Voando com bebês

Isabeli e sua malinha…

Lista de remédios da pediatra: check;
Leite em pó: check;
Mochilinha com algumas fraldas e mamadeiras: check;
2 trocas de roupa para a mamãe, umas 3 para a filhota e mesmo uma camiseta pro pai: check.
Assim, umas 4 horas antes do voo, já estávamos no aeroporto, para evitar qualquer problema! Mas claro que surge o primeiro problema, no check-in:

-<atendente>Fizeram reserva de berço?
-<eu>O cara que me vendeu a passagem, numa loja TAM, disse que ia fazer
-<atendente>não está feita. Custa U$ 120,00
-<eu> Cuma?
-<atendente> Além disto, não temos mais lugar junto e vocês vão ficar separados!
-<eu>É pegadinha, né?

O diálogo não foi exatamente este, mas o sentimento foi parecido: sempre li sobre os bercinhos que estão disponíveis para os bebês, e se eu paguei 10% da passagem, era óbvio que teria o bercinho…mas que nada: além dos 10%, ainda tive que pagar esta tarifa – na ida e na volta! Tem a ver com o fato de berço ter que usar um dos chamados “Assento conforto”, que tem mais espaço.

Não sei se é nova a cobrança, mas foram 120 dólares na ida e 60 libras na volta – o que dá uns R$ 440,00 no total: Dá para comprar um berço novo com este valor! Chegamos a pensar em viajar com ela no colo mesmo, mas claro que não rola… acho que é até perigoso. Assim, lá vou eu pagar a tal tarifa de berço.

Mas claro que não é só isto: como eu não tinha reservado antecipadamente o berço, os caras não reservaram lugar prá gente, então estava eu lá no meio do avião e a Mima e a Isabeli bem mais prá frente, com o restante da fileira ocupada.

O atendente foi super atencioso, vimos e revimos o mapa de assentos e somente alguns com um “W” escrito estavam em lugar que aceitaria berço, mas estes ele não tinha permissão para colocar a gente, mesmo estando vazios. Tentamos com outra pessoa, que também não conseguiu.
Assim, só nos restava seguir a máxima de um blog que se complicou numa viagem: “Deixa como está e lá dentro tenta resolver”.

Entrando

As mochilas de por nas costas são nossas… as 2 malas, da pequena!

Primeira coisa: vá com o carrinho do baby até o embarque. É muito mais fácil andar pelo aeroporto com ele – e quando a Isabeli queria colo, a gente coloca as mochilas no carrinho, que também é mais fácil do que ficar carregando. Quando for embarcar, o pessoal pega ali na porta e coloca no bagageiro.

Sempre fui o último a entrar num avião. Deixa os apressadinhos se ajeitarem, que fico aproveitando aqui fora, que ainda tem mais espaço… mas com um bebê a gente tinha 2 mochilas bem razoáveis, então foi ótimo ter prioridade – já falei com os comissários de nosso problema e também já fomos ajeitando as coisas.
No final do embarque, perguntam se a gente não topa ficar naquelas fileiras “W”…que estavam realmente desocupadas. Claro que sim! Problema resolvido :-)

O voo

Tanto na decolagem quanto no pouso, seguimos o conselho de todos: coloca o bebê para mamar! Assim ela não fica com os ouvidinhos ruins e não vai chorar tanto. Dito e feito! Na subida foi tranquilíssima e o pouso, apesar de um tanto de choro, nada traumatizante.
Depois que decolamos, o pessoal coloca o berço (que mais lembra um caixãozinho…). Nesta altura a Isabeli já estava dormindo. O berço é bastante confortável, tem um tamanho bom e foi perfeito na ida e na volta – só não precisava custar R$ 220,00 cada voo!

Bercinho…aka: lugar mais confortável do avião

Na hora de trocar tem o banheiro ali perto e, quando a fila estava grande, trocamos no bercinho mesmo, que foi tranquilo. Quando tem turbulência, a ordem é pegar o bebê no colo. Lá pelo meio da viagem teve um pouco e em 2 minutos já tinha comissário confirmando que estávamos com ela no colo: pessoal super cuidadoso com os novinhos.

A volta

Para evitar aquele rolo todo da ida, já em Cumbica tentei reservar os assentos: “Só na loja da tam, pelo telefone” Ninguém merece! Pelo menos com a internet é fácil e por skype resolvemos já em Londres… no dia da volta foi só pagar a taxa e tudo correto, e ainda conseguimos 3 lugares para nós 2.

