproveitar ao menos aqui, mas sozinho não queria um daqueles passeios cheios de casaizinhos, então como cheguei cedo peguei 1 que fica bem no inicio da Charles Bridge, onde um povo fica oferecendo estes passeios básicos.

Comprei e desci meio desconfiado para o embarcadouro, entrando num barco bem menor que os outros – e o passeio surpreendeu positivamente 😀 Ficamos uns 40 minutos, e por o barco ser pequeno ele vai até alguns lugares que os outros não vão. Gostei bastante, e foi ótimo para terminar o passeio no Ponte de maneira diferente, agora por baixo.

 

Passando por baixo da ponte

 

Isso sim é barco...

Detalhe são as diversas mensões às enchentes gigantescas.. olhando a altura que apontam, não dá para imaginar. Para terminar, ainda valia entrada gratuita para o museu da ponte, que era ali pertinho.Como falei no post da ponte, o museu é só ok – mas do jeito que ficou, pareceu ser de graça, então foi ótimo hehehe.  Valor total: 290 CZk (sim, é meio carinho…)

Adiós...

PRÁ TERMINAR

Como ainda era dia, fui passar uma última vez no centro histórico, que tinha terminado a restauração da Torre – que ficou obviamente ainda mais bonita. Ultima vez vendo os bonecos passando na hora cheia. O pessoal da cidade sabia que era meu último dia e resolveu colocar em vários lugares da cidade grupos com danças folclóricas (acho que polonesa). Sem dúvida, uma bela homenagem 🙂   Até que cansei de ficar com o braço inchado e passei gastar uma pequena fortuna na farmácia – “Nem tudo é perfeito”.

 

A Torre do Relógio agora totalmente restaurada

Festa de despedida - obrigado pela homenagem

Nos ultimos posts, quero passar aquele meu ‘geral’, mas antes comentar as opções da Vida noturna de Praga – e não estou falando de baladas…

Cesky Krumlov

Depois de finalmente terminar o curso do SQL, de terminar a primeira parte da reforma da casa, e passar metade do domingo esfregando o quarto prá tirar o cheiro de removedor, vamos a um dos pedaços finais da viagem em parte do antigo Leste Europeu 🙂

Junto com Carcassone na França, e a Rota Romântica na Alemanha, Cesky Krumlove é a cidade que mais ouço falar como “De contos de fadas”. E realmente é uma maravilha esta cidade…

COMO CHEGAR

Para chegar lá, há várias maneiras. Uma das que me pareceu mais interessantes foi ir de Viena direto para lá, passar a tarde, pernoitar e só no dia seguinte embarcar para Praga. Há detalhes bem legais aqui sobre como fazer isto usando fretado. Se tiver mais tempo, pode até aproveitar e conhecer Linz, na Áustria.(Update: Na verdade, o link aí é sobre Cesky propriamente dita – o post correto é  este, no final da parte de Viena. )

Porém, pelo meu roteiro acabaria chegando em Krumlov num domingo e teria a segunda para conhecer a cidade, justo o dia em que algumas atrações são fechadas. Assim, depois de muita pesquisa, e contra a recomendação de mentes mais sensatas, fiz um bate-e-volta a partir de Praga mesmo: 3 horas para ir, outras 3 para voltar…

A partir de Praga dá para ir de trem, porém este envolve trocas de trem em Cesky Budejovice (que dizem ser um lugar legal também) e a estação fica longe da cidade. A outra opção é o ônibus, que é necessário comprar com antecedência porque o que fui saiu lotado e voltou lotado também. Comprei em http://www.studentagency.eu/ A saida fica no terminal Na Knizeci e o tram 9 saía direto da frente do hotel até lá, e de metrô fica próximo a estação ANDEL. Comprei a ida as 9, com previsão de chegada as 12h00, para voltar às 19h00, assim teria o dia todo para aproveitar o lugar. O bus é bem confortável e os atendentes falam tcheco e inglês (devia ter quase só turista ali), Dormi a viagem toda,então foi rapidinho hehe Lá na cidade, a parada é bastante próxima: é só seguirmos para uma ponte que de longe já vamos vendo um pouco.

Entrando na cidade..

 Mas é ao passar o portal que realmente parece que estamos em outro mundo, um mundo que parou no tempo, há alguns séculos… Vindo por ali, você já pode seguir direto para o Castelo, construido no século 13 e onde, após passar o povo vendendo um monte de coisas, chega-se a um fosso, que estava super lotado de gente vendo um urso brincando com um barril. Para ficar realmente um castelo medieval, só faltava a ponte ser levadiça!

Urso e seu barril, prá alegria da criançada

TORRE

Logo em frente tem a Torre do Castelo, que apesar de um pouco bagunçada (por estar também em restauração) tem uma vista impressionante da região. Dá para ver bem o Rio Vltava que circunda a Inner Town, a cidade velha, e enquanto todos pensavam em cidade de contos de fadas, eu pensava mais naqueles filmes de Guerra Medieval, imaginando a torre cheia de vigias e arqueiros se preparando para atirar nos invasores. Mas independente dos devaneios que a gente veja,  esta subida é obrigatória!  Detalhe legal é também ficar vendo um caiaque após o outro passando com o pessoal no rio lá embaixo… principalmente os que viravam hehe

O fosso - só faltava a ponte ser levadiça...