Mesmo assim, chegamos umas 4 horas antes no aeroporto, que é gigantesco! Lá dentro foi engraçado quando compramos um suco de frutas e a Isabeli ficou interessada. Foi tomar o primeiro gole(não tinha conservante, tá!) e chorar querendo mais. Chegou ao cúmulo dela chorar porque queria mais suquinho e chorar ao tomar, porque não aguentava… estas mulheres não estão felizes com nada desde cedo hehhe

Na volta também tivemos um ‘aprendizado’: No banco de trás viajou uma menina de uns 2 anos… a menina chorou durante metade do voo, de vez em quando berrado. Cheguei a tampar os ouvidos da nossa para ela não acordar – e teve pelo menos um momento que fui colocar a mão e a própria Isabeli estava com um dedinho no ouvido – claro que foi involuntários, mas engraçado enquanto durou. O lado positivo: vermos que realmente é muito mais fácil viajar com bebê que uma criança um pouquinho mais velha.

Resultado final

Estava mais preocupado com o voo que com a viagem para a Isabeli, mas os voos foram tão tranquilos que até um filminho a gente conseguiu ver na volta.
Antes de viajar, faça a tal da reserva do berço e também do assento – não adianta só reservar o berço… tem que reservas os lugares também!

Chegue cedo para o checkin – não dá para se arriscar.

Não usamos as roupas nem nada, mas já li histórias de gente tendo que viajar suja a viagem toda, então é outra coisa que não dá para arriscar.

Curta a viagem: a gente morrendo de medo de um voo de 11 horas + checkin, mas na ida tínhamos 6 bebês no voo e na volta também tinham vários: choro mesmo, só das crianças mais velhas – a bebezada dormiu bastante e quando acordava só queria curtir um pouco de colo ;)

Na próxima vez quero ir sentada!

Rumo a Londres, aos 5 meses

Desde que começamos a pensar em ter filho, a pergunta que me faço é: “Dá prá viajar ainda?” Eu mesmo muitas vezes achava que não, mas… depois de uns 2 meses com a Isabeli, a vida começando a voltar ao normal, comecei a pesquisar nos blogs citados aqui. Alguns eu já conhecia antes de ter a filhota, outros me surpreenderam (como estes “loucos” que me deixaram com inveja ao levar o filho de 2 anos para uma volta ao mundo, contada aqui.

Em vários lugares, uma opinião se repete: viajar com filhote pode ser um barato, e até uns 18 meses é a idade ideal… isto porque até então a criança ainda costuma parar quieta no colo, sem aquela ansiedade de sair correndo. Para completar: até 2 anos só paga 10% da passagem e eu tinha umas milhas prá vencer. Hora ideal de começar a procura

Escolhendo o destino

Brasil é sempre uma boa, mas… sempre pensei que Brasil será ótimo para conhecermos quando a filhota estiver mais velha, e as viagens ficarem mais caras. Cancun entrou na fila, mas não achei milhas decentes pela TAM. Assim, comecei a pensar na Colombia – 1 ou 2 semanas ali pareciam ideal…. mas porque não ver na Europa?

Até que, depois de muito procurar (e ver Paris, Roma, Madrid e até Lisboa pro mais de 100 mil milhas), encontramos Londres a 70 mil. Taí! Vimos as datas que teríamos antes da licença da Mima acabar, e por que demoramos 1 dia a mais, acabou pagando 80 mil milhas, mas ao final conseguimos: Londres, aí vamos nós!

Definindo roteiro com bebê

Se sozinho eu poderia ficar 5 dias em Londres, com a Isabeli vamos ficar 8… afinal, tem que fazer as coisas mais devagar – deixei no máximo 2 coisas ‘pesadas’ no dia, umas 2 horas para almoço, tempo para não fazer nada, etc. Dali queria ir para Escócia, mas depois de muito pesquisar, concluí que não é uma região ‘baby-friendly’, já que os passeios pelas Highlands são excursões de muitas horas em vans, ou eu teria que dirigir na mão esquerda, o que não me deu nenhum ânimo. Procura de um lado, procura de outro… porque não ir ali do lado e aproveitar as 2 cidades mais badaladas de uma vez só? Paris it is! :-) Para terminar os 20 dias, alugamos carro para conhecer o Loire – aka: “Vale dos castelos

Passaporte

Para tirar passaporte de bebê é exatamente o mesmo custo de um adulto, porém temos que levar a foto tirada de casa. E tirar uma foto de um bebê com 2 meses não foi nada fácil, mas em uns 10 minutos, conseguimos :-)   Se fosse agora, com 5 meses, não ia demorar quase nada hehe. Se o pai e a mãe puderem ir é melhor, mas se for só um, tem uns formulários de permissão para serem entregues. Fomos os 2. A vantagem é que não precisamos pegar nenhuma das filas, então em 30 minutos já estavamos saindo. Em 1 semana voltei pegar o passaporte pronto. Coisa mais linda!

No primeiro ano de vida, o passaporte vale só por 1 ano, pois a criança realmente muda demais – no segundo ano, vale por mais 2 anos, até o quinto, quando finalmente começa a valer por 5 anos, como o de adulto.

Hospedagem com bebê

Se fosse sozinhos, mesmo com a Mima reclamando um pouco, ficaria em albergue…. mas mesmo alguns usando albergues com bebê, não senti muita coragem. Assim, o que precisava: Localização fácil, o mais próximo possível de metrô e/ou ônibus, facilidade de lavanderia e berço. Depois de uma pesquisada básica, chega-se sempre a uma escolha Hotel ou apartamento alugado.

Comparando hotel e ap na mesma rua, o hotel costuma ser um pouco mais barato – porém o custo é quase o mesmo… já um studio (sala e cozinha) chega a ser mais barato que hotel. Nas últimas 3 viagens, fiquei em casa 2 vezes e gostei bastante. Apartamento ainda tem cozinha, o que facilita a comer mais saudável que no hotel, e também para preparar as coisas para a Isabeli –  tá vendo: nem foi muito dificil decidir hehe.

Em Londres vamos ficar em Bloomsbury, bairro universitário, a 2 quadras de Euston Station e pertinho da estação de onde sairemos para a França (momento nerd: é ali perto também que embarca-se para Hogwarts em Harry Potter). Terá um bercinho nos aguardando, e há lavanderia na esquina do AP. O hotel com preço mais próximo, na mesma região, tem uma enorme quantidade de reclamações de ser muuuito apertado e descuidado – o restante simplesmente não é para meu bolso.

Nos 5 dias programados para passarmos entre o Mt Saint Michel e o Vale do Loire, vamos ficar em 3 hoteis diferentes – todos reservados pelo http://www.booking.com após muita avaliação de espaço, reviews e confirmação que haverá um bercinho esperando em cada lugar – inclusive num castelo que vamos ficar, num quarto do século XII ou algo do gênero, que ficou mais barato que metade dos hotéis de Sampa.

Para terminar, em Paris ficaremos a 2 quadras do Louvre, desta vez com máquina de lavar dentro do AP, mas sem bercinho- mas com 2 sofás enormes que virarão a cama da Isabeli.  Quando voltar, faço um review e link de cada um deles…

Alugando carro para bebês

São 5 dias com carro alugado na França, onde a única diferença é que reservei cadeirinha prá Isabeli… mas o restante é igual. Meu medo ali é outro: Permissão Internacional para Direção. Em São paulo sai mais de R$200,00 e a minha valeria por 3 meses somente – falei com a Avis por chat e disseram que não vão exigir, mas me preocupa do mesmo jeito.

Turistando com bebê

A chegada no aeroporto vai ter um shuttle esperando. É bem mais caro e leva o mesmo tempo que de metrô, mas com um bebê no braço, melhor não arriscar. Transporte público: dizem que em Londres é uma maravilha, mas em Paris podemos ter complicações no metrô sem elevadores para o carrinho… estou levando carrinho pequeno. Para comer, provavelmente precisarem

os ter água fervida, mas vamos ver como será no caminho…

Pré-viagem com bebe

Quando voltarmos de viagem a Mima estará voltando de licença, então já iniciamos o ‘corte’ da amamentação, por isto preferi levar o leite que a Isabeli aceitou e tomou nos últimos 3 dias (NAN mesmo). Também vimos com a pediatra uma fortuna em remédios para “Vai que acontece”.. esperamos não usar nada ;)

Comprei uma banheirinha de plástico desmontável, para não ter problema de onde dar banho. Por último: compramos um carrinho pequeno, tipo ‘guarda-chuva’ que é fácil motar e desmontar. No final, já usei muito mais este carrinho pequeno do que o ‘trambolho’ que havia comprado – mas que era necessário quando ela era menorzinha.

Nas bagagens, sempre levamos 1 mochila eu e outra a Mima… desta vez estamos levando apenas 1 mochila para todas as nossas coisas (ok: sempre fui para lugares muuuuito frios, como Patagônia, e precisava de muita blusa, algo que agora não precisa). A outra mochila virou uma mala de rodinhas que tem praticamente só as coisas da Isabeli: trocentas roupinhas para tudo que é temperatura, brinquedinhos, comida e a banheira. Fralda tem só um pouco, já que até onde a gente saiba, na Europa também deve ter alguma prá vender ;) A ideia é eu carregar a mochilona nas costas e a mala na mão, enquanto a Mima leva a Isabeli no ‘canguru’ e a mochila de mão, mas vamos ver na hora.