Cesky Krumlov

O Rio Vlatva circunda todo o centrinho histórico…

INNER CITY

No Castelo, há 3 tours guiados que podem ser feitos, todos durando aproximadamente 1 hora e que pode ter seus detalhes vistos em http://www.castle.ckrumlov.cz/docs/en/atr3.xml, com o preço individual e também familiar, que dependendo da quantidade de pessoas, vale bem a pena

Peguei o tour 1, porque visitava os apartamentos mais antigos, da época da renascença. Como só havia horário para mais tarde, desci pela escadaria até a chamada Inner city, o pedaço da cidade que é praticamente uma ilha circulada pelo Vltava e onde ficam o restante das atrações do lugar.  Na verdade, nem tem tanta atração assim ali no centro. Fala-se no Egon Schiele Art centrum, o Regional Museum e St. vitus Cathedral, entre outras coisas – mas acabei não entrando em nenhum, pois a cidade basta por si mesma.

Inner City

A cidade é Patrimônio da UNESCO

Para almoço, fui em um lugar ali no centro mesmo e na hora de sair estava começando uma bela chuva, o que teve um efeito inesperado… ao subir novamente as escadas para o castelo, aquele monte de gente descendo e subindo pela escadaria um pouco suja e com barro por causa da água deu a impressão ainda maior de cidade da idade média, então até a chuva colaborou neste dia 🙂

HRADCANY

Relembrando que Hradcany é Castelo. Pegar algum dos tours (qualquer deles) é muito recomendado e é uma pena que mais uma vez não havia como tirar fotos… do tour 1 o que mais gostei foi a sala das carruagens, mas mas muita gente adora as porcelanas asiáticas, que ainda hoje são caríssimas, então imagine-se naquela época, quando tinham que vir de barco de tão longe. O final é num grande salão de festas, que ainda hoje recebe alguns concertos (e quem for pernoitar na cidade, verifique horários porque deve ser algo inesquecível

Após o tour, siga para os ‘fundos’ do castelo em direção aos jardins, passando por um lugar chamado “Most na Plasti“, que é um corredorzão com mais uma vista linda (mais uma) da cidade.

Mais uma vista da cidade...

Os jardins ao fundo são bonitos, mas não se comparam as dos de Viena, ou mesmo ao do Castelo de Praga. O divertido foi que lá no fundão tinha uma parte fechada ao público de onde de tempos em tempos tocava uma música alta e passava um monte de gente gritando, se ouvindo em seguida o barulho de espadas e lanças – não sei o que gravavam/ensaiavam, mas não tem lugar melhor para este tipo de coisa que ali.

Jardins

Como ainda tinha umas horinhas, desci por uma rampa perto dos jardins mesmo, que passa por baixo do Most Na Plast (e só passando ali para ter uma ideia melhor da dimensão daquilo) – só cuidado que há 2 caminhos: após sair pela esquerda na parte baixa do jardim, a primeira saída a direita vai direto para baixo deste ‘boulevard’, mas logicamente eu preferi ir direto para ‘ver onde vai dar’ e deu foi na estrada e num enorme estacionamento, assim se resolver ir práqueles lados, saia logo na primera 😉

Most na Plasti

D ali nas pontes dá para ficar um bom tempo vendo o pessoal passando nos caiaques. Como não estava preparado para me molhar (e a chance disto é grande), ficava mais torcendo para quem passava virar 🙂 – ok, era pura inveja mesmo…  Vale a pena ficar passeando entre as pontes, só olhando a miríade de turistas (e vá preparado, porque somos muitos!!).

Povo se aventurando nos caiaques, e a gente torcendo prá cairem...

Mais um tempo pela cidade e antes de ir embora, parei num dos cafés a beira do rio… só queria passar um pouco o tempo, então pedi uma panqueca, mas veio este pratão enorme, perfeito para terminar o dia totalmente açucarado (não contem prá médica) numa cidade que é maravilhosa, mesmo sendo o lugar mais lotado da viagem.

Pedi Palacsynt, veio este monte de coisa... tava uma delícia!

Para voltar, o ônibus sai do mesmíssimo lugar onde chegou – há um ponto no sentido contrário na avenida, mas não é aquele; o ponto é o mesmo da chegada. Mais 3 horas e estamos em Praga.

RESUMO

Apesar do medo de ser um bate-e-volta pesado, afinal foram 6 horas na estrada, foi bem tranquilo. A ida e a volta foram basicamente dormindo no ônibus e o dia foi bastante completo, compensando demais o passeio. A cidade é maravilhosa e mesmo Praga já sendo demais, 1 dia em Cesky é algo totalmente inesquecível – e como disse, mesmo a chuva não chega a atrapalhar (ok, choveu só um pouco naquele dia…). O que precisa é reservar a passagem antes de ir até Praga, e lá em Cesky´.

Quem não gostar de chegar as 22h00 em Praga, pode sair no ônibus das 17h00 de Cesky que já terá tido tempo de conhecer tudo (especialmente se for no inverno) – mas estas 2 horinhas a mais, onde eu basicamente não tinha nada a fazer exceto passear pelo rio, sem nenhuma ‘obrigação’. E dos lugares em si, o que vale mesmo é o Castelo: faça algum dos tours (veja nas descrições qual o seu preferido, ou faça mais de 1), depois suba até os jardins, desça lá por trás para voltar ao centro passando pelo boulevard. Enfim: aproveite, que este será um dos pontos altos da viagem!

Ah sim: não consegui resistir e coloquei este monte de foto, mas quem quiser ver mais ainda é aqui

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