Prá levar em cima, segundo recomendações de trocentos blogs e gente experiente: troca de roupa prá mamãe, umas 2 prá pequena, algumas fraldas e brinquedinhos… .serão 11 horas de viagem, mais algumas horas no saguão antes do embarque(espero fazer o checkin bem cedo, prá tentar sentar num lugar que dê para usar o bercinho que a TAM já possui – e que reservamos, só espero que ainda esteja reservado).

Quando vai ser isto?

Aqui o motivo da ausência nos últimos 10 dias – e também do post rápido sobre Serra Negra. Embarcamos daqui poucas horas: 11 de Agosto de 2012, às 23h00. Isabeli tem 5 meses e 3 dias… e seja o que Deus quiser. Tentarei postar algo na viagem, mas é férias, então já viu! Na volta a gente conversa.

Papai, já tá chegando?

Alugando carro nos EUA

Estes dias nos comentários (de vez em quando aparece algum hehe), me perguntaram sobre o carro, e vi que realmente é um ponto dos mais importantes, e que não havia escrito nada. Assim, vamos ao aluguel do carro!

Antes de chegar

Alugue com antecedência! Esta é a principal regra. Seja lá a empresa que for usar, que seja uns 2 ou 3 meses antes. Cheguei a ler gente que pagou 3 vezes mais no aluguel do mesmo carro, por ter alugado em cima da hora, que outro reservando 90 dias antes. Assim: pesquise bem antes, tenha em mente o que você quer e alugue com pelo menos 2 meses de antecedência!

Que empresa? Tem muuuuuitas. Comece no consolidadores, como SkyscannerHotwire (espetacular para hotel nos EUA), Car Rentals. Vale também usar diretamente as operadoras – desde as mais conceituadas, como Hertz até algumas que são gigantes nos EUA, mas menos conhecidas por aqui, como a Alamo Aliás: mesmo os ‘consolidadores’ dizendo que eram o melhor preço, o melhor preço real que encontrei foi direto no site da Alamo. (tinha outros mais baratos, mas os reviews péssimos da Thrift por exemplo, me assustaram).

Vale ler também aqui para ter ideas.  Mas ao final, usamos a Mobility que eu nunca tinha ouvido falar, mas estava entre os patrocínios do Comandante, então já viu – e ao final ficou o melhor preço de todas na Mobility, alugando carro da Alamo. A surpresa foi que ao pagar convertiam em real primeiro e ainda parcelaram. Não podia ser melhor.

Outra coisa importante: tente fechar a semana inteira. Alugar o carro no domingo e devolver na sexta é o mesmo preço que se devolver no sábado, por exemplo. Já alugar no domingo e devolver na terça ficava quase metade do valor da semana completa.

Documentos: Como a Mobility garantiiu motorista extra gratuitamente, fomos em 2 ‘pilotos’. Ambos somente com a habilitação brasileira, que é o único necessário nos EUA.

GPS: Comprei meu GPS pela internet antes de sair de casa, e ele estava me esperando no hotel quando chegamos. O problema foi chegar no hotel – Mas nada como todos os mapas impressos e parar na rua prá perguntar que resolveu ;)

Começando a dirigir

Chegando lá, fomos ao balcão da Alamo e não havia tantas opções de escolha, já que era noite de sábado. Mas ainda assim pegamos um Dodge bastante bonito.

Carro bom prá começar…

O começo foi fogo! Toda hora metia o pé no freio… ainda bem que não estava indo muito rápido hehe Quem sofreu mais foi minha mãe no banco de trás, que quase perdeu um dente em um freada particularmente forte que dei. Mas é fácil demais: coloca o pé esquerdo prá trás e não tira ele de lá. O carro não vai morrer se parar ‘sem trocar a marcha’. Use somente o direito para acelerar e frear e boa. Embreagem: “D” para dirigir, “R” para ré e “P” para parar. É só o que precisa se lembrar em Miami e Orlando. Tem outros, mas a moça disse que eram para morros.

D, R, P – é só isto que vai usar… e se errar, o carro não morre!

Pegando fogo

Fomos até Key west e aproveitamos muito por lá o carro, mas no caminho da volta começa a sair um cheiro forte de queimado, até que começa a sair fumaça do painel! Paramos na hora e depois de um tempo parou e não voltou mais a fumaça – mas o ar condicionado já era! Chegando em Miami liguei para a Alamo, que me disse para ir assim que pudesse trocar o carro no aeroporto.

Lá chegando, a única real mancada dos caras: como o carro estava meio ruim, nem procurei um posto de gasolina, mas me cobraram a tal taxa mais alta para encher o tanque. Não adiantou argumentar que o carro tava pifado, com medo de pegar fogo, nem nada. “Morri” com 40 dólares, quando o máximo que paguei num tanque completo eram 30. Fazer o que!

Carro 2

Engraçado: mesmo sendo um carro intermediário, aquele dia tinha um monte de opções na área, e poderia ter pego até uma Van se quisesse. Fique tão indeciso que houve um momento que eu tinha a chave de 3 carros diferentes! coisa de doido mesmo hehehe  Mas não adiantou insistir, que a mulherada não queria uma van, então peguei outro dodge, mais novo, maior e mais bonito que o primeiro.

O carrinho foi excelente para os 4 dias de Miami, a ida até Orlando e as 2 semanas que ficamos por lá. No final, o primeiro carro ‘pegar fogo’ nem foi tão ruim assim.

De dodge na Disney

License and registration!

Estava eu tirando um belo cochilo no caminho Miami-Orlando quando minha mãe me acorda apavarada: “Alex, tem um carro da polícia atrás da gente!” Olhei prá trás e na hora imaginei o policial me pedindo os documentos “License and registration, please”. Falo prá ela encostar, claro.

– Bom dia, seu guarda. Ela não fala inglês, então fale comigo, por favor! – e a primeira resposta foi:

– Ok, mas antes de tudo: não se preocupe que não há nada errado (ufa!). É que o capô de vocês está um pouquinho fora de lugar e é perigoso, assim preferi pará-los. Posso fechar para você?

Pois é…. isto sim é policial! Ele avisou que o capô naquele carro abria por um pedal no chão, então alguém sem querer deve ter apertado sem querer, por isto estava um pouco aberto. Extremamente educado, fechou o capô, nos desejou boa viagem e  foi embora. Sensacional!  Depois minha mãe comentou que, como não entendia nada do que falamos, quase teve um ataque cardíaco, mas até aí… heheheh

Nosso SUV

Depois de 20 dias de estrada/compras, sabia que íamos chegar ao final super lotados. Assim, tinha reservado uma troca de carro em Orlando. Deixamos nosso Intermediário e peguei uma SUV intermediária, que iria de Orlando até Miami. O bom é que não houve diferença nenhuma de preço por devolver em cidades diferentes. O lado ruim é que, como reservei em loja de rua(na verdade, num hotel), não tinha opção de escolher o carro, e tivemos que aceitar o que nos deram. Ainda bem que estava bom.

E a primeira SUV a gente nunca esquece :)  Quero um carro grande daqueles prá mim! Nem preciso, mas quero! Falando sério: esta troca de carro foi das melhores coisas que fizemos. Se tivesse pego ele desde o começo, teria saído pelo menos o dobro do aluguel: o intermediário por 20 dias ficou em 700 dólares, enquanto a SUV por 3 ficou em 200 – aí dá para ter uma noção da diferença (e a falta da semana completa também encarece, claro).

Escapade – O terceiro carro da viagem

Mas o pior é que, por maior que fosse o carro, quase não couberam as coisas. Impressionante a dificuldade que tivemos para colocar tudo dentro do carro, mas aperta de um lado, aperta de outro, tira um pouco da visão do motorista, que dá prá ir sem problemas.

Outros

Combustível: Só consegui pagar 1 vez com cartão. No geral o que tinha que fazer é parar na bomba, ir até o caixa, e dizer que vai de 15 dólares – volta para o carro e enche o tanque você mesmo. Se for completar, entrega uns 40 dólares pro caixa, enche o tanque e volta pegar o troco. Prá gente, acostumado com frentista, parece complicado – mas é tranquilíssimo! E use o combustível mais barato mesmo que serve

Pedágio: Em outros estados é diferente, mas na Flórida todos os pedágios são automáticos. Pergunte na locadora como será o “Toll”, mas no geral o que fazíamos era só passar normal, sem nem diminuir a velocidade, que depois chega a conta no seu cartão de crédito. Só teve uma vez, no caminho Orlando-Miami, que errei e peguei o pedágio normal. O que precisamos fazer foi ir passando sem pagar mais pedágio até o anterior a minha saída e paguei lá pelo trecho percorrido.  Se pegar o manual, pague antes de sair, senão a multa vem depois… e saiba que o manual é (um pouquinho) mais caro que o automático.

Acho que é isto: Se NY, Boston e outros lugares, carro mais atrapalha que ajuda, em Miami e Orlando eles são praticamente indispensáveis- e por isto mesmo muito baratos. Escolha o seu e se divirta.

Em algum lugar no caminho a Key West.

Preparando para Orlando

Orlando tem coisa demais para ver antes de sair de casa, então resolvi passar pelo menos o básico, especialmente sobre os parques…

Resolvendo o roteiro

Parques da Disney, os principais são os 4 mais conhecidos de todos: Magic Kingdom, Animal Kingdom, Hollywood Studios e Epcot Center. Parques da Universal são 2: Universal Studios e Island of Adventures. Do grupo SeaWorld: Sea World, Discovery Cove e Busch Gardens. Estes 9 parques são só os mais conhecidos. A Disney tem mais 4 parques aquáticos, Seaworld tem mais outro aquático também. Ainda temos a Legolândia. Os 4 da Disney, Universal e Seworld precisam de 1 dia exclusivo – nada de dividir 2 parques num dia (é loucura – apesar que já vi relatos de gente fazendo isto), ou de emendar compras no parque…

Disney

Para compras: são 2 grandes outlets do grupo Prime, o Florida Mall, Lake Buena Vista Factory Stores (que parece outlet também). Mais alguns outros shoppings, lojas de eletrônicos e diversas lojas de fábrica. Pelo menos nos outlets, o ideal é ficar 1 dia inteiro em cada (isto vindo de quem acha compra um porre!!).

Não podemos esquecer que ali pertinho tem a Nasa e foguetes, viagem a lua, espaço… sempre vale a pena – mas é preciso outro dia completo.

Cabo Canaveral

Além de tudo isto, tem mais um monte de coisas menores, que chamam a atenção: Gatorland para atividades ao ar livre, Ripley´s Believe it Or Not – museu do programa “Acredite, se quiser”; Wonder Works uma espécie de “Casa muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada“; para quem gosta de Titanic, tem passeio de balão… dá para ir até Daytona ver corrida de fórmula Indy. Enfim: tem muita coisa além dos parque para fazer, e precisa tomar cuidado na programação!

Indo com a esposa grávida e minha mãe, foi fácil descartar o Busch Gardens – mas os parques da Universal, que também são radicais, eu tinha que ir. Ficando 13 dias inteiros, reservei 8 dias para parques, 3 prá compras e outro para a Nasa. Ficou 1 dia livre para o que tivesse vontade, ou se faltasse algo – ou mesmo para ficar no hotel, se fosse o caso.

E ainda tem as noites, com NBACirque du SoleiulBlue Man Group, que são os principais ‘eventos’. Os shows são em Downtown Disney e Universal Citywalk – e neles ainte tem seus diversos restaurantes (como Planet Hollywood e o “Maior Hard Rock Cafe do mundo”) e outros programas (quem quiser balada, só no Citywalk mesmo)

Comprando as entradas

Tem muito lugar que vende entrada, mas rapidamente vi que comprar em agência no Brasil pode ficar mais caro que comprar por lá. No final, o que encontrei de mais barato tanto para Disney, quanto para Universal, foi Undercover Tourist O único problema: você tem que pegar com eles, só podendo ir de segunda a sexta. Eu ia chegar no fim de semana… Assim, como nos outros sites não encontrei nada mais barato que nos parques diretamente, comprei no site de cada parque (só fique ligado: comprar pela internet, mesmo no próprio site da Disney ou Universal, é mais barato do que comprar na bilheteria). Mas se puder chegar mais cedo e passar 1 dia antes no Undercover para pegar as entradas, é super recomendado. Também vendem diversos outros ingressos, como para o La Nouba e NBA.

Disney

Há um monte de tipos de diferentes entradas. Você pode comprar 1 dia de parque, 2 dias, … até uns 14 dias. Se comprar 1 dia, paga U$85, já se for 10 dias, paga-se U$290, dando menos de 30 dólares por dia. Além disto, pode escolher 1 parque por dia, ou mais parques por dia (mais caro, e não recomendo). Estes ingressos são pelo numero de dias, não importa qual dos 4 principais você vá. Se quiser incluir os aquáticos, tem lá o valor. Nós reservamos somente 4 dias, mas comprei o de 6, porque a diferença era pequena. E foi muito útil, porque voltamos um 5º dia. Site

Foto Claaaaaassica

Para comer, vale MUITO usar o próprio site para verificar as opções e fazer possíveis reservas. Como só tinha quase lanche em todos, achamos por bem reservar restaurantes e comer decentemente – afinal, eram muitos dias para ficar só a base de fast food. No site da Disney você cria um usuário e faz as reservas pelo numero de pessoas e horário. É bem intuitivo, e você tem acesso também aos menus, valores e tudo mais, para ter uma ideia de onde reservar. Faça a reserva com uns 3 meses de antecedência em alta temporada – reservei com 1 mês mais ou menos e estava bom, mas Novembro ainda não é alta…. digo que no geral valeu bem a pena a reserva, apesar que somente em 1 dos 4 que fomos eles não estavam atendendo sem reserva – mas nos outros, a reserva pula bastante fila.

É ali também que você reserva para os jantares ‘temáticos’, como do T-Rex e Planet Hollywood – que reservei 2 meses antes e já foi dificil achar horário… Em resumo: faça reserva para comer melhor nos parques, e se quiser jantar em algum lugar especifico. É gratuito mesmo, então vale a pena. É só acessar o site e ir para ‘reservations‘.

Universal

Aqui é mais fácil: você compra 1, 2 ou mais dias – são somente 2 parques, então fica fácil comprar 2 dias – lembrando que se quiser fazer 2 parques num único dia, tem a tarifa extra…

Para comer, você tem que reservar diretamente no restaurante. Porém, aqui eu fui sozinho em 1 parque e no outro só com a Mima, então não reservamos nada e ficamos nas besteiras mesmo. Só Fast Food é dose, mas de vez em quando dá prá aguentar bem.

Universal Studios

Bemvindo a Hogsmeade

Tanto para Universal quanto para Disney, vale acessar o Falando de Viagem que tem lista de restaurantes, reviews de alguns deles e lista de fast foods também.

SeaWorld

Este o Undercover que indiquei acima não costuma ser mais barato. Assim, vá direto no site deles. Para quem for no Discovery Cove, melhor comprar diretamente com eles. E indo lá, tem que fazer o mergulho com os golfinhos. Em Novembro ficou em U$199,00 + impostos a entrada do parque com o mergulho – parece caríssimo (e é mesmo), mas o Discovery tem todas as refeições incluídas(desde o café), tem diversas barraquinhas com bebida e salgadinhos o dia todo, incluidos também. E dá direito a 14 dias de Sea World ou BuschGardens (ou os 2, por uma tarifa extra). Colocando tudo no papel, acaba não ficando tão caro assim. Não pode esquecer que o Discovery é com dia marcado, então tem que reservar bem antes – em alta temporada, falam em no mínimo 1 mês antes.

Comendo no Discovery é no restaurante e nos quiosques, enquanto no SeaWorld tem vários lugares para escolher, então não precisa se preocupar muito.

Shamu.

É isto.. vou tentar falar um pouco dos parques(mas não muito, que já tem um moooonte de lugar sobre isto) e também sobre as compras, claro! Só tenho que fazer isto rápido, que afinal a familia vai crescer em breve :-)

Miami – geral

Como sempre, antes de passar para a próxima página, alguns tópicos mais básicos, e gerais:

Transporte

Carro é imprescindível! Sim, até daria para se virar de transporte público se a viagem ficasse somente em South Beach, mais algum city tour – mas para ir até o outlet vai precisar de veiculo próprio, nem que seja para carregar as malas.

Também o transporte público, que sempre foi tão útil em outras viagens, em Miami é bem complicado (o Frommer´s se referem ao MetroRail deles como MetroFail). Para ter uma ideia, a ida do hotel até Bayside Marketplace de carro foi 30 minutos, enquanto pelo google de transporte publico seria bem mais de 1 hora – assim fica dificil…

Para estacionar, em vários lugares há parquímetros – nos mais modernos, podendo usar mesmo o cartão de crédito (muito bom para não ter que ficar carregando moedas). Perto de South Beach havia mesmo o que parecia ser um estacionamento, mas todas as vagas dentro dele tinham cada uma seu parquímetro também.

Paradas de 1 ou 2 horas, penso que o parquimetro é ideal – mas não são tantas vagas assim. Quando não achar vaga, ou também para estacionar por mais tempo, vale procurar estacionamentos públicos – há vários de até 2 dólares, e mais uma vez o Falando de viagem tem uma lista legal de lugares para estacionar.

Hospedagem

Hospedar em Miami é complicado… lugares perto da praia são um tanto mais caros, e mais tem que pagar uma taxa extra(e geralmente bem pesada) para deixar o carro. Se ficar um pouco mais longe você consegue melhores preços, mas continua a taxa de estacionamento. E esta tarifa é complicada mesmo -encontrei alguns hoteis com bom preço, mas com o estacionamento ficava meio complicado.

Ao fim, mesmo sem gostar tanto da ideia, resolvemos ficar longe da parte turística, mas onde dava prá bancar sem ir a falência. Ficamos perto do aeroporto – e posso dizer que por mais que pareça ruim a primeira vista, valeu a pena!  Não pela região, claro… já que normalmente não há nada por ali e até para sair a noite tem que pegar o carro, mas ao menos estávamos bem centralizados, não paguei tão caro assim, e apesar do medo do barulho, nem ouvi avião nenhum por lá.

Como viajamos durante do dia tanto na ida quanto na volta, chegamos de noite e a volta seria pela manhã. Assim, teríamos que usar 3 hospedagens, então aproveitei para ficar em 3 hotéis diferentes. Aqui vão, valores já com os impostos, e nenhum deles cobrando extra pelo estacionamento:

*Holiday Inn Miami Doral Area

Holiday Inn (assim como Hostelling International) é uma rede básica e muita gente foge deles, mas os que fiquei sempre foram de bom nível – talvez estar acostumado a dividir o quarto com um monte de gente em albergues ajude a achar tudo ótimo também ;) O fato é que o HI Doral  é um bom hotel, ficou em U$85 o quarto para 3 pessoas, pelo www.hotwire.com (já falei como gosto deste site?). Pelo google maps parecia ser muito mais perto do aeroporto do que realmente era, mas dirigir pela primeira vez um carro automático, sem gps, num lugar totalmente desconhecido, de noite, pode ter feito parecer uma viagem bem mais longa.

Como chegamos tarde e saímos cedo no dia seguinte, só posso avaliar o quarto em si, que era muito bom e bastante espaçoso… Também o pessoal da recepção, que sofreu comigo procurando minhas encomendas. Isto porque, como mencionei em algum post anterior, já tinha programado para chegar minha primeira compra da Amazon, com a máquina de fotografia e o GPS (e sem gps em Miami, dá para ficar doido). Demoraram um pouco para achar, mas acharam.. ufa! Mas foi um susto esta demora hehe

Café da manhã não tem do hotel, mas há um restaurante ali mesmo que tem bastante opção e nem sai muito caro. Enfim: é um bom hotel.

*Hostelling International Miami Springs Airport

Este HI Miami Springs foi de longe o melhor dos 3 em Miami, e por sorte foi o que ficamos 5 noites.

Como ia ficar bastante tempo, não arrisquei o hotwire e peguei pelo www.hoteis.com ficou em 99 dolares cada quarto bastante espaçosos, com wi-fi no quarto (aliás, wifi já é bem mais importante que café da manhã – mas é impressionante como no Brasil é dificil) e um café da manhã bastante decente incluído.

Para a janta, ficava ao lado de um iHop e para os saudosos, tinha McDonalds também pertinho (aliás, fui uma noite nele e só tinha brasileiro). Se voltar a Miami algum dia novamente, é grande a possibilidade de ficar neste aqui.. gostei mesmo!

*Hampton Inn

Pela primeira vez, tive problemas com algo reservado no hotwire – chegamos ao Hampton Inn numa chuva animal, depois de uma viagem bem longa de Orlando (com parada no Sawgrass, não podemos esquecer), e ao ver a reserva, eles tinham marcado somente 2 pessoas – a cama extra só chegou umas 2 horas depois que já estávamos hospedadados.

Mas muito pior: era quarto para fumante (nem sabia que isto ainda existe) e aquele cheiro horrível foi péssimo para conseguir dormir – fora que só o fato de termos dormido naquela cama já impregnou as roupas. No hotwire realmente não especificava que tipo de quarto seria, mas a falta de vontade para  sequer tentar trocar de quarto para não fumante era enorme – sempre citando que era reservado pelo hotwire, como se negativo. Se fosse ficar ali mais tempo, ia ter arrumado bagunça, mas como foi só 1 noite acabei deixando. Foram 88 dólares(contra 230 no site) que não valeram a pena, e podiam ter sido usados em qualquer dos outros 2 de Miami.

O ponto positivo: 6h00 da matina estávamos começando a arrumar as coisas no carro, e já estavam preparando o café da manhã, então ao menos não tivemos que comer nada no aeroporto(o que, graças as quase 3 horas só na fila do checkin da TAM, teria sido impossível – mas isto é outra história)

Para um monte de hoteis, Viaje na Viagem

Outros

Os passeios de Miami já falei – eu faria de novo com certeza Everglades, e a passada em South Beach é imprescindível – principalmente pelo clima (minha esposa não concorda – ela achou a beach linda, e acha que a praia já vale por si só). Mas mesmo Miami sendo usada pelos brasileiros principalmente para compras, ainda há muito mais coisas a fazer.

Por exemplo, tinha planejado passar no Zoológico – pode parecer bobo, mas o Zoo de Miami é muito bem cotado em todo lugar, e parece ser realmente muito bom. Outro lugar no mesmo nível é o Seaquarium  Claro, em Orlando tem SeaWorld e DiscoveryCove, mas se ficar só em Miami, creio que vale muito a pena.

Mantendo ainda nos animais, Jungle Island também parece fantástico. E ainda há um monte de museus (reclamei com a Mima que foi das pouquíssimas viagens em que não fui em Museu… é muito triste isto :P).

Enfim: eu particularmente não fiquei apaixonado por Miami, não é um lugar que voltaria para tirar férias (já compras, é outro papo), mas uma passada no Trip Advisor faz a gente ver que tem muita coisa para se fazer por lá além de usar o cartão de crédito

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